segunda-feira, 31 de março de 2014
Nº. 865 - Doutrina Cooperativa
1. Não há dúvida que a mudança imediata das instituições políticas neste rectângulo europeu à beira Atlãntico plantado não é solução credível.
2. Já no final do rotativismo dos partidos - ancilosados e predominantes - nos tempos da Velha Senhora era duvidosa tal solução política, tendo o monarca reinante tentado uma aproximação aos socialistas de então para uma eventual reforma do sistema, tendo as expectativas sido goradas pelo injustificável clubismo republicanoide.
3. Sem dúvida que o mal está no crescente impulso consumista e na apropriação excessiva, tornando-se injustificável o recurso ao emagrecimento da classe média, bem como do maralhal dos mais desprotegidos, para a engorda de minorias que já meteram em bom recato os seus opulentos cabedais.
4. Cair numa nova salazarquia - tanto seja ela da direita ou de sinal contrário - é manter a cepa torta, substituindo figurões empanturrados por outros tantos famintos; calcorreando as estradas internacionais à míngua do pão, prostrados, sem garra e sem pudor.
5. Não vale a pena dourar as ignomínias do passado, nem tão pouco manter o curso dos acontecimentos navegando à bolina. O importante é aliciar todos aqueles que - para lá das suas diferenças religiosas, políticas, de raça, clubísticas, etc. - estejam interessados em estabelecer plataformas de trabalho que permitam ultrapassar as dificuldades económicas do presente, sem agravar imprudentemente o futuro dos nossos filhos.
6. O lema será: sim à cooperação diligente; não à apropriação pantagruélica. Pouco a pouco criar unidades de gestão autónoma e responsável, mantendo-as firmemente ligadas em uniões e federações, sustentadas por um mutualismo avesso a esquemas usurários.
7. A doutrina cooperativa nada tem de matéria intricada e/ou obscura - CECIM, porque não?.
Nau
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