segunda-feira, 17 de março de 2014

Nº. 851 - Doutrina Cooperativa


1. No arengar do apontamento relativo ao Portal do Comunalismo de ontem, procurei estabelecer a fronteira entre as duas doutrinas políticas afins.

2. Aparentemente, a diferença entre as doutrinas políticas em questão reside no facto do comunalismo ter por fundamento a cooperação e o municipalismo se encontrar conluido com a partidocracia republicana.

3. Logo, pedir a reimplantação da Monarquia sem curar do saneamento da política "à portuguesa" é repetir os erros do passado, visto que um parlamento com os mesmos vícios do presente cheira a esturro certo.

4. Claro que a figura do Rei será uma mais valia por obviar disputas partidárias no topo da comunidade, mas cedo os republicanos se concentrariam nos inveterados hábitos demolidores do passado.

5. Nesta conformidade, urgente é fomentar a prática cooperativa de gestão autónoma e solidária a qual, como autêntica escola democrática, irá possibilitar um real comunalismo, suficientemente forte para colmatar os centralismos burocráticos em curso.

6. A doutrina cooperativa e os pertinentes exemplos apresentados neste espaço procuram apenas incentivar aqueles que continuam à espera de Godot para a solução dos seus problemas; aqueles que nos vários centralismos políticos buscam lenimentos para as suas mazelas; aqueles que por hábito cruzam os braços.

7. Mais vale tarde do que nunca: a reforma da mentalidade portuguesa só é viável através do aumento em número dos cooperativistas monárquicos-comunalistas.

Nau

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