quarta-feira, 5 de março de 2014

Nº. 839 - Prelo Real


1. Diligenciamos por encontrar patrocinadores para este espaço, mas os potenciais mecenas, expeditos em dar sugestões, tardam em abrir os cordões à bolsa.

2. Alvitram alguns que o importante é avançar com temas incontornáveis acerca da doutrina monárquica, bem como do fundamento cooperativista, este exercitado para consolidar a instituição comunalista.

3. Muitos são os internautas que se dizem monárquicos, embora não se tenham apercebido que o soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política - hereditário e vitalício obvia disputas partidárias no topo da comunidade tornando-se o juiz e garante da democracia.

4. Logo, todos os que contestam o actual herdeiro da Coroa Real portuguesa, Dom Duarte Pio, evocando razões igualmente justificáveis a qualquer das anteriores dinastias, sugerindo a eleição de um novo soberano, actuam tão-somente como verdadeiros cripto-republicanos.

5. A apetência republicanapor soberanos a prazo reside na hipótese de qualquer dos putativos democratas ser eleito para tais funções por inconcebíveis sufrágios em que o voto criterioso tem igual valor ao voto de pessoas irresponsáveis.

6. O parecer individualista e nefelibatesco expresso pelo voto - inimputável e irresponsabilizante - na consagrada fórmula jeffersoniana 'um homem, um voto' apenas serve para justificar a existência de oligarcas e viciar o equilíbrio partidário.

7. Clamar por uma monarquia parlamentar idêntica ao regimen político vigente é persistir nos erros do século passado, pois só a real prática cooperativista poderá dar início à reforma da mentalidade consumista e burguesóide.

Nau

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