segunda-feira, 24 de março de 2014
Nº. 858 - Doutrina Cooperativa
1. Nos últimos apontamentos tem sido frequentemente citada a Res Publica Romana como paradima de uma evolução social.
2. De facto, a apropriação verifica-se num reduzido número de embros de qualquer comunidade, mercê das capacidades físicas, artesanais e, até, intelectuais de tal minoria.
3. Os bens materiais - ferramentas, provisões, opulências fundiárias, etc. - consolidados permitem a transmissão dos ditos bens ao núcleo familiar privilegiado que, caso os não desbarate imprudentemente, continuará a disfrutar de uma posição relevante na comunidade.
4. As rivalidades no seio das minorias são constantes, procurando os seus membros ocasionais aliados, dentro e fora do círculo político em que se movimentam, por via de simples corrupção.
5. Logo, a corrupção - acção ou efeito de corromper, isto é, subornar, influenciar, peitar - é estratégia política usada em qualquer comunidade, tanto pelos possidentes, como pelos demagogos, em persistente contumácia.
6. Na Res Publica Romana, os tribunos eleitos pela plebe com o mister de proteger os desvalidos contra a prepotência dos patrícios, acabavam sempre por se aliarem, discretamente, a estes, não só por questão de sobrevivência, mas também para uma fortuita promoção social.
7. Sendo este tema da corrupção muito importante vale a pena voltar ao mesmo nos próximos apontamentos, até para salientar como o cooperativismo poderá colmatar esse cancro social
Nau
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