domingo, 30 de março de 2014
Nº. 864 - Portal do Comunalista
1. Da entrevista a Benedita Vasconcelos relatada por Paulo Especial no 'monarquicos.com indice' e tema do nosso último apontamento há largo pano para mangas.
2. Porém, a mim parece de pouco interesse as 'inocentes' baralhadas que certos monárquicos fazem acerca do presente interregno, contestando agora a aclamação feita in illo tempore pelos seus correligionários após a morte do último soberano reinante.
3. Claro que a dita aclamação, sem alternativa à vista, foi apoiada pelos dirigentes monárquicos de então com largo apoio de doutrinadores e da juventude, esta baseada na ideia de unificação de tendências políticas e na supremacia do poder real como elemento de unificação.
4. O movimento do integralismo lusitano como era então designado apresentava-se como resposta adequada aos desvarios da 1ª República que, controlada por lojas maçónicas, tripudiavam estas pelo acesso às cadeiras do poder, arrastando para a lama as crenças religiosas, as opções sensatas e pondo em risco a segurança do cidadão comum.
5. Foi a instabilidade política e a falta de segurança que deu lugar aos vários pronunciamentos militares e, com uma dívida pública galopante, fácil foi aceitar a tutela de alguém que prometia pôr as contas em ordem, na linha do autoritarismo mussolínico, trapaceando o integralismo lusitano e, com o pomposo título de corporativismo incipiente, descambou na salazarquia de má memória.
6. Na entrevista a benedita Vasconcelos há uma verdade que todos deverão ter bem presente: não é a mudança do regimen vigente que porá fim aos erros do consulado partidocrático mas uma real mudança de mentalidade, tal como tem sido aqui preconizado através do CMC.
7. As tricas dos videirinhos e dos cripto-republicanos são para esquecer porquanto o que importa é motivar a cooperação, contra o consumismo e os capitalismos espúrios.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário