segunda-feira, 31 de março de 2014

Nº. 865 - Doutrina Cooperativa


1. Não há dúvida que a mudança imediata das instituições políticas neste rectângulo europeu à beira Atlãntico plantado não é solução credível.

2. Já no final do rotativismo dos partidos - ancilosados e predominantes - nos tempos da Velha Senhora era duvidosa tal solução política, tendo o monarca reinante tentado uma aproximação aos socialistas de então para uma eventual reforma do sistema, tendo as expectativas sido goradas pelo injustificável clubismo republicanoide.

3. Sem dúvida que o mal está no crescente impulso consumista e na apropriação excessiva, tornando-se injustificável o recurso ao emagrecimento da classe média, bem como do maralhal dos mais desprotegidos, para a engorda de minorias que já meteram em bom recato os seus opulentos cabedais.

4. Cair numa nova salazarquia - tanto seja ela da direita ou de sinal contrário - é manter a cepa torta, substituindo figurões empanturrados por outros tantos famintos; calcorreando as estradas internacionais à míngua do pão, prostrados, sem garra e sem pudor.

5. Não vale a pena dourar as ignomínias do passado, nem tão pouco manter o curso dos acontecimentos navegando à bolina. O importante é aliciar todos aqueles que - para lá das suas diferenças religiosas, políticas, de raça, clubísticas, etc. - estejam interessados em estabelecer plataformas de trabalho que permitam ultrapassar as dificuldades económicas do presente, sem agravar imprudentemente o futuro dos nossos filhos.

6. O lema será: sim à cooperação diligente; não à apropriação pantagruélica. Pouco a pouco criar unidades de gestão autónoma e responsável, mantendo-as firmemente ligadas em uniões e federações, sustentadas por um mutualismo avesso a esquemas usurários.

7. A doutrina cooperativa nada tem de matéria intricada e/ou obscura - CECIM, porque não?.

Nau

domingo, 30 de março de 2014

Nº. 864 - Portal do Comunalista


1. Da entrevista a Benedita Vasconcelos relatada por Paulo Especial no 'monarquicos.com indice' e tema do nosso último apontamento há largo pano para mangas.

2. Porém, a mim parece de pouco interesse as 'inocentes' baralhadas que certos monárquicos fazem acerca do presente interregno, contestando agora a aclamação feita in illo tempore pelos seus correligionários após a morte do último soberano reinante.

3. Claro que a dita aclamação, sem alternativa à vista, foi apoiada pelos dirigentes monárquicos de então com largo apoio de doutrinadores e da juventude, esta baseada na ideia de unificação de tendências políticas e na supremacia do poder real como elemento de unificação.

4. O movimento do integralismo lusitano como era então designado apresentava-se como resposta adequada aos desvarios da 1ª República que, controlada por lojas maçónicas, tripudiavam estas pelo acesso às cadeiras do poder, arrastando para a lama as crenças religiosas, as opções sensatas e pondo em risco a segurança do cidadão comum.

5. Foi a instabilidade política e a falta de segurança que deu lugar aos vários pronunciamentos militares e, com uma dívida pública galopante, fácil foi aceitar a tutela de alguém que prometia pôr as contas em ordem, na linha do autoritarismo mussolínico, trapaceando o integralismo lusitano e, com o pomposo título de corporativismo incipiente, descambou na salazarquia de má memória.

6. Na entrevista a benedita Vasconcelos há uma verdade que todos deverão ter bem presente: não é a mudança do regimen vigente que porá fim aos erros do consulado partidocrático mas uma real mudança de mentalidade, tal como tem sido aqui preconizado através do CMC.

7. As tricas dos videirinhos e dos cripto-republicanos são para esquecer porquanto o que importa é motivar a cooperação, contra o consumismo e os capitalismos espúrios.

Nau

Nº. 863 - Psyche


1. Benedita Vasconcelos, entrevistada por Paulo Especial - monárquicos.com indice - afirmou-se republicana convicta; contra privilégios de nascimento; pela igualdade de todos os cidadãos e adepta de chefes de Estado a prazo.

2. Ser sectária da República é uma opção porquanto a ninguém deverá ser negada a liberdade ou faculdade de escolha desde que disposta a cumprir os respectivos deveres, podendo subsistir no erro por mera vocação clubística.

3. Claro que o nascimento é um privilégio de todo o ser humano (e não só) por via dos seus progenitores, tendo o nascituro o direito de ser acalentado e reconhecido por estes, bem como a prerrogativa de ter nome próprio e apelido usado pelas diversas pessoas da mesma família.

4. Simplificando. Os privilégios de nascimento poderão ser materiais - usofruto de bens úteis para uma existência mais confortável e transmissíveis por herança - ou espirituais, isto é, parte imaterial do ser humano, realidade dotada de pensamento e padrão social que a figura do soberano deverá representar.

5. A igualdade de todos os cidadãos, bem entendida, será perante a lei porquanto todos nós somos diferentes - e na diferença é que reside a magnificência da comunidade - embora com privilégios imputáveis pelas funções sociais exercidas.

6. Logo, ser republicana é, de facto, uma opção mas, sobretudo, um preconceito, isto é, obediência inflexível a certas normas de procedimento susceptíveis de distorcer a realidade que, no caso vertente, consite em esconder, com subterfúgios, que o chefe de Estado a prazo apenas serve para apoiar ou contrariar a partidocracia.

7. A figura do rei de génese apartidária é, da facto, um privilégio apenas pelas funções sociais inerentes, obviando disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

sábado, 29 de março de 2014

Nº. 862 - Fim de Semana 13


1. A renovação social fundamentada na apropriação excessiva e transmissível dentro do grupo minoritário que lhe deu origem, embora contestável, tende a renovar-se na linha do padrão da Res Publica Romana.

2. Logo, a "forma republicana de governo" é o esquema através do qual as ronhosa minorias - oligárquicas por conveniência e capitalistas para subalternização dos mais - justificam a sua existência, alimentando demagogos adeptos de tal forma de governação.

3. O capitalismo monopolista que favorece a acumulação do poder na mão dos demagogos mantem a "forma republicana de governo"sob a capa de centralismo democrático, não abdicando do lucro sobre ganhos e custos a título de desenvolvimentista e parceiro da corrupção.

4. Nas sociedades hodiernas, alicerçadas numa economia de competitividade, tanto a pequena como a grande corrupção são o traço comum , favorecendo o processo de acumulação de capital, bem como o controlo administrativo e político centralizado.

5. O que importa é inverter a tendência centralizadora assegurando às comunas uma ampla autonomia administrativa e na circunscrição pela qual estas são responsáveis, paralelamente fomentando uma economia verdadeiramente social através das unidades cooperativas preferencialmente de iniciativa expontânea.

6. O opúsculo do poeta batalhense José Travaços Santos "Enquanto viver" reflecte uma tomada de consciência de que não estamos sós, centrados num egoismo redutor, pois temos um passado construido com sangue, suor e lágrimas pelos nossos avós que importa transmitir liberto de peias e jugos indecorosos.

7. Os partidos são indispensáveis para a ventalização das ideias e actividades para a consecução de certos fins políticos, mas forçoso é evitar o clubismo e a nefasta partidocracia, embora atentos a políticos probos como Garcia Pereira e Arnaldo de Matos do PCTP/MRPP.

Nau

quinta-feira, 27 de março de 2014

Nº. 861 - Luta Popular


1. Numa entrevista de Garcia Pereira ao ETV, programa "Em Foco", de 13 do corrente, este político do PCTP/MRPP volta a apelar ao não pagamento da dívida soberana por esta perpetuar um ciclo vicioso, insistindo no abandono do Euro.

2. Oportunisticamente, os sociais-fascitas candidatos às próximas eleições para o parlamento europeu tomam a atitude que lhes é peculiar, "nem pela saída, nem pela permanência, antes pelo contrário" como jocosamente salienta Espártaco, comentador habitual no Luta Popular do PCTP/MRPP.

3. Celebrou-se no dia 16 do corrente 38 anos do comício no Pavilhão dos Desportos, Parque Eduardo VII, em Lisboa, onde participaram figuras gradas tais como Arnaldo de Matos, Garcia Pereira e outros que poderão ser revisualizados nos 517 videos disponibilizados pelo PCTP/MRPP.

4. O manifesto dos setentas e tal propõe a reestruturação responsável e honrada da dívida soberana subrepticiamente propondo a continuada desvalorização dos salários, isto é, uma incrível precarização da vida dos trabalhadores em geral, dos reformados e dos idosos.

5. A U.E e o espaço vital alemão na contenda com a Rússia de Putin (que pretende por esta via salvar o coiro das crescentes tensões internas) apresentam interesses díspares porquanto Merckel tem´pés e mãos atados na balança comercial com o seu vizinho de leste.

6. Segundo parece, dos 18 800 soldados ucranianos destacados na Crimeia, cerca de 80% (14 500) já integram as tropas do novo país índependente´, após o referendum do agrado dos democratas do "um homem, um voto". Será que Guantâmano se tornará, pela mesma via, província estadunidense?.

7. Consultar as notícias do PCTP/MRPP poderá ter lugar nos seguintes sítios da Internet:
          - Jornal: Luta Popular Online
          - Facebook: PCTP/MRPP - Vermelha Estrela Multimedia.
          - PCTP/MRPP Lisboa
          - PCTP/MRPP Norte
          - PCTP/MRPP Sintra
          - PCTP/MRPP Cascais/Oeiras
          - PCTP/MRPP youtube

Nau

quarta-feira, 26 de março de 2014

Nº. 860 - Prelo Real: José Travaços Santos


1. Ao pôr em ordem os livros na estante veio à mão um opúsculo da autoria do poeta José Travaços Santos, publicado na década de 90, com o título "Enquanto viver".

2. Numa introdução comovente o autor declara fidelidade ao seu país - "raiz telúrica do [próprio] ser" - consubstanciada no torrão natal: a Batalha, a sua "Vila Heroica".

3. Sem dúvida que a insatisfação faz parte da natureza humana, mas aquela vulgarizada  nos dias de hoje prende-se com desejos consumistas; com preeminências descabidas; com o amor excessivo ao bem próprio, sem consideração pelos interesses alheios.

4. O poeta presta uma justa homenagem aos centenários da Dinastia de Aviz, bem como à gesta dos descobrimentos lusos os quais honram o esforço colectivo, porém com laivos de amargura: "A vida agora é nua e baça, / despida do sonho e do desejo".

5. Deixar o país para se ir estabelecer alhures por incúria de sucessivos maus governantes é tristemente empobrecer, tanto os que partem, como os que ficam a acenar o adeus da separação ou antes da frustração.

6. Sempre voltámos as costas à Europa (por aventura ou más experiências havidas no Velho Continente) mas somos logicamente europeus, logo, "enquanto viver (...) fiel ao [seu] país".

7. Provavelmente, na Biblioteca Municipal da Batalha que carinhosamente guarda o nome do poeta encontrará o dito opúsculo (edição há muito esgotada) mas vale a pena tentar obter um exemplar por licitação na Internet.

Nau

terça-feira, 25 de março de 2014

Nº. 859 - RAC


1. Este espaço continua aberto à real actividade cooperativista. Porém, os jovens não se afoitam a tomar iniciativas; os cooperadores, com algum calo, nem actualizam a informação que disponibilizaram na Internet; os idosos amuam porquanto não foi diligência sua.

2. Fala-se muito do flagelo do desemprego, mas grande parte da juventude - suportada por familiares, cursos de formação subsidiados e biscatos fora do controlo fiscal - vai fazendo pela vida na esperança de poder emigrar e, em terras longíquas, integrada em equipas de trabalho embrutecedor, sobreviver - sem rei, nem norte.

3. Os cooperadores, assoberbados por burocracias e numa gestão de tendência uninominal, vão descurando o aprumo dos neófitos, circunscritos a projectos monocórdios e a práticas individualistas, nada consentâneas ao fundamento cooperativo.

4. Por outro lado, os veteranos, com um saber todo de experiências feito, vão cultivando a sua prática opinativa, congeminando em parceria  com os seus botões: " se a ideia fosse minha seria, de facto, razoável e, pelo mínimo, interessante".

5. A nossa consolação é o apontamento nº. 627 acerca da BRLOFÍCIOS - cooperativa de artes e ofícios, parceria entre a Câmara Municipal de Belmonte, a Associação Nª. Srª. da Esperança e o Projecto de Luta Contra a Pobreza - que, por ter tido largo número de visitantes, mereceu um lugar de destaque no indíce CECIM.

6. Poucos se importam que neste espaço as pessoas se assumam como cooperativistas, monárquicos, agnósticos e apoiantes do PCTP/MRPP, mostrando interesse pela BELOFÍCIOS ora como eventuais clientes, ora como potenciais emuladores de tal projecto.

7. Sem dúvida que o importante é pôr em prática projectos inovadores alicerçados no espírito da cooperação.

Nau

segunda-feira, 24 de março de 2014

Nº. 858 - Doutrina Cooperativa


1. Nos últimos apontamentos tem sido frequentemente citada a Res Publica Romana como paradima de uma evolução social.

2. De facto, a apropriação verifica-se num reduzido número de embros de qualquer comunidade, mercê das capacidades físicas, artesanais e, até, intelectuais de tal minoria.

3. Os bens materiais - ferramentas, provisões, opulências fundiárias, etc. - consolidados permitem a transmissão dos ditos bens ao núcleo familiar privilegiado que, caso os não desbarate imprudentemente, continuará a disfrutar de uma posição relevante na comunidade.

4. As rivalidades no seio das minorias são constantes, procurando os seus membros ocasionais aliados, dentro e fora do círculo político em que se movimentam, por via de simples corrupção.

5. Logo, a corrupção - acção ou efeito de corromper, isto é, subornar, influenciar, peitar - é estratégia política usada em qualquer comunidade, tanto pelos possidentes, como pelos demagogos, em persistente contumácia.

6. Na Res Publica Romana, os tribunos eleitos pela plebe com o mister de proteger os desvalidos contra a prepotência dos patrícios, acabavam sempre por se aliarem, discretamente, a estes, não só por questão de sobrevivência, mas também para uma fortuita promoção social.

7. Sendo este tema da corrupção muito importante vale a pena voltar ao mesmo nos próximos apontamentos, até para salientar como o cooperativismo poderá colmatar esse cancro social

Nau

domingo, 23 de março de 2014

Nº. 857 - Portal Comunalista


1. Não queria acreditar quando me foi dito que um artigo da Constituição Política Portuguesa impôs "uma forma republicana de governo".

2. Difícil seria, à data da citada Constituição Política, não existir uma forma republicana de governo que não correspondesse a uma minoria e/ou velada ditadura.

3. Basta visitar os cinco continentes para nos apercebermos o que significa uma forma republicana de governo: sem rei e sem norte, apenas súbditos do grande capital.

4. Certo é que a maioria da população de qualquer país apenas está interessada em pão e descanso, tendo presente que na política apenas se pavoneiam os oportunistas e os profissionalmente falhados.

5. A administração pública limita-se a aguentar os dislates da governação, com mais ou menos burocracia, apenas para justificar a sua existência que um bom programa informático reduziria a menos de metade.

6. Neste Portal Comunalista o importante seria o debate de ideias; a condenação pública dos rodriguinhos  políticos, bem como dos favorecimentos partidários; o despertar das massas para uma verdadeira luta popular.

7. Receitas milagrosas não há, mas o CMC é a hipótese mais credível para a nova geração.

Nau

sábado, 22 de março de 2014

Nº. 856 - Psyche


1. A Res Publica Romana, nos seus primeiros passos, consistiu na eliminação do rei e na partilha do poder pelos patrícios, grandes proprietários naqueles tempos.

2. Com a anexação dos territórios vizinhos, Roma expandia as suas fronteiras sob forte contestação dos tribunos eleitos pelas classes baixas que exigiam a partilha do poder.

3. Embora a cedência dos patrícios fosse significativa, certo é que o acesso dos plebeus às funções próximas das cadeiras do poder lhes carreou benefícios materiais, passando alguns dos contemplados a emparceirar com a antiga classe possidentária.

4. De entre tantos galos numa capoeira há sempre alguns que arriscam a supremacia, expondo-se os contestatários ora à humilhação, ora à partilha com as numerosas galinhas das vitualhas esportuladas pelo vencedor que, exercendo o poder supremo, assumia o título de imperador.

5. Nesta resenha despretenciosa acerca da Res Publica Romana indicia-se um ciclo de renovação social que assenta, totalmente, na apropriação, isto é, no apossar-se de alguma coisa - por consenso geral ou logro - como própria, através de recursos oportunísticos, mediante esquemas habilidosos e/ou simplesmente venturosos.

6. Logo, é a propriedade de bens, de meios pecuniários, de meras provisões e outras coisas mais que permitem o domínio do possidente sobre os desprovidos, dando origem a tensões sociais que se procura atenuar, quer através da fragilização do título de proprietário, quer pela redestribuição dos benefícios dele resultantes.

7. Fundamenta-se o cooperativismo na partilha da propriedade logicamente comum, e esta, através da concorrência de auxílio, de força, de meios liberta os associados cooperadores dos encargos respeitantes a lucros de intermediários, combatendo eficazmente a apropriação desmedida.

Nau

sexta-feira, 21 de março de 2014

Nº. 855 - Fim de Semana 12


1. Sem dúvida que a existência precede a essência, embora esta ganhe carácter distintivo através do conhecimento próprio.

2. Sendo a comuna o espaço físico de domínio dos residentes sem distinção de credos ou filiações partidárias, omunicípio é a extensão territorial onde um conjunto de vereadores exerce funções administrativas, por mor da cor partidária.

3. Claro que a diferença entre comuna e município só na prática cooperativa se evidencia paralelamente à identificação da figura do Rei com a primeira, por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

4. Logo, toda a nossa atenção é voltada para as actividades cooperativas  cuja publicitação neste espaço é dado o devido relevo até por estas serem uma meritosa resposta ao flagelo do desemprego.

5. Do Prelo Real da última semana apenas são visíveis os pontos dos respectivos parágrafos pois, assoberbados de trabalho, nem a revisão dos apontamentos tem sido possível.

6. Talvez os eventuais visitantes tenham a oportunidade de ensaiar pertinentes lucubrações acerca da "forma republicana de governo" imposta num dos artigos da Constituição da República Portuguesa, não esquecendo o governo republicano nazi e seus parentes próximos: a República (teocrática) Iraniana, a República (unitária) Norte-Coreana, etc..

7. Há muito pano para mangas acerca da forma republicana de governo pelo que voltaremos ao assunto tão cedo quanto possível.

Nau

quinta-feira, 20 de março de 2014

Nº. 854 - Luta Popular


1. Um dos artigos da Constituição da República Portuguesa impõe "uma forma republicana de governo".

2. Ora, a título de exemplo, governação republicana foi aquela verificada na alemanha nazi, bem como na actual república unitária norte-coreana.

3. Também a salazarquia foi um bom exemplo da governação republicana e, por muito que se condene a repressão policial salazarista, esta não era muito diferente daquela praticada nas repúblicas do leste europeu.

4. Ronhosamente, alguns afirmam que a governação republicana assenta na fórmula de agrado jeffersoniano de "um homem, um voto", metendo na mesma urna o voto irresponsável com o voto criterioso.

5. Apenas as minorias de bens consolidados e os demagogos que estimulam as paixões populares para melhor servir os interesses próprios defendem o sufrágio universal cuja manipulação estatística branqueia resultados canhestros.

6. Logo, o governo do povo - que alguns mascaram com a pleonástica fórmula de democracia popular - só é possível através da formentação de unidades cooperativas, onde se associam podutores e consumidores, libertando estes de lucros de intermediários e/ou demagogos encartados.

7. O CMC (cooperativismo monárquico-comunalista) - quando assumido como uma real luta popular, tendo por fundamento a cooperação em vez da apropriação e a comuna como espaço de domínio de todos - logicamente clama pelo regresso do Rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

Nau

quarta-feira, 19 de março de 2014

Nº. 853 - Prelo Real


1.                                                                                                                                                                                    
                                                                                                                                                                      
                                                                                                      .

2.                                                                                                                                                         
                                                                                                                                                                
                                                                      .

3.                                                                                                                                                                     
                                                                                                                                                              
                                                                                    .

4.                                                                                                                                                       
                                                                                                                                                                  
                                                         .

5.                                                                                                                                                            
                                                                                                                                                              

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6.                                                                                                                                                         
                                                                                                                                                            
                                                        .

7.                                                                                                                                                           
                                                                                                                                                         
                                                                                                           .

Nau

terça-feira, 18 de março de 2014

Nº. 852 - RAC


1. Este espaço foi criado para dar relevo às empresas de feição cooperativa.

2. Nenhum dos exemplos aqui apresentados obedeceram a interesses particulares e/ou de favorecimento político.

3. Sempre se procurou contemplar o maior número de actividades do universo cooperativo.

4. Fomos, por vezes, surpreendidos pelas perguntas que nos endereçaram acerca das cooperativas aqui referenciadas tendo, por norma, sugerido o contacto directo com as mesmas.

5. Como todos têm presente, as cooperativas estão abertas às pessoas com interesse em utilizar os seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócios, sem discriminação social, racial, política ou religiosa.

6. Hoje, abrimos este espaço a todas as cooperativas (consumo, agrícola, artesanato, produção operária, serviços, ensino, cultura, etc.) que desejem publicitar as suas actividades, através de sete curtos parágrafos, aqui gratuitamente e na íntegra transcritos, segundo a ordem de chegada.

7. As cooperativas interessadas deverão remetar as adequadas informações para o seguinte correio electrónico: maria.augustajr@yahoo.co.uk.

Nau

segunda-feira, 17 de março de 2014

Nº. 851 - Doutrina Cooperativa


1. No arengar do apontamento relativo ao Portal do Comunalismo de ontem, procurei estabelecer a fronteira entre as duas doutrinas políticas afins.

2. Aparentemente, a diferença entre as doutrinas políticas em questão reside no facto do comunalismo ter por fundamento a cooperação e o municipalismo se encontrar conluido com a partidocracia republicana.

3. Logo, pedir a reimplantação da Monarquia sem curar do saneamento da política "à portuguesa" é repetir os erros do passado, visto que um parlamento com os mesmos vícios do presente cheira a esturro certo.

4. Claro que a figura do Rei será uma mais valia por obviar disputas partidárias no topo da comunidade, mas cedo os republicanos se concentrariam nos inveterados hábitos demolidores do passado.

5. Nesta conformidade, urgente é fomentar a prática cooperativa de gestão autónoma e solidária a qual, como autêntica escola democrática, irá possibilitar um real comunalismo, suficientemente forte para colmatar os centralismos burocráticos em curso.

6. A doutrina cooperativa e os pertinentes exemplos apresentados neste espaço procuram apenas incentivar aqueles que continuam à espera de Godot para a solução dos seus problemas; aqueles que nos vários centralismos políticos buscam lenimentos para as suas mazelas; aqueles que por hábito cruzam os braços.

7. Mais vale tarde do que nunca: a reforma da mentalidade portuguesa só é viável através do aumento em número dos cooperativistas monárquicos-comunalistas.

Nau

domingo, 16 de março de 2014

Nº. 850 - Portal Comunalista


1. O comunalismo e o municipalismo são doutrinas próximas, tendo o primeiro como substrato a cooperação e o segundo a facção.

2. A comuna é o espaço físico de uso ou domínio de muitos ou de todos os que nele vivem, residindo e procurando a adequada subsistência.

3. O município é mera extensão territorial em que se exerce a jurisdição de um conjunto de vereadores, isto  é, munícipes desempenhando estes funções administrativas, mormente segundo as cores prevalecentes.

4. Logo, na comuna, preponderando a concorrência de auxílio, de forças, de meios, para uma gestão solidária, num espaço comum, o que importa é a satisfação das necessidades próprias.

5. No município, por viciação partidocrática, os vereadores ora correspondem aos interesses do governo central - tal como era corrente na salazarquia - ora se assumem como contrapoder, visando a conquista do mando político centralizador.

6. Deste modo, o designativo do sufixo '-ista' vai no sentido de adepto do sistema administrativo da função pública descentralizado, sempre na via cooperativa, como um real comunalista.

7. O municipalista, por outro lado, atende, preferencialmente, aos jogos políticos da sua cor predilecta.

Nau

sábado, 15 de março de 2014

Nº. 849 - Psyche


1. O simples facto de existir motiva a procura de bens essenciais.

2. A relação directa que se toma de alguma coisa desencadeia um conjunto de procedimentos através dos quais um ser existe e se define.

3. Pensar é formar a ideia de algo com base na experiência adquirida, embora esta seja, para alguns seres, mais intuitiva do que reflexiva.

4. Em todo o caso, a existência como presença efectiva precede a essência, pois a percepção rápida de algo é dada pelos sentidos, mera função psicofisiológica.

5. Nos seres menos complexos como a ameba existir é durar precariamente; nos seres humanos existir poderá ser conhecimento próprio, íntimo.

6. Sendo o homem um ser complexo e frágil, a cooperação é a via existencial de participação em comum.

7. Logo, a decantada liberdade é mera opção aleatória.

Nau

sexta-feira, 14 de março de 2014

Nº. 848 - Fim de Semana 11


1. Bom é sublinhar de novo o pensamento de Karl Jasper: "Todos os planos que podemos fazer e realizar, postulam, para triunfar, a transformação da vontade colectiva que se fundamenta na conversão da maneira de pensar dos indivíduos".

2. Sendo os interesses afins, é mister que, de motu proprio, cada um de nós, povo, tenha consciência daquilo que o satisfaz, isto é, lhe proporciona o bem-estar desejado, tanto para si como para a comunidade em que está integrado.

3. O cooperativismo defendido neste espaço tem raiz no substantivo cooperação - trabalho concertado e solidário - designando o sufixo ismo o primado desta sobre o individualismo - prevalência do direito individual ao colectivo - e sobre o socialismo - preponderância da sociedade sobre o individualismo.

4. Comme d'habitude, pas de comentaires da parte dos visitantes deste espaço à informação disponibilizada acerca do que melhor se faz lá fora, embora haja alguma esperança dos mais curiosos terem ido ao portal do MCC na internet.

5. Jostein Gaarder, homenageado no último Prelo Real, não usa nos seus textos da malícia sartriana que, quando o acusavam de hermetismo e pouca clareza nas teses apresentadas, o filósofo gaulês afirmava ser compreensível não o entenderem pois "le réel est absurde".

6. Nesta luta popular, resta-nos a esperança de, num vislumbre de coerência, a entrada de Garcia Pereira na viciada Casa da Democracia seja uma realidade, marcando a diferença abissal entre este político e os profissionais que por lá se pavoneiam.

7. À semelhança desta semana que termina e do carnaval da anterior cujos ecos se apagam, o espírito carnavalesco persiste na política lusa.

Nau

quinta-feira, 13 de março de 2014

Nº. 847 - Luta Popular


1. Com persistência e galhardia o PCTP/MRPP continua deveras empenhado na luta popular.

2. Denunciando erros governamentais, apresentando soluções viáveis, chamando a atenção para atropelos e injustiças sociais, o PCTP/MRPP procura, por todos os meios, manter bem vivo o espírito de combate.

3. Os órgãos de comunicação social, com raras excepções, continuam muito distraídos, mais interessados em dar relevo aos espectáculos de futebol e às negociatas que se cozinham nesse meio do que aos problemas que flagelam a população.

4. Ronhosamente, apenas os debates políticos dos partidos com asssento na Assembleia da República são divulgados em doses industriais num canal televisivo a que a maioria da população não tem acesso e os raros espectadores são os participantes das referidas contendas.

5. A fim de salvar as aparências e a submissão aos próceres desta República canhestra que persiste por incúria da população, são dados acessos à ribalta de comentadores políticos das famílias que amesendam em S. Bento, procurando estes criar uma imagem presidencial à medida das necessidades dos respectivos partidos.

6. Sem dúvida que a função do Presidente da República - eleito por sufrágio universal ou por colégio restrito - tem sido de zelar pelos interesses do seu partido, como é vulgar tanto na República Francesa, como na República da Santa Rússia.
                                                                                                                                                                  
7. Resta-nos a esperança de, num vislumbre de coerência, a entrada de Garcia Pereira na viciada Casa da Democracia seja uma realidade, marcando uma diferença entre este político e os castrados profissionais que por lá se pavoneiam.

Nau

quarta-feira, 12 de março de 2014

Nº. 846 - Prelo Real


1. "Leva-se milhares de anos a criar um ser humano. E só um segundo a morrer" - Jostein Gaarder.

2. "O Mundo de Sofia", o primeiro romance de Jostein Gaarder publicado em Portugal pela Editoral Presença, há cerca de duas décadas, foi um êxito retumbante.

3. Seguiu-se o "Maya - o romance da criação", também dado à estampa pela Editorial Presença, no início deste século, tendo este igualmente merecido encomiásticas críticas.

4. Ambos os livros surpreendem pela originalidade e fluente escrita, o que não é vulgar em trabalhos filosofantes, discorrendo com razões académicas.

5. Por outro lado, a rapaziada que tem o hábito de discorrer acerca de qualquer matéria científica cura em aplicar os termos pouco comuns a simples mortais.

6. Jostein Gaarder não usa a malícia sartriana que, sempre quando o acusavam de hermetismo e pouca clareza dos seus textos, afirmava ser compreensível não entenderem pois "le réel est absurde".

7. Longe da civilização - sem acesso às modernas técnicas de informação - socorro-me da memória e dos serviços postais para prestar aqui uma singela homenagem a Jostein Gaarder.

Nau

Nº. 845 - RAC


1. A semana passada apresentamos uma curta informação acerca do Grupo MCC.

2. Comme d´habitude, pas de comentaires, embora haja a esperança dos mais curiosos terem ido à referenciada fonte.

3. Sendo o número diário de cisitantes a este espaço regular, apenas os apontamentos relativos ao sexo e à releigião quebram tal regularidade.

4. Das duas uma: ou existe por aí una fobia sexual; ou alguém ainda nõa se apercebeu que o autor destes apontamentos é agnóstico.

5. Quanto à doutrina CMC, apenas os visitantes sérvios me intrigam - será que haverá leitores portugueses por aquela banda?.

6. Por outro lado, as nossas intervenções no ´Moçambique' e no 'Angola', ambos no âmbito do futuro de uma nação, foram simplesmente ignoradas pelos portugas.

7. Do Brasil, Venezuela e Colombia há sinais de aproximação, mas ninguém se afoita a dar a cara.

Nau

Nº. 844 - Doutrina Cooperativista (3ª-feira 11/3/14)


1. Este é um espaço monárquico-cooperativista onde se procura dar alento às forças que se opõem a todo o tipo de oligarquias, sejam estas timocráticas ou socialistas, ambas tocadas pelo centralismo burocrático.

2. A timocracia, como é evidente, impõe-se como um regimen económico em que o poder político está na dependência dos detentores de capitais que zelam pela propriedade individual destes, fomentando a grande produçaõ de bens orientada ao consumismo dos mais.

3. O socialismo, por outro lado, defende o predomínio da soceiedade sobre o indivíduo através de um sistema político-económico em que a direcção e domínio do Estado nos bens de produção e consumo é realizado por uma minoria prometendo esta uma distribuição mais equitativa da riqueza.

4. Tendencialmente, quer a timocracia partidária da liberdade política, civil, económica, religiosa, etc.; quer o capitalismo de Estado preconizador da abolição progressiva  da propriedade privada, ambos caminham para um centralismo burocrático, apoiando-se numa forma de governo em que o chefe de Estado a prazo é eleito por sufrágio universal ou por colégio com um número de votantes restrito.

5. Claro está que na República emque o chefe de Estado é eleito plos cidadãos ou seus representantes por mandato limitado, tal chefatura é inevitavelmente de cariz partidário, procurando as várias facções envolvidas na conquista das cadeiras do poder atingir tais objectivos através de jogos politiqueiros e anti-democráticos.

6. O cooperativismo aqui defendido tem raiz no substantivo cooperação - trabalho concertado e solidário - designando o sufixo ismo o primado desta sobre o individualismo - prevalência do direito individual ao colectivo e centro das preocupações dos poderes públicos - e sobre o socialismo - preponderãncia da sociedade sobre o indivíduo.

7. Como é evidente, a figura do rei - obviando as disputas partidárias no topo da comunidade - torna este o garante da democracia, e a prática cooperativa atenua o sectarismo nos  órgãos autárquicos possibulitando uma comunalismo mais são e participativo.

Nau

Nº. 843 - Portal comunalista (2ª-feira 10/3/14)


1. O comunalismo aqui defendido não se quadra com quaisquer sistemas religiosos e/ou estruturas partidáriasvocacionadas para a manipulação da massa ignara.

2. Aqui não se cultiva a idiotia de que "pessoas esclarecidas", cheias de boa vontade, defenderão - tanto o universal como o particular - com a mesma determinação e energia com que zelam pelos seus próprios interesses.

3. O portal escancarado neste espaço não corresponde à entrada para um edifício de lazer onde pedagogicamente se apresentam temas ou exemplos de coisas destinados a suscitar lucubrações profundas.

4. Comum designa o que é de uso de muitos ou de todos, sendo tal prática evidenciada pelo sufixo ismo, demarcando este o espaço físico compartilhado por pessoas com interesses afins.

5. Sendo os interesses afins, é mister que, de motu proprio, cada um tenha consciência daquilo que o satisfaz, isto é, lhe proporciona o bem-estar desejado tanto para si como para a comunidade em que está integrado.

6. Logo, O Portal Comunalista pretende ser a entrada para a clarificação de ideias relativas a interesses comuns, bem como uma chamada de atenção para as atitudes perversas daqueles que, com deturpada visão do que é comum, praticam actos condenáveis.

7. A decepção quanto às expectativas criadas e ou a visão torpe de alguns só poderão ser contidas por uma determinação comunalista.

Nau

Nº. 842 - Psyche (Domingo 9/3/14)


1. Urgente é a revolução das consciências extirpando os condicionamentos herdados das sociedades burguesas.

2. A transformação das relações de produção só é possível através de novas relações humanas, fundamentadas na cooperação.

3. Por ora, o que importa é a contenção do consumismo e o abjurar do homem perante as armadilhas de usurários inveterados.

4. Logo, as almejadas transformações sociais começam nos pequenos grupos de cariz cooperativo, irradiando, pouco a pouco, mas consolidadamente.

5. Bom é ter presente que o marxismo-leninismo  é um sistema que, apesar das suas tendências pragmáticas, se torna burocrático e, invariavelmente, totalitário.

6. A capacidade de julgar - conjecturar em consciência - ajuda o homem a viver por si só, sem o perigo de procurar o isolamento por penitências anti-sociais.

7. Segundo Karl Jasper "Todos os planos que podemos fazer e realizar, postulam, para triunfar, a transformação da vontade colectiva que se fundamenta na conversão da maneira de pensar dos indivíduos".

Nau

Nº. 841 - Fim de Semana 10 (apont. de 8/3/14)


1. Será a fascinante teoria M o supremo triunfo da razão humana?. Será que o homem poderá alguma vez se livrar dos múltiplos sistemas de crenças existentes?.

2. Será que a maioria continuará prostrada aos pés de oligarcas - tanto da direita, como da esquerda - sem ganhar a verticalidade devida?.

3. Será que alguma vez os bens de fortuna acumulados e o estratagema de criar necessidades aumentando a procura poderão ser contidos libertando o homem, quer do jogo de capitalistas de direita, quer de ditadorzecos de esquerda?.

4. Será que os bons exemplos da real actividade cooperativa do MCC poderão ser replicados em Portugal?. Será pura ignorância ou ronhosa estratégia política aquilo que suscita tanta má vontade contra o cooperativismo?.

5. Será que uma aggionarta monarquia parlamentar poderá superar os acumulados erros das várias repúblicas ensaiadas em Portugal?.

6. Será que a luta popular, uma vez despoletada, não irá descambar no mais do mesmo?. Será que os Salazares e os Cunhais ainda são uma ameaça para a democracia?.

7. Será que os povos de expressão lusa conseguem estabelecer uma estratégia realista para uma acção comum?.

Nau

(apontamento de Sábado, 8/3/14)

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nº. 840 - Luta Popular


1. O tema luta popular é-nos muito grato por contrapor o colectivo ao individualismo impante.

2. Claro que o colectivo em questão nada tem de amorfo por corresponder a uma real tomada de consciência.

3. A rebelião das massas não corresponde ao nosso conceito de luta popular, revelando apenas uma mera alteração da ordem pública.

4. Nos movimentos desordenados apenas ganham os oportunistas e as forças que os despoletaram, procurando estas repor uma ordem pouco diferente da anterior.

5. Logo, a luta popular aqui defendida não é porta aberta a novos senhores, mas o convite para cada um, por si só, assumir as inerentes responsabilidades.

6. O futuro a nós pertence e a decisão de nós depende pelo que é mister trabalhar concertadamente, numa prática cooperativa.

7. Naturalmente, o regresso do nosso Rei - nosso tal como a pátria, como o Sol, como a cooperativa que estabelecemos, etc. - só é possível através de uma conscienciosa luta popular.

Nau

quarta-feira, 5 de março de 2014

Nº. 839 - Prelo Real


1. Diligenciamos por encontrar patrocinadores para este espaço, mas os potenciais mecenas, expeditos em dar sugestões, tardam em abrir os cordões à bolsa.

2. Alvitram alguns que o importante é avançar com temas incontornáveis acerca da doutrina monárquica, bem como do fundamento cooperativista, este exercitado para consolidar a instituição comunalista.

3. Muitos são os internautas que se dizem monárquicos, embora não se tenham apercebido que o soberano - aquele que ocupa o primeiro lugar na jerarquia política - hereditário e vitalício obvia disputas partidárias no topo da comunidade tornando-se o juiz e garante da democracia.

4. Logo, todos os que contestam o actual herdeiro da Coroa Real portuguesa, Dom Duarte Pio, evocando razões igualmente justificáveis a qualquer das anteriores dinastias, sugerindo a eleição de um novo soberano, actuam tão-somente como verdadeiros cripto-republicanos.

5. A apetência republicanapor soberanos a prazo reside na hipótese de qualquer dos putativos democratas ser eleito para tais funções por inconcebíveis sufrágios em que o voto criterioso tem igual valor ao voto de pessoas irresponsáveis.

6. O parecer individualista e nefelibatesco expresso pelo voto - inimputável e irresponsabilizante - na consagrada fórmula jeffersoniana 'um homem, um voto' apenas serve para justificar a existência de oligarcas e viciar o equilíbrio partidário.

7. Clamar por uma monarquia parlamentar idêntica ao regimen político vigente é persistir nos erros do século passado, pois só a real prática cooperativista poderá dar início à reforma da mentalidade consumista e burguesóide.

Nau

terça-feira, 4 de março de 2014

Nº. 838 - RAC


1. MCC é um grupo de empresas sediadas no País Basco, considerado como a maior cooperativa do planeta Terra.

2. MCC abarca 120 empresas sob a firma cooperativa, sendo 87 industriais, 1 de crédito, 4 agrícolas, 1 de consumo, 13 de pesquizas, 6 de serviços/consultoria e 8 de educação.

3. Todas cooperativas do grupo MCC são unidades de trabalho que actuam nas áreas industriais e de serviços, como uma rede suficientemente dinâmica, empregando cerca de 93 mil pessoas.

4. Com um volume de vendas à volta de 13,6 biliões de euros e uma conta de resultados estimada em 792 milhões de euros (ano 2007), o  MCC - Madragón Corporación Cooperativa deu os primeiros passos na cidade Gipuzkoa, PaísBasco, no norte de Espanha.

5. Segundo reza a história, o jovem padre católico José Maria Arizmendiarreta, em 1941, procurou fomentar o desenvolvimento económico da Arrasate-Mondragón pela via cooperativa, atendendo que a referida cidade foa seriamente devastada pela guerra civil espanhola.

6. Do grupo industrial MCC salienta-se a Fagor Electrodomésticos, empregando esta 8400 sócios-trabalhadores, confirmada como a 5ª maior fábrica europeia de produtos da linha branca - fogões, máquinas de indução e, sobretudo, frigoríficos.

7. A aposta do grupo MCCfoi realizada estritamente de acordo com os princípios do cooperativimo: livre adesão, gestão participativa, solidariedade, formação e educação.

Nau

segunda-feira, 3 de março de 2014

Nº. 837 - Doutrina Cooperativa


1. Ainda há aqueles que, por desfastio opositivo, continuam aversos ao fundamento cooperativista.

2. Para esses, o comunismo - inexistência de propriedade privada - foi a sedimentação da comunidade primitiva, esquecendo que o acto de se apropriar é natural, sem descurar o que é de todos - público.

3. O mal não está na propriedade, mas na apropriação indevida e/ou excessiva a fim de criar dependências, subordinação dos mais, isto é, o estratagema para ganhar poder de decidir quem poderá ter o usufruto daquilo que se apresenta com cariz particular.

4. Bens materiais e essenciais são aqueles que garantem a subsistência do homem; kogo, o entesouramento de tais bens é fonte de rendimento para quem está na posse dos mesmos.

5. A abundância de bens de fortuna acumulados por uma só pessoa poderá satisfazer ene necessidades mas, por vezes, estas poderão ser aumentadas por técnicas de vendas - cedências mediante pagamentos convencionados.

6. Criar necessidades é o processo ou arte de aumentar a procura e esta dá azo ao crescimento exponencial de clientes, aqueles que, mediante os tais pagamentos convencionados, obtêm os artigos que cobiçam disfrutar.

7. O cooperativismo procura atenuar o consumismo pernicioso através da autogestão e autofinanciamento numa plataforma comum - a coooperativa.

Nau

domingo, 2 de março de 2014

Nº. 836 - Portal Comunalista


1. Erros meus, má fortuna e gente perversa entram no caldeirão deste espaço para atanazar o meu ripanço.

2. O erro meu está em não incensar altares ou não encher apontamentos com imagens de santos e santinhas para agradar a beatas que dão aos céus aquilo que o mundo já não quer.

3. Sim, erro meu por martelar a cabeça de gente desvairada que nada faz, e nada quer ou deixa fazer, agarrada a preconceitos, bem como a doutrinas que nunca se deram ao trabalho de estudar e entender.

4. Má fortuna ou fraco engenho para motivar cadáveres adiados a libertarem-se das grilhetas que lhes coarctam os movimentos, mantendo-os prostrados para melhor as minorias servir; negando qualquer hipótese de cooperação.

5. Gente perversa que se limita a rodriguinhos e à arte de mal-dizer dos seus correligionários, sem garra ou capacidade para confrontar opiniões contrárias ou argumentar refutando as teses - tanto as liberais, como as socialistas.

6. A figura do rei obvia as disputas partidárias no topo da comunidade, tornando este como o garante da democracia; cabe a todos nós contribuir para a reforma das mentalidades através da prática cooperativa.

7. Bom é ter presente que a multiplicação das cooperativas é a via mais segura para a consolidação do comunalismo - távola redonda onde amesendam o Rei e o Povo.

Nau

Nº. 835 - Psyche


1. A física quântica sublinha probabilidades que não propriedades.

2. Logo, a observação de um electrão contempla o momento, incluido os possíveis erros mensurados.

3. O indefenido substitui o determinismo existindo um acaso no destino dos átomos.

4. A incerteza é estimulante e o certo pouco convidativo - pantufas e roupinha quente.

5. Os conhecimentos linearizados admitem a continuidade da matéria que se esboroa em grânulos.

6. De facto "a física quântica formula leis que regem multidões e não indivíduos"

7. Os sistemas de conhecimentos que estruturam as ciências humanas continuam mais destrutivos e longe da teoria M.

Nau

sábado, 1 de março de 2014

Nº. 834 - Fim de Semana 9


1. O consumismo satisfaz o momento, mas instila despeito e inveja pelo conceito de competitividade que o fundamenta.

2. Aquilo que é comum (entendido como o oposto ao privado) que importa cultivar para a consolidação do espírito comunalista, exige o respeito por tudo que é público.

3. O cooperativismo é um sistema político-económico que tem por fundamento associativo a cooperação, esta tida como um escudo eficaz contra o capitalismo radical e o centralismo burocrático de cariz socialista.

4. Não somos liberais, nem socialistas. Somos cooperativistas. Quem já tiver experiência no sector cooperativo (diremos como Mao) que o continuem a praticar melhorando, se possível, tal prática; quem a não tiver que procure informar-se convenientemente.

5.    qualquer coisa onde se pode escrever, serve. José Gomes Ferreira confessou ter escrito alguns dos seus versos nos títulos de transporte da "Carris", daí o seu livro "Eléctrico", pois a escrita perdura e a palavra é levada pelo vento. Prelo Real...

6. Aqui, o importante não é a escrita, mas a ideia; não é a palavra mumificada, revista, trabalhada como texto para uma tese de escolástica se tratasse. Aqui escrevemos para a malta; escrevemos para aqueles que, como nós, pretendem, digo, querem assumir as responsabilidades e a decisão acerca das suas vidas.

7. Logo, repetimos, a luta popular só tem significado através de uma real prática cooperativa.

Nau