sábado, 25 de janeiro de 2014
Nº. 800 - Psyche
1. Num apagão, a sala em que nos encontramos desaparece e as referências tornam-se imprecisas, sobretudo se o acidente contém em si indícios alarmantes.
2. Para um invisual, o alerta é dado pelo ruido - o próximo ou o mais afastado - bem como pelo comportamento de eventuais presenças cuja disposição de espírito está habituado a detectar.
3. Sem dúvida que a consciência é um fenómeno pessoal que, inter-relacionado com a mente, condiciona, de modo natural, o procedimento humano, tanto em ambientes normais, como em situações extremas.
4. Por outro lado, a consciência e a emoção são inseparáveis, não estando dependente de qualquer tipo de memória - da actividade, do raciocínio, da linguagem - mero embrião da consciência nuclear.
5. Tal embrião abre as portas do conhecimento e este o processo da criatividade que determina o modo como vemos um objecto, isto é, a relação entre o organismo e o objecto.
6. Do apagão aos fenómenos sensoriais a noção do tempo pouco importa, dado que as imagens vão sendo reconstruidas e a deslocação de qualquer um prossegue, mesmo que o agente físico que torna visíveis os objectos seja ainda difuso.
7. Tornamo-nos invisuais momentâneos nas paixões, nos credos fideístas e noutras atitudes também irracionais.
Nau
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