quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Nº. 776 - Prelo Real


1. No apontamento de ontem falámos do trabalho, bem como da necessidade de introduzir modificações neste sector para o tornar menos penoso.

2. Embora nalgumas cooperativas haja a tentação de adoptar as normas de rendibilidade e produtividade das empresas que actuam no mercado, as relações entre assalariados e a direcção da cooperativa são melhores do que em qualquer outra empresa.

3. Talvez a melhoria salientada no parágrafo antecedente seja o reflexo do tipo de organização do trabalho em que tanto os que pensam, como aqueles que o executam contribuem para o mesmo objectivo.

4. As lutas dos trabalhadores têm sido orientadas por burgueses intelectuais e/ou meros teóricos, mantendo uma estrutura piramidal, de base hierárquica, que justifica a existência de tecnocratas - súbditos da rendibilidade - prevalecentes tanto nas empresas de cariz liberal, como nas de orientação socialista.

5. Claro que me refiro à participação dos trabalhadores na gestão das empresas, isto é, a autogestão que nas primeiras (as liberais) se encontra subjugada às estratégia dos bancos; nas segundas (as socialistas) às estruturas militares ou seja ao compromisso de objectivos.

6. As novas tecnologias prometem uma revolução no sector do trabalho, algumas bem presentes no nosso espírito com um cortejo de desempregados a aumentar assustadoramente, o que nos leva a crer que o recurso cooperativo continuará a ser uma hipótese bem razoável.

7. Relembro a "Canção do Trabalho" de José Praxedes de Brito: "Trabalhai meus irmãos que o trabalho é riqueza, é virtude, é vigor..." e porque não trabalhemos, sim trabalhemos... o resto é canção, quero dizer, mera liberdade poética.

Nau

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