quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Nº. 784 - Luta Popular


1. À semelhança do que se verificou nos finais do Século XIX em que o movimento popular, de cariz socialista, foi desvirtuado pelo republicanismo burguês, hoje assistimos a algo muito parecido.

2. Créditos não faltam aos sociais-fascitas do PCP que, durante a salazarquia, foram a única voz minimamente organizada a erguer-se contra a manipulação pidesca, embora os quadros do partido se mostrassem subservientes aos ditames e fundos pecuniários estalinistas.

3. Assim, a esquerda radical portuguesa divide-se em bakuniana, meramente anarquista; em republicana, herdeira de Buiças e quejandos; em socialista, pela defesa da propriedade colectiva dos meios de produção e supressão das classes sociais, conduzida por intelectuais cripto-bakunianos.

4. Logo, a esquerda moderada - naqual se incluem os sociais-facistas do PCP - funciona como uma religião formal em que o crentes se limitam a participar nas cerimónias oficiais, a repetir o credo dos sacerdotes de serviço, persuadidos de que, ao assumir tal atitude, serão considerados intelectuais de esquerda.

5. A preocupação de "ser de esquerda" tem um certo fundamento porquanto "ser de direita", numa versão estereotipada, é defender o imobilismo: uma pátria mítica; um só credo; uma casta dirigente e apegada ao poder, expedita nos conluios com oligarcas que garantem a segurança do coiro - o seu e dos apaniguados.

6. Neste panorama - sem Rei e sem Norte - ergue-se a voz do PCTP/MRPP que, numa óptica marxista-leninista, adopta a referência maoísta que aponta para uma estratégia de objectivos , combatendo a burocrática e revisionista da direcção comunista.

7. Aqui, na qualidade de cooperativistas monárquico-comunalistas, apoiamos o PCTP/MRPP, tendo presente que a reforma das mentalidades se realiza pela via da persuasão e esta é possível através do diálogo que não o confronto e/ou a mera imposição.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário