terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Nº. 782 - RAC


1. Frequentemente sou assacado por inocentes criaturas que presumem ser o comunalismo um sistema de participação comum em crenças religiosas.

2. Outros, candidamente, fazendo-se de desentendidos, baralham cooperativismo com corporativismo, salientando que a constituição de organizações que integram trabalhadores e empresários da mesma actividade económica é a plataforma ideal para a concertação dos problemas laborais/empresariais.

3. Cépticos por natureza, ainda há aqueles que, duvidando da possibilidade de uma real autonomia da comuna, sublinham que o lugar, a povoação, a freguesia, etc., pouco ou nada poderão fazer perante a impante centralização administrativa.

4. As receitas são sempre as mesmas. Ora se defende a iniciativa privada bem como a capacidade desta criar riqueza que, solidariamente, poderá ser partilhada com os mais; ora se apresentam opções socialistas impondo a propriedade colectiva dos meios de produção, a supressão das classes sociais, bem como uma distribuição mais igualitária das riquezas.

5. A distância entre residentes e veradores é abertamente cultivada pelas diferentes formações partidárias que, através destas, procuram consolidar o poder executivo da sua feição, resultando o municipalismo vigente que nada tem de comunalismo.

6. Do nosso lado salientamos que o cooperativismo é um sistema associativo que assenta na cooperação e no apoio mútuo entre várias pessoas (sem distinção de classes sociais e/ou profissionais), funcionando como autêntica escola de gestão e concertação social.

7. Como a figura do rei obvia lutas partidárias no topo da comunidade, o cooperativismo monárquico-comunalista apresenta-se como a solução política mais adequada aos interesses dos mais.

Nau

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