quinta-feira, 2 de janeiro de 2014
Nº. 777 - Luta Popular
1. Romanticamente, assume-se que a democracia é um sistema político em que a autoridade emana do povo, organizando-se, regularmente, consultas a este, na modalidade um voto por cabeça, válido tanto para as criteriosas, bem como para as cabeças acéfalas.
2. Tanto liberais como socialistas têm-se entretido a lutar por menos Estado ou mais Estado, sendo importante para os primeiros uma intervenção reduzida deste, enquanto que os segundos se inclinam para a democratização do mesmo através de tecnocratas que, naquelas duas facções, pouco se distinguém entre si.
3. Comungam as ditas correntes políticas um sistema económico em que a propriedade privada dos meios de produção é sagrada para uns e contestada por outros, jogando num mercado cada vez mais global onde se compram e vendem mercadorias, bem como a força de trabalho.
4. Embora a maioria tenha uma visão mais teórica do que prática do mercado, certo é que o capitalismo também se democratizou, arrebanhando largo número de pequenos investidores que, incapazes de uma gestão credível e frutuosa, deixam esta nas mãos de tecnocratas que lá vão fazendo pela vida.
5. O mercado - tanto na óptica liberal, como na socialista - vai sofrendo tratos de polé na insaciável via burocratizante, na fé de que as escolhas dos consumidores democraticamente decidirão o rumo que este vai tomando.
6. Porém, a verdadeira força que orienta o consumo provém dos monopólios e oligopólios que, através da publicidade (na imprensa, na rádio, na televisão) condicionam a preferência do público, tanto nos mercados abertos, como nos de feição estatal.
7. Claro que a 3ª via - cooperativista monárquico-comunalista - será impotente para erradicar a pandemia consumista, mas tem boas hipóteses de atenuar a mesma, por mérito próprio, através do aumento em número dos cooperantes empenhados numa autêntica luta popular.
Nau
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