sábado, 11 de janeiro de 2014

Nº. 786 - Psyche


1. O nacional-socialismo, bem como o fascismo, não acabou devido a qualquer movimento revolucionário; apenas sucumbio, juntamente com os seus mentores, numa guerra que os mesmos tinham ateado.

2. Permaneceram os autoritarismos dos socialistas de leste mascarados de ditadura popular face aos governos tecnocráticos e positivistas a ocidente, à sombra de largas disponibilidades financeiras que ajudaram a remover os escombros da convulsão militar.

3. Os ideais revolucionários de uma sociedade fundamentada na razão e na liberdade resultaram das intervenções de filósofos da estirpe de Herbert Marcuse; de psicólogos como E. Fromm; historiadores criteriosos como W. Benjamim; sociólogos da literatura como L. Lowenthal, além dos economistas F. Pollock e H. Grossmann.

4. Os trabalhos daquele alfobre de intelectuais incidiram sobretudo acerca da autoridade e a família, em 1936; o anti-semitismo e as influências fascistas na sociedade estadunidense nos anos 1949 - 1959, evidenciando um marxismo escleorótico e uma filosofia idealista decadente.

5. No periodo da guerra fria, após a derrota do nacional-socialismo, salientou-se o terrorismo de Estado estaliniano e a perversão das ideias socialistas para lá da "cortina de ferro"; a consolidação do sistema capitalista a ocidente, com a manipulação da consciência política das massas.

6. A tentativa da revisão necessária do materialismo histórico através dos meios de comunicação têm permitido a amálgama no presente da esfera privada  e pública, tornando impossível a dissociação de ambas e o aumento do Estado autoritário, bem como o esbatimento do "chefe", com a honrosa excepção verificada na Coreia do Norte.

7. Com o crepúsculo das religiões tradicionais e/ou marxistas - nova excepção será o surto radical islamista - a sobrevivência de uma linha puramente intelectual é, de certo modo, um mito.

Nau

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