segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Nº. 802 - Doutrina Cooperativa


1. Muito boa gente tem ideias claras acerca do cooperativismo: o que é meu, é meu; o que é dos outros, aos outros pertence.

2. E lá vão fazendo pela vida, certos de que há muitos figurões que - sem pitada de suor e sem puxar pelo bestunto - lá vão enganado os mais.

3. Logo, trabalhar com gente que também tem os seus interesses particulares ou com figurões oportunistas, melhor é estar só do que mal acompanhado.

4. Porém, se tirarmos algumas horas ao pouco tempo que nos sobra e concentrarmo-nos em outras actividades - tal como fazemos na prática do desporto e/ou no abarcar de conhecimentos através do estudo - talvez se mude de opinião.

5. Para esse efeito, o primeiro passo será a escolha de parceiros - os mais aptos, os mais voluntariosos, os mais determinados - concertando uma actividade que a todos agrade e discipline.

6. Claro que, sem disciplina e sem objectivos, é como perder horas a fio a discutir o sexo dos anjos sem se aperceber que estes já se encontram na Assembleia da República - e que Deus os guarde por lá ou no Panteão de Santa Engrácia durante largos anos!.

7. Se você é homem de colarinho branco, arregace as mangas e cultive uma horta em parçaria; se for homem mais de músculo, procure fazer a gestão dos consumos domésticos, também em parçaria.

Nau

domingo, 26 de janeiro de 2014

Nº. 801 - Portal do Comunalista


1. Patetas alegres, mas no fundo rancorosa, eivada de preconceitos e mão estendida, aguardando o maná que, de certo, cairá dos céus.

2. Deslumbrada por tudo que vem de fora - modas, ideias, equipamentos - gastando o tempo a tagarelar por telemóvel ou percorrendo páginas da Internet na ânsia de rudimentos subscrever para ganhar protagonismo.

3. Na política mantendo a mesma opção futebolística, votando pouco criteriosamente, mas de acordo com as cores preferidas - e há até quem goste do amarelo a vida inteira! - numa submissão meramente servil.

4. Contudo, subserviente a um escol de ignorância enciclopédica e de cultura pseuda-universitária, a gente portuguesa inveja quem tudo tem e almeja por um euromilhões que lhe proporcione aquilo que veementemente condena.

5. Não acreditando em bruxas, pratica bruxarias; ladainha responsos a Santo António para encontrar a virgindade perdida; da minguada família referencia o padrão, descartando compromissos por procedimentos e interesses inconfessáveis.

6. Os direitos são veementemente sublimados e as obrigações com displicência esquecidas, resignando-se às patadas da administração pública e/ou aos abusos de prevaricadores incontinentes, sem um protesto, sem um queixume.

7. Apelos à luta popular, denúncias públicas, morrem na angústia do momento, porquanto todos sabem que o poder está nas mãos das grandes corporações e a defesa dos mais só é possível pela via cooperativa monárquico-comunalista.

Nau

sábado, 25 de janeiro de 2014

Nº. 800 - Psyche


1. Num apagão, a sala em que nos encontramos desaparece e as referências tornam-se imprecisas, sobretudo se o acidente contém em si indícios alarmantes.

2. Para um invisual, o alerta é dado pelo ruido - o próximo ou o mais afastado - bem como pelo comportamento de eventuais presenças cuja disposição de espírito está habituado a detectar.

3. Sem dúvida que a consciência é um fenómeno pessoal que, inter-relacionado com a mente, condiciona, de modo natural, o procedimento humano, tanto em ambientes normais, como em situações extremas.

4. Por outro lado, a consciência e a emoção são inseparáveis, não estando dependente de qualquer tipo de memória - da actividade, do raciocínio, da linguagem - mero embrião da consciência nuclear.

5. Tal embrião abre as portas do conhecimento e este o processo da criatividade que determina o modo como vemos um objecto, isto é, a relação entre o organismo e o objecto.

6. Do apagão aos fenómenos sensoriais a noção do tempo pouco importa, dado que as imagens vão sendo reconstruidas e a deslocação de qualquer um prossegue, mesmo que o agente físico que torna visíveis os objectos seja ainda difuso.

7. Tornamo-nos invisuais momentâneos nas paixões, nos credos fideístas e noutras atitudes também irracionais.

Nau

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Nº. 799 - Fim de Semana 4


1. De facto, as aspirações ilimitadas de liberdade são equilibradas pela consciência do homem poder agir conforme o seu desejo, mas de acordo com o espaço que partilha com outrem.

2. Logo, a economia comunalista consolida-se pela tomada do poder de decisão pelos cooperadores, atenuando a burocracia estatal - tanto a capitalista/parlamentarista, como a centralista social-fascista.

3. As poderosas corporações internacionais, embora controladas pelas grandes potências, têm bases espalhadas por todo o mundo, obedecendo apenas a um desígnio - realizar lucros para uma minoria pantagruélica.

4. Repetimos os exemplos de algumas cooperativas que exercem as suas actividades em várias áreas que poderão ser aliciantes para alguns, bem como boas dicas para grupos empreendedores eivados do espírito cooperativo.

5. Os exageros dos fundamentalistas islâmicos, digo, portugueses ultrapassam toda a racionalidade possível, pelo que nos resta apelidá-los de sefardistas, parónima da palavra safardista, esta corruptela de safardana.

6. Despertar consciências é o objectivo do CMC, cooperativismo monárquico.comunalista, porquanto as oligarquias subsistem graças ao consumismo imoderado e à apatia imbelicizante dos mais.

7. A redistribuição da riqueza advogada pelos socialistas (e tolerada pelos liberais) só é possível através de um Estado centralizador atento aos ditames das corporações internacionais, dado que sem produzir, nada há a distribuir.

Nau

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Nº. 798 - Luta Popular


1. A luta popular tem por objecto o despertar de consciências; nunca a submissão a novas tiranias.

2. No despertar das consciências, assumem-se as responsabilidades; nunca se dão azo ao cometimento de vinganças e/ou ao espraiar de frustrações.

3. As responsabilidades são as obrigações próprias - de si e em relação a outrem - quando se partilha um espaço comum.

4. Destruir - desde que não seja o próprio - é fácil; difícil é vencer obstáculos impostos por interesses meramente particulares.

5. Os interesses particulares são os apetites de minorias pela apropriação doentia e submissão dos mais por vias de especulações.

6. As especulações têm campo fértil no consumismo imoderado e no aumento dos novos pobres: os que têm automóvel, TV, frigorífico, máquinas de lavar, etc., e os que não têm.

7. Tanto especuladores, como os impulsionadores do consumismo poderão ser adequadamente contidos através do CMC: cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Nº. 797 - Prelo Real


1. Nem para leituras, nem para pesquizas houve tempo, embora a vontade não faltasse.

2. Resta-me a correria por alguns espaços e as chamadas de atenção de bons amigos que não perdem pitada do que por aí vai.

3. Supor que só a nós a verdade assiste é mera estultícia; logo, apontar falta de coerência aos outros por não comungarem das nossas ideias define o homem.

4. Consta haver um dirigente numa estrutura monárquica que se afirma ateu: vem de imediato um sefardita lá do seu templo acusar o homem de não respeitar os cânones da fórmula 'Deus, Pátria, Rei'.

5. Ora Deus vai tendo alguns adoradores; a Pátria já não se limita ao lugar em que cada indivíduo nasceu; a figura do Rei, no presente interregno, até para o sefardita em questão deverá ser eleito!.

6. Pressupondo-se que o defensor das regras consagradas faz jus aos seus princípios, bom é este não esquecer que 'rei morto, rei posto' é fundamento monárquico.

7. Vem a talho de foice recordar que, sefardita, significa descendente de judeus da Sefard (Península Ibérica), devoto da Cabala.

Nau

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Nº. 796 - RAC


1. Como não podia deixar de ser, a real actividade cooperativa toma por exemplo as associações tpor objectolibertar os seus associados dos encargoa respeitantes a lucros de intermediários ou de capitalistas.

2. Assim, no sector do ensino, podes contar com o Instituto Piaget que é uma cooperativa para o desenvolvimento humano, integral e ecológico, criada em 1979 com o objectivo de proporcionar uma formação de qualidade.

3. Tambem o ISPA - Instituto Superior de Psicologia Aplicada é uma das mais antigas nstituições de ensino superior e cooperativo de Portugal.

4No Porto, os alunos com aptidão para o jornalismo poderão inscrever-se na ESJ - Escola de Jornalismo do Porto, à semelhança do que fez José Alberto de Carvalho, hoje nome de relevo naquele sector.

5. A actividade comercial, particularmente aquela voltada para a exportação, necessita de colaboradores que saibam expressar-se nalgumas línguas da União Europeia, além do russo, do mandarim, do árabe e do japonês, sendo uma boa hipótese a Linguagest -Escola de Línguas para a Comunicação Empresarial.

6. Já apresentada há algum trmpo, voltamos a sugerir a todo aquele que é florista ou deseja iniciar tal prática os cursos da CAF - Cooperativa de Arte Floral www.cafartefloral.com.

7. Finalmente lembramos que a CA - Crédito Agrícola é um grupo financeiro com base cooperativa, tendo por lema "Junto Somos Mais".

Nau

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Nº. 795 - Doutrina Cooperativa


1. A concentração do capital em corporações internacionais tornam estas tão poderosas que o Estado se encontra, mor parte das vezes, refém das mesmas.

2. O legislador, multiplicando as normas reguladoras, apenas facilita a vida às grandes corporações que, através das novas tecnologias, dão carta branca a tecnocratas que se apropriam do sistema político pelo gozo do poder.

3. A tão grande flagelo até o centralismo social-fascista soviético descambou, endurecendo o poder na Coreia do Norte e afastando o governo da República Popular da China dos conceitos maoístas, estes tentativamente substituidos por práticas capitalistas.

4. Toda a produção industrial - tal como o comércio por grosso ou a retalho - está orientada para o lucro, esportelando migalhas pelos meios de comunicação social - jornais, rádio, TV - que vão estimulando o consumo em todas as partes do planeta Terra.

5. Por outro lado, o negócio de armas e da droga proporcionam lucros fabulosos, pelo que até os pequenos empresários se sentem motivados para tomar parte na comercialização de tais de tais viciantes produtos.

6. O neo-colonialismo ensaiado no Novo Mundo em inícios do Século XIX é pratica generalizada das grandes potências, num esquema muito próximo daquele vigente na Idade Média, subsistindo as classes laboriosas sob a ameaça da automatização.

7. Resta a prática cooperativa para disciplinar o ímpeto consumista; robustecer uma gestão verdadeiramente democrática; dirimir os vícios financeiros pela via mutualista.

Nau

domingo, 19 de janeiro de 2014

Nº. 794 - Portal Comunalista


1. A economia comunalista não pressupõe a abolição do Estado, mas sim a tomada do poder de decisão pelos cooperadores.

2. A deslocação do centro do poder das mãos dos oligarcas para as mãos das pessoas criteriosas só é possível pela via cooperativa.

3. A burocracia estatal, tanto a capitalista/parlamentarista, como a centralista/social-fascista, são a mesma coisa, mudando apenas a cor partidária.

4. A descentralização política na moderna sociedade só é possível através do aumento em número de cooperativistas monárquico-comunalistas.

5. A amálgama "um homem, um voto" apenas serve aos demagogos que tudo prometem com a mão na riqueza comum para benefício próprio e de apaniguados.

6. A Democracia cooperativista é uma democracia directa porquanto se verifica entre os cooperadores envolvidos na concepção e realização de projectos comuns.

7. A função da cooperativa - sublinhamos uma vez mais - é satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperadores, sob a gestão destes.

Nau

sábado, 18 de janeiro de 2014

Nº. 793 - Psyche


1. A introspecção é uma fonte de conhecimento desde que haja uma percepção da existência própria.

2. Logo, a existência é modo de ser (ou determinável) com base na prática de vida.

3. A prática de vida é reformulada pelos sentidos tornando-se o objecto imaginado fruto do conhecimento adquirido.

4. O movimento de prospecção e retrospecção articula o mundo onde todos os significados são possíveis.

5. Podendo o homem agir conforme o seu desejo, a consciência desse facto substancia as aspirações ilimitadas de liberdade.

6. No entanto, a consciência de si advem do mundo experimental que partilha com outrem.

7. Ao fim e ao cabo, fazemos parte da comuna e nela participamos na infinita construção.

Nau

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Nº. 792 - Fim de Semana 3


1. Liberais e socialistas, tal como no "Animal Farm", de George Orwell, são já difíceis de distinguir, e o crepúsculo das religiões tradicionais, bem como o esbatimento do "chefe", exigem mais cooperação e menos apropriação.

2. Sem dúvida que a defesa dos interesses comuns assenta na pluralidade normal de raças, credos e de opções políticas, tal como tem sido sugerido pelo cooperativismo monárquico-comunalista, tendo por fundamento a solidariedade e a equidade.

3. Claro que a função cooperativa resume-se à realização dos projectos concertados, democraticamente, de acordo com as aptidões e/ou conhecimentos adquiridos, através do trabalho, pois nada se faz sem a disciplina do trabalho.

4. Nunca é demasiado sublinhar que a actividade cooperativa não se limita ao lugar, aldeia, freguesia, etc., onde a pessoa se encontra, pelo que o aliciamento de cooperadores para lá das fronteiras políticas é essencial, em qualquer parte do mundo.

5. A liberdade política dos nossos dias é maior em relação a qualquer época da História da humanidade, mas o poder da oligarquia económica tem sido globalizado, através da comunicação social e das "lojas" maçónicas, conforme revelado por António José Vilela na obra "Segredos da Maçonaria Portuguesa".

6. Tanto o capitalismo liberal, como o do Estado socialista burocrático, apenas poderão ser contidos por uma luta verdadeiramente popular que, no presente, deverá procurar o apoio de políticos descomprometidos, tal como Garcia Pereira, do PCTP/MRPP.

7. O objectivo dos cooperativistas monárquico-comunalistas é pugnar para a reforma das mentalidades e o estabelecimento de uma sólida economia comunalista.

Nau

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Nº. 791 - Luta Popular


1. Que fique bem claro: a luta popular não é chão para demagogos.

2. Tanto o marxismo-leninismo (estalinismo), como o nacional-socialismo (nazismo) são coisas do passado.

3. A força capitalista - oligárquica, económica - que nos tem regido dá sinais de implosão.

4. As tecno-estruturas ao serviço do capitalismo liberal e do estado socialista burocrático apenas poderão ser contidas por uma luta verdadeiramente popular.

5. Nós somos a terceira via - cooperativistas monárquico-comunalistas - e só pelas nossas mãos poderemos recuperar a dignidade humana.

6. Substituir as religiões tradicionais pelo credo comunista é mais do mesmo.

7. Resta-nos apoiar Garcia Pereira, do PCTP/MRPP, que, republicano (ninguém é perfeito!) e fiel ao socialismo de Estado, recusa-se enfileirar com os políticos mentecaptos da nossa praça.

Nau

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Nº. 790 - Prelo Real - António José Vilela


1. Os "Segredos da Maçonaria Portuguesa", d' A Esfera dos Livros, êxito editorial no ano transacto, continua a dar que falar.

2. Segundo os dados facultados pelo Grupo Porto Editora, o autor de tal obra, António José Vilela (1968), é licenciado em Comunicação Social pelo ISCSP da Universidade Técnica de Lisboa onde exerce a docência.

3. Com um curriculo profissional impressionante, António José Vilela já trabalhou nos diários "Correio da Manhã", "Público Online", na Revista "Tempo", bem como nos semanários "Independente" e "Euronotícias".

4. O referido jornalista tem acumulado galardões de reportagem, tais como o "Prémio Orlando Gonçalves" (2004), sobre a perseguição pidesca ao bispode Nampula, D. Manuel Vieira Pinto.

5. As manobras da maçonaria para o aliciamento de políticos em posições chaves; a denúncia de figurões da nossa praça iniciados em festas maçónicas, são alguns dos pratos fortes dauele livro.

6. O património da maçonaria, os maçons eleitos para a assembleia da 'loja' GOL; as ligações de espiões da cepa de Jorge Silva Carvalho a ministros da República, tudo é posto a preto no branco.

7. Vale a pena compulsar o livro "Segredos da Maçonaria Portuguesa", não só pela qualidade do texto, mas para tomar conhecimento dos mestres da corrupção em Portugal.

Nau

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Nº. 789 - RAC


1. O cooperativismo é um conceito de vida em sociedade, tendo por fundamento o sistema político, económico e social baseado na cooperação.

2. A actividade cooperativa não se limita ao lugar, aldeia, freguesia, etc., onde a pessoa se encontra, pois sendo mera existência no espaço e no tempo, há que se diligenciar para o sustento próprio, de si e dos seus.

3. Logo, a diáspora portuguesa resultante da emigração - mais ou menos voluntária ou imposta por políticos sem Rei e sem Norte, ronhosos, corruptos, tendencialmente mentecaptos - deverá manter o conceito cooperativo como padrão de vida.

4. Onde quer que se encontre, o emigrante português deverá estar atento ao que se passa em redor, isto é, diligenciar as possíveis actividades cooperativas por aliciamento dos seus contemporâneos, bem como prestar atenção às actividades locais da mesma natureza.

5. O cordão umbilical que o mantém ligado à pátria distante tem por símbolo a figura do Rei e, pelo menos para os cooperativistas monárquico-comunalistas, a bandeira azul e branca, esta como insígnia para uso na lapela ou qualquer peça de roupa.

6. Bom é ter presente que a missão do emigrante não é enriquecer materialmente para investimento no torrão natal - onde políticos corruptos até às reformas por tempo de serviço vão roubar nacos para os seus desmandos habituais - mas adquirir conhecimentos, teóricos e práticos, como ferramentas para uso ao longo da vida.

7. Não podemos deixar de sublinhar que uma formação contínua - tanto para os trabalhadores comuns, como para universitários - é imprescindível, pelo que todo aquele que pretenda emigrar e, caso tenha como porta de saída Lisboa, se inscreva nos cursos práticos da Escola Laser do Major Serôdio Pardal - telfs. 218 491 215 e 218 405 801.

Nau

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Nº. 788 - Doutrina Cooperativa


1. Toda a doutrina (o conjunto de regras em que se baseia um sistema político) é coisa chata e a doutrina cooperativa não é uma excepção.

2. Escusado será dizer que a coisa chata verifica-se nas minudências impostas pelas disposições legais que obrigam alguém a ficar de plantão só para acorrer aos processos burocráticos em curso.

3. A actividade cooperativa propriamente dita resume-se à execução dos projectos concertados, democraticamente, pelos cooperantes que acompanham a evolução dos ditos projectos com redobrada satisfação: na materialização e usofruto.

4. Na actividade cooperativa as tarefassão assumidas pelos seus associados de acordo com as suas aptidões e/ou conhecimentos adquiridos, pelo que o trabalho - pois nada se faz sem trabalho! - não é tão penoso, tornando-se, por vezes, até agradável.

5. Volto, a talho de foice, ao tema do trabalho salientando que este, sendo a ocupação em qualquer coisa, exige um esforço físico ou intelectual que poderá ser atenuado por um equilíbrio de força/descanso que revigora (não aniquila) o corpo e a mente.

6. O ócio, por mera inação, cansa, dando origem à preguiça e indolência que não satisfaz o próprio, quando prolongado, atrofiando o espírito daqueles que a tal prática exagerada se aconchegam, descambando em frustrações e doenças psicóticas.

7. De facto, a doutrina cooperativa é uma chatice, mas a prática e os resultados obtidos são uma boa recompensa.

Nau

domingo, 12 de janeiro de 2014

Nº. 787 - Portal do Comunalista


1. O falar só, é prática corrente no espaço internáutico, mas a concertação para o ensaio de novos projectos morre no berço das ideias.

2. Chamo berço das ideias à atitude da maioria dos monárquicos em acalentar grandes esperanças, deixando-as adormecer no leito do esquecimento sem um protesto, uma atitude viril, baixando apenas os braços.

3. Basta ver o que se passa ao redor para ganhar suficiente temas para debate, sendo o passo seguinte o tomar de iniciativas, evitando reicindências em erros; avançando com adequadas soluções.

4. Já está mais do que provado que as jantaradas aproximam os mesmos de sempre; as missas congregam somente necrodulíacos, reumáticos, surdos, cegos e asmáticos; as conferências gelam com as palavras do último orador.

5. Formar equipas para um trabalho concertado (desde que não sejam cenáculos de literatos) é uma boa malha dado que, após várias tentativas falhadas, restarão algumas com que valha a pena trabalhar.

6. A existência de várias correntes políticas na equipa que se pretende formar não é problema grave, porquanto Monarquia significa uma só força impulsionadora dos mais, na defesa do interesse comum.

7. A defesa dos interesses comuns assenta sempre na pluralidade normal de raças, credos e de opções políticas.

Nau

sábado, 11 de janeiro de 2014

Nº. 786 - Psyche


1. O nacional-socialismo, bem como o fascismo, não acabou devido a qualquer movimento revolucionário; apenas sucumbio, juntamente com os seus mentores, numa guerra que os mesmos tinham ateado.

2. Permaneceram os autoritarismos dos socialistas de leste mascarados de ditadura popular face aos governos tecnocráticos e positivistas a ocidente, à sombra de largas disponibilidades financeiras que ajudaram a remover os escombros da convulsão militar.

3. Os ideais revolucionários de uma sociedade fundamentada na razão e na liberdade resultaram das intervenções de filósofos da estirpe de Herbert Marcuse; de psicólogos como E. Fromm; historiadores criteriosos como W. Benjamim; sociólogos da literatura como L. Lowenthal, além dos economistas F. Pollock e H. Grossmann.

4. Os trabalhos daquele alfobre de intelectuais incidiram sobretudo acerca da autoridade e a família, em 1936; o anti-semitismo e as influências fascistas na sociedade estadunidense nos anos 1949 - 1959, evidenciando um marxismo escleorótico e uma filosofia idealista decadente.

5. No periodo da guerra fria, após a derrota do nacional-socialismo, salientou-se o terrorismo de Estado estaliniano e a perversão das ideias socialistas para lá da "cortina de ferro"; a consolidação do sistema capitalista a ocidente, com a manipulação da consciência política das massas.

6. A tentativa da revisão necessária do materialismo histórico através dos meios de comunicação têm permitido a amálgama no presente da esfera privada  e pública, tornando impossível a dissociação de ambas e o aumento do Estado autoritário, bem como o esbatimento do "chefe", com a honrosa excepção verificada na Coreia do Norte.

7. Com o crepúsculo das religiões tradicionais e/ou marxistas - nova excepção será o surto radical islamista - a sobrevivência de uma linha puramente intelectual é, de certo modo, um mito.

Nau

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

Nº. 785 - Fim de Semana 2


1. Quanto ao mercado global, foi aqui dado a entender que o capitalismo de Estado também é importante para impor as novas tecnologias, quando seria mais curial dizer orientar, sim orientar, através de estímulos fiscais, para os recursos próprios, numa dinâmica tecnológica moderna.

2. A dicotomia do trabalho - maximização do lucro através do aumento do consumo; o pleno emprego com baixa produtividade - para o bem-estar do colectivo tem que ter presente as opções individuais, fora do vicioso controlo estatístico, embora tanto a formação académica, como a formação contínua sejam de resultados pouco fiáveis, logo mais eficazes pela via cooperativa.

3. Toda a actividade humana se rege por códigos - morais, preceituais, legais - resultando estes de hábitos (convivência em sociedade) e normas jurídicas pelo que o cooperativismo, não fugindo à regra, tem por fundamento a Lei Basilar, integrada no Código Comercial de Veiga Beirão, bem como toda a jurisprudência e legislação afim.

4. Não ter muita fé na via cooperativista e alimentar crenças desmedidas em ícones de pau carunchoso e/ou num deus ex machina para resolver os problemas comuns é direito que assiste a todo o mundo; mas confundir corporação com cooperativa, e comunalismo monárquico com seita religiosa é tomar o nome Germano por género humano.

5. José Fontana volta à baila por capricho meu porquanto, sendo ele de origem suiça e medularmente integrado, a partir dos verdes anos, na realidade portuguesa, tem a estatura de um Proudhon, com as mesmas preocupações acerca da miséria e real empenho em defender o mutualismo na versão de luta popular.

6. Enquanto uns persistem no erro; outros encolhem os ombros e/ou se apresentam com soluções espartafúdias, Garcia Pereira, do PCTP/MRPP, desdobra-se em intervenções públicas, alertando a malta para uma verdadeira luta popular; abrindo brechas, aqui e além, na muralha do silêncio que se pretende impor a tudo e todos que não se encontram representados na triste Assembleia da República.

7. Ganhe coragem. Mantenha-se atento ao que se passa no mundo do trabalho; à falta de verticalidade da maioria dos políticos lusos; aos cancros republicanóides que persitem na sociedade portuguesa - leia, divulgue e comente: lutapopular@pcptmrpp.org.

Nau

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Nº. 784 - Luta Popular


1. À semelhança do que se verificou nos finais do Século XIX em que o movimento popular, de cariz socialista, foi desvirtuado pelo republicanismo burguês, hoje assistimos a algo muito parecido.

2. Créditos não faltam aos sociais-fascitas do PCP que, durante a salazarquia, foram a única voz minimamente organizada a erguer-se contra a manipulação pidesca, embora os quadros do partido se mostrassem subservientes aos ditames e fundos pecuniários estalinistas.

3. Assim, a esquerda radical portuguesa divide-se em bakuniana, meramente anarquista; em republicana, herdeira de Buiças e quejandos; em socialista, pela defesa da propriedade colectiva dos meios de produção e supressão das classes sociais, conduzida por intelectuais cripto-bakunianos.

4. Logo, a esquerda moderada - naqual se incluem os sociais-facistas do PCP - funciona como uma religião formal em que o crentes se limitam a participar nas cerimónias oficiais, a repetir o credo dos sacerdotes de serviço, persuadidos de que, ao assumir tal atitude, serão considerados intelectuais de esquerda.

5. A preocupação de "ser de esquerda" tem um certo fundamento porquanto "ser de direita", numa versão estereotipada, é defender o imobilismo: uma pátria mítica; um só credo; uma casta dirigente e apegada ao poder, expedita nos conluios com oligarcas que garantem a segurança do coiro - o seu e dos apaniguados.

6. Neste panorama - sem Rei e sem Norte - ergue-se a voz do PCTP/MRPP que, numa óptica marxista-leninista, adopta a referência maoísta que aponta para uma estratégia de objectivos , combatendo a burocrática e revisionista da direcção comunista.

7. Aqui, na qualidade de cooperativistas monárquico-comunalistas, apoiamos o PCTP/MRPP, tendo presente que a reforma das mentalidades se realiza pela via da persuasão e esta é possível através do diálogo que não o confronto e/ou a mera imposição.

Nau

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Nº. 783 - RAC: José Fontana


1. Suiço pelo nascimento, internacional pela faculdade de pensar, foi em Lisboa que Giuseppe Silo Domenico Fontana se revelou como o campeador das classes trabalhadoras.

2. Aos 14 anos de idade abraça a profissão de relojoeiro em Lisboa; aos 32 anos redige os estatutos da Associação Fraternidade Operária; colaborou com Antero de Quental na redacção dos estatutos do Centro Promotor das Classes Laboriosas; participou nas famosas Conferências do Casino.

3. Orador e activista brilhante, José Fontana colaborou em vários jornais operários e, influenciado pelas ideias de Bakunine, redigiu cartas a Karl Marx e Friedrich Engels nas quais expressava o seu entusiasmo e empenho na luta dos trabalhadores pela emancipação destes da tutela das classes dominantes.

4. Por volta dos anos 60 do Século XIX, José Fontana é empregado da Livraria Bertrand, em Lisboa, onde, aos 36 anos de idade, já era sócio-gerente, em contacto com os melhores intelectuais lisboetas, além do já citado Antero de Quental, se incluem Eduardo Maia e Azedo Gneco.

5. Aos 36 anos de idade, tendo contraído uma grave doença pulmunar que lhe provocava uma debilidade geral, José Fontana suicida-se, no dia 2 de Setembro de 1876, causando profunda consternação entre os correligionários e amigos, sobretudo em Antero de Quental cujo trágico fim, de certo, influenciou.

6. Claro que as classes laboriosas do tempo de José Fontana, num Portugal de fortes características rurais, em nada correspondiam à maralha contestatária do surto idustrial de Inglaterra, França e Alemanha, mas deu alento ao Partido Republicano que, da doutrina socialista, apenas herdou a feição anárquica/terrorista.

7. Sublinhamos uma vez mais: a luta popular só é efiaz num retorno à cooperação diligente e a um eficaz associativismo de índole monárquico-comunalista.

Nau

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Nº. 782 - RAC


1. Frequentemente sou assacado por inocentes criaturas que presumem ser o comunalismo um sistema de participação comum em crenças religiosas.

2. Outros, candidamente, fazendo-se de desentendidos, baralham cooperativismo com corporativismo, salientando que a constituição de organizações que integram trabalhadores e empresários da mesma actividade económica é a plataforma ideal para a concertação dos problemas laborais/empresariais.

3. Cépticos por natureza, ainda há aqueles que, duvidando da possibilidade de uma real autonomia da comuna, sublinham que o lugar, a povoação, a freguesia, etc., pouco ou nada poderão fazer perante a impante centralização administrativa.

4. As receitas são sempre as mesmas. Ora se defende a iniciativa privada bem como a capacidade desta criar riqueza que, solidariamente, poderá ser partilhada com os mais; ora se apresentam opções socialistas impondo a propriedade colectiva dos meios de produção, a supressão das classes sociais, bem como uma distribuição mais igualitária das riquezas.

5. A distância entre residentes e veradores é abertamente cultivada pelas diferentes formações partidárias que, através destas, procuram consolidar o poder executivo da sua feição, resultando o municipalismo vigente que nada tem de comunalismo.

6. Do nosso lado salientamos que o cooperativismo é um sistema associativo que assenta na cooperação e no apoio mútuo entre várias pessoas (sem distinção de classes sociais e/ou profissionais), funcionando como autêntica escola de gestão e concertação social.

7. Como a figura do rei obvia lutas partidárias no topo da comunidade, o cooperativismo monárquico-comunalista apresenta-se como a solução política mais adequada aos interesses dos mais.

Nau

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Nº. 781 - Doutrina Cooperativa


1. Tendo o cooperativismo por fundamento a cooperação - concorrência de auxílio, de forças, de meios, para algum fim - a doutrina resulta de um conjunto de regras que servem de base à sua actividade.

2. Esse conjunto de regras e princípios, numa sociedade moderna, estão contemplados na lei geral, bem como no código específico, tal como aconteceu em Portugal no Século XIX: Lei Basilar, de João de Andrade Corvo, aprovada em 2 de Junho de 1867.

3. O quadro geral do cooperativismo, desde a referida Lei Basilar, tem sido objecto de pontuais revisões, sendo de assinalar que até na época de maior restrição da liberdade cooperativa (1926 - 1946) a salazarquia condicionou mas não conseguiu abater o espírito cooperativo.

4. As regras específicas do cooperativismo, para além das estabelecidas no Código Comercial de Veiga Beirão (1888), prosseguem no alargamento sectorial - Lei nº. 599, de 14 de Junho de 1916 - permitindo a constituição de associações de socorros mútuos e sociedade mutual de seguros.

5. Sendo então Portugal um país de características rurais, só a 29 de Março de 1916 (decreto-Lei 4022) foi reconhecido o direito da constituição de sociedades cooperativas agrícolas e de seguro agrícola, embora o modelo dos estatutos das unidades cooperativas daquele sector tenham sido elaboradas seis anos mais tarde.

6. O terceiro sector - numa sociedade globalizada e ainda fortemente individualista e economicista - encontra-se definitivamente consagrado nas constituições de diversos países europeus, distinguindo este, pelas suas características sui generis, do sector público, bem como do privado.

7. Curial é o estabelecimento de regras particulares para a actividae cooperativa dentro do quadro legal do cooperativismo, mas estas serão mais visíveis através do robustecimento do movimento cooperativista monarquico-comunalista.

Nau

domingo, 5 de janeiro de 2014

Nº. 780 - Portal Comunalista


1. O Estado forte - quer apoiado no sufrágio universal anódino, quer na votação piramidal apurada no sector do trabalho - apenas infantiliza o colectivo.

2. Enquanto que as minorias oligopolistas exclusivamente se preocupam com a maximização do lucro, o centralismo burocrático agencia o pleno emprego.

3. A maximização do lucro exige o aumento do consumo global; o pleno emprego resulta em baixa produtividade, ambas não satisfazendo o colectivo.

4. Sendo a conquista da felicidade o supremo objectivo, esta só é possível através da plena realização individual que tem por base opções díspares, fora de qualquer controlo estatístico.

5. Logo, a formação académica na expectativa de uma melhor classe dirigente, e a formação contínua na esperança de melhor produtividade, são mais do mesmo.

6. A realização individual, como atrás foi sublinhado, só poderá ser conduzida pelo próprio e a melhor formação será pela via cooperativa.

7. Urge enrobustecer o movimento cooperativista monárquico-comunalista para colmatar as ineficiências - quer liberais, quer socialistas.

Nau

sábado, 4 de janeiro de 2014

Nº. 779 - Psyche


1. Sem dúvida que o trabalho é bom tema para reflexão.

2. Todo o político que se presume de esquerda faz questão de sublinhar que é obrigação do Estado garantir a segurança e o bem-estar dos indivíduos na sociedade.

3. A própria direita - outrora batendo-se por um Estado minimalista - hoje apela para um Estado forte dado que, através deste, protege a iniciativa privada.

4. Em verdade, o capitalismo de Estado é importante para a imposição das novas tecnologias, mas carece do sector privado para dinamizar as permutas ao nível global.

5. Logo, a democracia efectiva é uma realidade através do voto anódino, mas a oligarquia económica continua a imperar no conluio entre esta e o Estado burocratizado, regido por políticos corruptos e tecnocratas profissionais.

6. De facto, o tecnocrata presume ser um dirigente iluminado, porém falta a este a consciência do rei que terá sempre que zelar pelo bem-estar dos súbditos menos favorecidos.

7. O trabalho - mola do progresso colectivo - oscila entre a formação académica e a formação permanente, ambas contemplando medianias intelectuais.

Nau

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Nº. 778 - Fim de Semana 1


1. Quando o meu amigo belga ensaia uma retrospectiva aos seus  - não é a crise económica, a fé, o clube desportivo predilecto, o sectarismo político e/ou as quesílias regionais - ocorre-lhe naturalmente a referência da Coroa Real dos belgas.

2. O comportamento social das pessoas (quando não observadas) é deporável, porquanto os direitos são normalmente sublimados e próprios, enquanto que as obrigações são putativa e inexoravelmente para os outros.

3. A publicidade condiciona a vida dos mais e a minoria - através da sugestão e na psicologia aplicada à vulgarização comercial e/ou industrial - impõe o consumo do que lhe é mais conveniente e, sobretudo, mais rendoso.

4. De facto, o trabalho é mera aplicação das forças e faculdades do homem à produção de alguma coisa, mas a concepção organizativa deste apenas tem por objecto a maximização do lucro que suporta uma minoria pantagruélica.

5. Todos temos presente que a luta dos trabalhadores tem sido orientada por burgueses intelectuais e/ou meros teóricos, pelo que é tempo da maralha ensaiar a mais adequada alternativa, isto é, a prática cooperativa.

6. A democracia é o sistema político anódino e estafado que a ninguém satisfaz mas a todos convém citar para não estar calado, logo base da ambição política de intelectuais presunçosos que - sem Rei e semNorte - alimentam uma crendice que os não comprometa.

7. Seguramente o cooperativismo monárquico-comunalista não será a panaceia para a crise económica e intelectual do presente, mas a alternativa possível e credível dos nossos dias.

Nau

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Nº. 777 - Luta Popular


1. Romanticamente, assume-se que a democracia é um sistema político em que a autoridade emana do povo, organizando-se, regularmente, consultas a este, na modalidade um voto por cabeça, válido tanto para as criteriosas, bem como para as cabeças acéfalas.

2. Tanto liberais como socialistas têm-se entretido a lutar por menos Estado ou mais Estado, sendo importante para os primeiros uma intervenção reduzida deste, enquanto que os segundos se inclinam para a democratização do mesmo através de tecnocratas que, naquelas duas facções, pouco se distinguém entre si.

3. Comungam as ditas correntes políticas um sistema económico em que a propriedade privada dos meios de produção é sagrada para uns e contestada por outros, jogando num mercado cada vez mais global onde se compram e vendem mercadorias, bem como a força de trabalho.

4. Embora a maioria tenha uma visão mais teórica do que prática do mercado, certo é que o capitalismo também se democratizou, arrebanhando largo número de pequenos investidores que, incapazes de uma gestão credível e frutuosa, deixam esta nas mãos de tecnocratas que lá vão fazendo pela vida.

5. O mercado - tanto na óptica liberal, como na socialista - vai sofrendo tratos de polé na insaciável via burocratizante, na fé de que as escolhas dos consumidores democraticamente decidirão o rumo que este vai tomando.

6. Porém, a verdadeira força que orienta o consumo provém dos monopólios e oligopólios que, através da publicidade (na imprensa, na rádio, na televisão) condicionam a preferência do público, tanto nos mercados abertos, como nos de feição estatal.

7. Claro que a 3ª via - cooperativista monárquico-comunalista - será impotente para erradicar a pandemia consumista, mas tem boas hipóteses de atenuar a mesma, por mérito próprio, através do aumento em número dos cooperantes empenhados numa autêntica luta popular.

Nau

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Nº. 776 - Prelo Real


1. No apontamento de ontem falámos do trabalho, bem como da necessidade de introduzir modificações neste sector para o tornar menos penoso.

2. Embora nalgumas cooperativas haja a tentação de adoptar as normas de rendibilidade e produtividade das empresas que actuam no mercado, as relações entre assalariados e a direcção da cooperativa são melhores do que em qualquer outra empresa.

3. Talvez a melhoria salientada no parágrafo antecedente seja o reflexo do tipo de organização do trabalho em que tanto os que pensam, como aqueles que o executam contribuem para o mesmo objectivo.

4. As lutas dos trabalhadores têm sido orientadas por burgueses intelectuais e/ou meros teóricos, mantendo uma estrutura piramidal, de base hierárquica, que justifica a existência de tecnocratas - súbditos da rendibilidade - prevalecentes tanto nas empresas de cariz liberal, como nas de orientação socialista.

5. Claro que me refiro à participação dos trabalhadores na gestão das empresas, isto é, a autogestão que nas primeiras (as liberais) se encontra subjugada às estratégia dos bancos; nas segundas (as socialistas) às estruturas militares ou seja ao compromisso de objectivos.

6. As novas tecnologias prometem uma revolução no sector do trabalho, algumas bem presentes no nosso espírito com um cortejo de desempregados a aumentar assustadoramente, o que nos leva a crer que o recurso cooperativo continuará a ser uma hipótese bem razoável.

7. Relembro a "Canção do Trabalho" de José Praxedes de Brito: "Trabalhai meus irmãos que o trabalho é riqueza, é virtude, é vigor..." e porque não trabalhemos, sim trabalhemos... o resto é canção, quero dizer, mera liberdade poética.

Nau