quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nº. 587 - Luta Popular


1. Sempre que o poder tradicional se esbate, a alternativa prescinde de todo o tipo de aquiescência da parte dos súbditos.

2. Hábitos ou usanças transmitidas de geração em geração - mesmo quando reforçadas por normas obrigatórias afins da jurisprudência - pouco acautelam perante o poder revolucionário.

3. À conquista do poder por fanáticos - estes imbuídos pelo zelo excessivo em aplicar a doutrina do partido e/ou do credo religioso - segue-se o apaziguamento alienante.

4. O novo poder consolida-se ao fim de algum tempo pelos ajustamentos e/ou interesses criados, pelo que o regresso ao passado é mero equívoco.

5. Por outro lado, o poder revolucionário é simples alteração de mandatos, permanecendo os erros do passado incólumes perante a apropriação pelas minorias do costume.

6. A razão do movimento monárquico-comunalista não é do regresso ao passado, mas do robustecimento dos princípios cooperativos que permitirão fazer face quer ao capitalismo selvagem, quer à burocratização centralizante.

7. Logo, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, contra a apatia nefanda, vota Joana Miranda.

Nau





Nenhum comentário:

Postar um comentário