domingo, 2 de junho de 2013

Nº. 562 - Portal da Cidadonia


1. Certa vez, recebi um puxão de orelhas dado pela caríssima Beladona Leonor, no 'monarquicos.com indice', por acusar muito boa gente de cripto-republicanice, bem como dar ênfase à figura do cidadão criterioso.

2. Cripto-republicanice é palavra muito complicada porquanto formada por vários elementos, a saber: cripto, que transmite a ideia de coisa oculta; republico/a que, entre outras coisas, significa partidário/a de República; (sa)canice, procedimento de alguém que não tem carácter.

3. Quanto ao adjectivo criterioso ninguém tem dúvida ser pessoa de bom senso, apreciação segura e que, sobretudo, raciociona com lógica, isto é, com bom critério, capaz de tomar decisões e assumir responsabilidades ajuizadamente.

4. Afirmar-se monárquico até poderá ser um equívoco não deliberado, mas assumir o direito de criticar todo o mundo por não ser tão ignorante como o próprio crítico é, sem dúvida, de um mau gosto indesculpável.

5, Logo, cabe às cabecinhas pensantes ditas monárquicas lutarem pelo regresso do Rei, limitando-se o herdeiro da Coroa portuguesa a manter a sua disponibilidade para o efeito.

6. De facto, a figura do Rei apenas serve para garantir a democracia não permitindo que qualquer força partidária atinja o topo hierárquico para controlo dos seus jogos políticos.

7. Acusar o herdeiro da Coroa portuguesa de falta de dinamismo quando tal falta é devida à incapacidade dos monárquicos gizarem um plano de acção comum, só pode ser atribuido a pessoas com traumas inconfessáveis.

Nau

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