terça-feira, 25 de junho de 2013

Nº. 585 - FAVAIOS


1. Segundo Agostinho da Silva, o portugu^s gosta mais de poetar do que trabalhar - eu diria, mais poetar do que estruturar uma carreira - pelo excesso de uma cultura fideísta.

2. Talvez o clima temperado e o areal atlântico - particularmente o do Sul, com olhos em África e alma mediterrânica - sejam o aroma poético luso, exportado através da diáspora portuguesa.

3. Por mais aprendizagem estruturada que se imponha - combate ao analfabetismo iniciado pela Revolução de 1820 3 multiplicado por centros superiores de ensino - os portugueses continuam aversos ao estruturalismo.

4. Estudar não será aplicar a inteligência à aprendizagem, mas obter uma formatura - elementar, secundária ou universitária - a fim de se poder acomodar m qualquer função burocrática.

5. Os mais diligentes, isto é, aplicados em fazer alguma coisa em benefício próprio, aventuram-se em empreendimentos circunstanciais, atirando às malvas a ética, o credo fideísta e at´re o sectarismo político que apenas serve para alimentar os seus esquemas pessoais.

6. De facto, estou desiludido com aqueles que muito criticam - por tudo e por nada - e são incapazes de tomar em mãos um inovador projecto, utilizando as ferramentas cooperativistas.

7. E porque não fazer enoturismo na Adega Cooperativa de Favaios, onde se realiza a produção dos excelentes Favaios e Favaítos que, a par do vinho do Porto seco, sãoos melhores aperitivos que se produzem em todo o universo.

Nau

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