quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nº. 580 - Luta Popular


1. A governabilidade próxima entre representantes e representados é um mito cultivado por sufragistas que, ronhosa e/ou levianamente, abraçam a República.

2. De facto, a soberania - qualidade do que não tem apelação ou recurso - jamais poderá ser alienada, pelo que o desempenho do representante é sempre corruptível, embora teoricamente mandatado para realizar os trabalhos de Héracles, isto é, a felicidade geral.

3. Por outro lado, o Povo não poderá ser, ao mesmo tempo, soberano e súbdito de si próprio, pelo que tal título apenas se adequa ao Rei por este ocupar o primeiro lugar na jerarquia política.

4. Logo, sendo a política a ciência de governar os povos, a figura consensual do Rei impõe-se apenas como o garante da democracia, por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

5. Todos os outros cargos políticos são mera magistratura, isto é, percurso profissional, tal como é exigido a médicos, advogados, enfermeiros, forças militares e nos diferentes modos de vida.

6. Cabe aos cidadãos criteriosos defender (ombro a ombro com os pares menos capacitados) a sua faculdade de agir de um ou outro modo, ou de não agir, por seu livre arbítrio, isto é, a liberdade cooperativista.

7. Para já, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa onde a vida tresanda, vota Joana Miranda.

Nau

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