quinta-feira, 13 de junho de 2013
Nº. 573 - Luta Popular
1. As mudanças sociais só poderão ocorrer mediante a tomada de consciência da maioria dos cidadãos criteriosos, quer estes façam parte da minoria dominante, quer da maioria dominada.
2. Dado que o Estado de direito é o instrumento ao serviço da classe dominante, a substituição desta por quadros políticos de esquerda resulta, a curto prazo, no mero aburguesamento do poder.
3. Aqui aburguesamento não se limita ao dar ares ou modos de burguês, isto é, cultivar a acumulação de bens para benefício próprio mas, através desta, ganhar o acesso privilegiado ao poder, influenciando-o e impondo a sua vontade sobre os mais.
4. Gramsci cedo se apercebeu da degeneração estaliniana e de imediato apelou para uma consciencialização activa do processo revolucionário como alternativa anti-burocrática, tendo a sua premunição sido interpretada como mera simpatia pelo trotskismo.
5. Por outro lado, o maoísmo - expurgado da insurreição armada para a conquista do poder - estritamente atende a estrutura militar de promoções por mérito pessoal atenuando o carreirismo cultivado dentro do aparelho partidário, por mais vanguardista que este se apresente.
6. O cooperativismo monárquico-comunalista retoma o idealismo proudhoniano, respaldado no associativismo luso, opondo a cooperação e o apoio mútuo em unidades independentes, livres de qualquer tutela, à competividade entre as pessoas, ronhosamente explorada pelas minorias dirigentes.
7. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, o bom-senso comanda - vota Joana Miranda.
Nau
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