quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nº. 565 - Prelo Real


1. Hoje não evoco qualquer figura de relevo nas letras portuguesas e procurarei responder à questão que a muito boa gente ocorre: porquê o impasse editorial?

2. A questão primeira é a burocracia. Registos e papelada, papelada e registos metem medo ao mais afoito argonauta e, embora o entusiasmo e os incentivos de boa gente sejam estimulantes, a coisa emperra por minudências.

3. Por outro lado, a função editorial tem os dias contados (segundo os gurus habituais) não pelo custo da impressão das obras literárias, mas pelo desinteresse por estas; pelas dificuldades em colocar as obras no mercado; pela carência de recursos humanos.

4. Sugestões de parceres e promessas em apoiar os circuitos de distribuição são muitas mas, repito, carecem de sólidas estruturas e de pessoas dedicadas (de corpo e alma) à selecção das obras literárias; ao estabelecimento de contratos - impressão e distribuição - bem como à promoção da obra em si.

5. Muitos têm sido aqueles que nos têm contactado dispondo de manuscritos com temas e títulos aliciantes, mas a coisa não está a ser fácil - até nos aspectos legais! - pelo que a todos rogo: paciência; vamos pelo seguro.

6. Claro que a nossa ambição será dinamizar um Prelo Real com ramificações nos países de expressão lusíada, bem como na diáspora portuguesa, pois acreditamos que as línguas ibéricas serão um veículo de cultura - divulgação, investigação e força criativa - a breve trecho.

7. Entretanto, continuamos abertos a todo o tipo de sugestões e bem haja os espírito lusíado.

Nau

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