quarta-feira, 12 de junho de 2013
Nº. 572 - Prelo Real: Agostinho da Silva
1. George Agostinho Baptista da Silva (1906-1994), natural do Porto, foi um filósofo, poeta e ensaísta português.
2. Com um sólida preparação académica (Universidade do Porto, Sorbonne, Collège de France, etc.) Agostinho da Silva manteve-se sempre ligado como docente a importantes universidades brasileiras, uruguaias e argentinas.
3. No seu curriculum constam mais de 60 obras, muitas delas publicadas no Brasil, das quais salientamos: "Sentido Histórico das Civilizações Clássicas", 1929; "Sete Cartas a um Jovem Filósofo", 1945; "Reflexões", 1957; "Educação de Portugal", 1989 e "Do Agostinho em Torno de Pessoa", 1988.
4. Para Agostinho da Silva, a Liberdade é a qualidade mais importante do ser humano chegando a afirmar "(...) nunca pense por mim, pense sempre por você (...). São meus discípulos (...) os que estão contra mim; porque esses guardam no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de não se conformarem" - 'Cartas a um Jovem Filósofo'.
5. Tendo dedicado grande parte da sua vida ao ensino, Agostinho da Silva tinha acerca deste um ponto de vista muito peculiar: "Não podemos negar que a escola não deu aos seus alunos todas as possibilidades que lhes devia dar, desprezou os mal dotados, obrigou-os a actos ou tarefas que lhes depuseram na alma as primeiras sementes do desespero ou da revolta, deixando na sombra o que é mais importante - formação do carácter e desenvolvimento da intelegência".
6. "O português não gosta de trabalhar. Se há uma tecnologia que trabalhe por ele, ela que avance. Ele tem coisas mais interessantes para fazer como poeta, do que trabalhar (...). Mas quando é levado a uma função em que tem de trabalhar, ele trabalha".
7. "É preciso (...) que o homem possa entender que o capitalismo existe, não para ficar continuadamente, tendo mais lucro, contando mais juros, e pagando mais dívidas pedindo mais dinheiro emprestado, mas terminar num ponto em que a economia desapareça completamente, em que haja tudo para todos".
Nau
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