domingo, 30 de junho de 2013

Nº. 590 - Portal da Cidadonia


1. Na "Pena e Espada", Duarte Branquinho, em que tanta vez me refugio, dei de caras com um apontamento - Local Contra Global - tendo por base um recente estudo da Deco-Proteste.

2. Os preços dos supermercados, por razões de concorrência, são mais baratos nas grandes urbes do litoral do que no interior do país, dado que nas primeiras existem maior concentração de superfícies comerciais.

3. Claro que tal fenómeno é devido à "tendência do mundo globalizado", argumento que tanto serve para justificar as jogadas oligopolistas, bem como a vacuidade dos governanates lusos, e não só.

4. O nosso bom amigo Duarte Branquinho sabiamente comenta: "é tempo de recuperar as economias locais que foram arrasadas pelas grandes redes de distribuição. Não só teremos melhores preços nas pequenas localidades, como se dinamizarão zonas frequentemente 'esquecidas' do país.

5. Plenamente de acordo. Porém, não basta chamar a atenção para um dos malefícios da estafada globalização, pois o importante é não cruzar os braços e passar das ideias e factos evidentes à acção concertada.

6. Nós, os cooperativistas, temos ventilado esquemas alternativos, avançando com propostas e exemplos de unidades que funcionam, não só em Portugal, como no resto do planeta.

7. O centralismo - que tanto agrada aos burocratas socializantes, como aos "empreendedores" liberais - só poderá ser equilibrado por um forte movimento cooperativista monárquico-comunalista.

Nau

sábado, 29 de junho de 2013

Nº. 589 - Psyche


1. A consciência armazena imagens e emoções, libertando-as a talho de foice num universo muito privado.

2. Embora as imagens correspondam a percepções externas, estas ocupam lugar privilegiado na mente humana, condicionando o comportamento desta.

3. A consciência não tem hipótese de vislumbrar o futuro,embora possa percepcionar algo com base no comportamento e conhecimento adquirido.

4. Logo, a sobrevivência pessoal depende das cautelas e das energias libertadas como adequado recurso, graças à tomada de consciência.

5. A mente poderá existir sem o conhecimento adquirido pela consciência, numa função automática, para-vegetativa.

6. Tomando a alma como imortal, a consciência do conhecimento difere da consciência que separa o bom do mau, embora ambas perecíveis.

7. Sendo a mente sinónimo de entendimento, por vezes esta induz em erro, mentindo convenientemente.

Nau

sexta-feira, 28 de junho de 2013

Nº. 588 - Fim de Semana 26


1. Não há dúvida de que a cooperação entre várias pessoas interessadas em algo comum enrobustece a aprendizagem social, sendo esta um dos fundamentos do comunalismo.

2. O aumento em número dos cidadãos criteriosos que, de motu proprio, se colocam ao serviço da realização do interesse comum, motivam a prática do consenso - fundamento do cooperativismo.

3. Assim, a doutrina cooperativa não contempla apenas o sector económico (embora este faça parte das suas preocupações) por compreender uma função social e cultural.

4. Muitos são aqueles que, tendo uma ideia extravagante acerca do cooperativismo, acha que a prática deste acabaria numa competição desenfreada entre unidades cooperativas, embora incapazes de explicar tais vaticínios.

5. Aqui renovamos a sugestão de ler "O Retrato da Mãe de Hitler", de Domingos Amaral, na certeza de que este escritor surpreenderá até os mais cépticos nestes assuntos.

6. O poder tradicional e o poder revolucionário conduzem, ao fim e ao cabo, à mesma perspectiva social pelo que a solução que se impõe é a da luta popular.

7. O desporto não é o clubismo que exaustivamente se cultiva, tal como a prática cooperativa - realizada sem atender à cor política de cada um - não é uma doutrina totalitária, apenas comunalista.

Nau

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Nº. 587 - Luta Popular


1. Sempre que o poder tradicional se esbate, a alternativa prescinde de todo o tipo de aquiescência da parte dos súbditos.

2. Hábitos ou usanças transmitidas de geração em geração - mesmo quando reforçadas por normas obrigatórias afins da jurisprudência - pouco acautelam perante o poder revolucionário.

3. À conquista do poder por fanáticos - estes imbuídos pelo zelo excessivo em aplicar a doutrina do partido e/ou do credo religioso - segue-se o apaziguamento alienante.

4. O novo poder consolida-se ao fim de algum tempo pelos ajustamentos e/ou interesses criados, pelo que o regresso ao passado é mero equívoco.

5. Por outro lado, o poder revolucionário é simples alteração de mandatos, permanecendo os erros do passado incólumes perante a apropriação pelas minorias do costume.

6. A razão do movimento monárquico-comunalista não é do regresso ao passado, mas do robustecimento dos princípios cooperativos que permitirão fazer face quer ao capitalismo selvagem, quer à burocratização centralizante.

7. Logo, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, contra a apatia nefanda, vota Joana Miranda.

Nau





quarta-feira, 26 de junho de 2013

Nº. 586 - Prelo Real: O Retrato da Mãe de Hitler


1. Domingos Amaral é um jornalista e escritor português, natural de Lisboa, com uma sólida formação académica: licenciado em Economia, na Universidade Católica Portuguesa; mestrado em Relações Internacionais, pela Universidade de Columbia.

2. Como jornalista trabalhou em vários jornais e revistas, tais como "O Independente", "Diário de Notícias", "Grande Reportagem", "City", "Invista", Fortuna", "Diário Económico", etc., extendendo a sua colaboração à Rádio Comercial, bem como à estação tilivisiva SIC.

3. O seu primeiro livro, numa escrita leve e segura, desfia histórias de amores que, sendo um tema velho e recorrente, mantém o leitor preso, desde as primeiras linhas - "Amor à Primeira Vista", Casa das letras, 1998.

4. Também da mesma editora, em 2000, apresentou um policial com o título "O Fanático do Sushi", no qual se desenvolve um trama que lhe é muito grato - mistério e secretismo - com segurança na escrita e imaginação.

5. Seguiu-se "Os Cavaleiros de São João Baptista", Casa das Letras, 2004, uma receita equilibrada de histórias de cavaleiros e templários; cavalheiros da indústria, sexo, organizações secretas e outras coisas mais.

6. Recuperando os mesmos temas, mas referente a épocas nebulosas, deu à estampa outros dois livros: "Enquanto Salazar Dormia" e "Já Ninguém Morre de Amor", ambos da Casa das Letras, respectivamente de 2006 e 2008.

7. O livro mais recente do Domingos Amaral - "O Retrato da Mãe de Hitler", edição Casa das Letras - é uma obra a não perder, pela intriga política, tesouros malditos, etc., numa Lisboa dos anos 40.

Nau

terça-feira, 25 de junho de 2013

Nº. 585 - FAVAIOS


1. Segundo Agostinho da Silva, o portugu^s gosta mais de poetar do que trabalhar - eu diria, mais poetar do que estruturar uma carreira - pelo excesso de uma cultura fideísta.

2. Talvez o clima temperado e o areal atlântico - particularmente o do Sul, com olhos em África e alma mediterrânica - sejam o aroma poético luso, exportado através da diáspora portuguesa.

3. Por mais aprendizagem estruturada que se imponha - combate ao analfabetismo iniciado pela Revolução de 1820 3 multiplicado por centros superiores de ensino - os portugueses continuam aversos ao estruturalismo.

4. Estudar não será aplicar a inteligência à aprendizagem, mas obter uma formatura - elementar, secundária ou universitária - a fim de se poder acomodar m qualquer função burocrática.

5. Os mais diligentes, isto é, aplicados em fazer alguma coisa em benefício próprio, aventuram-se em empreendimentos circunstanciais, atirando às malvas a ética, o credo fideísta e at´re o sectarismo político que apenas serve para alimentar os seus esquemas pessoais.

6. De facto, estou desiludido com aqueles que muito criticam - por tudo e por nada - e são incapazes de tomar em mãos um inovador projecto, utilizando as ferramentas cooperativistas.

7. E porque não fazer enoturismo na Adega Cooperativa de Favaios, onde se realiza a produção dos excelentes Favaios e Favaítos que, a par do vinho do Porto seco, sãoos melhores aperitivos que se produzem em todo o universo.

Nau

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Nº. 584 - Doutrina Cooperativa


1. O cooperativismo não é um sector meramente económico - a par do sector Estado e do sector privado - por compreender uma função social e cultural.

2. Com a característica de associação de classe, as primeiras cooperativas portuguesas apareceram nos bairros populares do Porto e de Lisboa como unidades de consumo.

3. A "Sociedade Cooperativa e Caixa Económica do Porto" iniciou a sua actividade em 1871, com um ambicioso projecto, incluindo vários objectivos.

4. Em Lisboa, a primeira unidade cooperativa teve início 5 anos mais tarde, no Bairro de Alfama, sob a denominação "Caixa Económica Operária", constituida por operários tabaqueiros.

5. Cedo o movimento cooperativo ganhou uma certa dinâmica, comprometida com o caudilhismo republicano que, tradicionalmente maçónico, procurava cultivar adeptos nesse sector.

6. A Salazarquia tudo fez para coarctar a liberdade do movimento cooperativo, particularmente durante o periodo de 1927-1946.

7. Sob a inspiração de António Sérgio, a partir dos anos 50, o movimento cooperativo é remoçado com a criação por aquele pensador monárquico do "Boletim Cooperativo".

Nau

domingo, 23 de junho de 2013

Nº. 583 - Portal da Cidadonia


1. A Comuna consolida-se através do crescente número de cidadãos criteriosos.

2. Cidadãos criteriosos serão aqueles que, de motu proprio, se colocam ao serviço da realização do interesse comum.

3. Na cultura helénica a vida cívica assentava no diálogo inter pares, adequado a um reduzido número de cidadãos.

4. Transposta a experiência dos antigos gregos para a Idade Média esta foi o embrião da autogovernabilidade.

5. O voto universal e o direito foram o recurso quer para o nacionalismo estadunidense, quer para a Revolução Francesa.

6. Tornando-se vantajosa a partidarização do soberano, a República pretende identificar-se com a Comuna, adoptando o sufragismo.

7. Para os comunalistas não é o sufrágio mas o consenso que importa, e este é o fundamento do cooperativismo.

Nau

sábado, 22 de junho de 2013

Nº. 582 - Psyche


1. A aprendizagem consiste na aquisição de conhecimentos  e inicia-se no ser humano mesmo antes deste nascer, prolongando-se até à morte.

2. Claro que a memorização de conhecimentos segundo um plano estruturado e num contexto lógico dá uma apreciável bagagem ao indivíduo que a tal se dedica, desde que o mesmo vá fazendo recapitulações práticas.

3. O risco de não compreender a lógica do que se aprende é o esquecimento, porquanto o conhecimento directo e imediato sem recorrer ao raciocínio depende da maturação individual.

4. A aprendizagem dos padrões de comportamento realiza-se pela observação e imitação dos mais, reforçada por instruções expressas ou meros hábitos culturais, tornando-se eficazes pela prática do consenso que não de penalizações.

5. Factores ambientais condicionam a aprendizagem social resultando cidadãos criteriosos ou indivíduos frustrados, isto é, dependentes, incapazes de assumir a sua plena liberdade.

6. A dependência é o comportamento de carência de atenção - iniciativa reduzida, subordinação elementar, empobrecimento material e espiritual, etc. - cultivada pela minoria dirigente, ciosa do estatuto adquirido, bem como dos privilegiados dos seus pares.

7. No acto que resulta a cooperação de várias pessoas interessadas em algo comum enrobustece-se a aprendizagem social.

Nau

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Nº. 581 - Fim de Semana 25


1. Só hoje tive a oportunidade de escutar o registo da recente intervenção de Dom Duarte no "Clube dos Pensadores", Porto, que considero muito interessante, estranhando apenas a ausência dos contestários habituais.

2. Na semana passada afirmara: "Pensamos após a emoção sentida e transformada consciência num organismo constituido pelo corpo e o cérebro, este aberto a estímulos e a adequadas reacções" - será que os contestatários são uma excepção?.

3. Volto a repetir: "Porém, argumentar iligetimidades capciosas, inaptidão para o cargo e/ou falta de coragem a Dom Duarte Pio - que, sem dúvida, é o herdeiro da Coroa que não um pretendente - é calinada política, para não dizer outra coisa".

4. Como estou voltado para as transcrições, lá vai mais uma: "No comunalismo são as pessoas que contam, fundamentado num autêntico movimento humanista, aliando as valências individuais para a construção de projectos que satisfaçm as necessidades económicas, sociais e culturais comuns".

5. Na real actividade cooperativa (RAC) foi dado o devido relevo ao Instituto Piaget que, além de uma variedade de actividades, abraça países de expressão lusíada, nomeadamente Angola, Cabo Verde e Moçambique.

6. Claro que a referência a Henrique Barrilaro Ruas, como historiador, político e professor universitário, não podia ser esquecida neste espaço, mais como lutador monárquico do que membro da chamada 4ª geração integralista.

7. Na Luta Popular - que deverá ser diária - sublinhamos (mais uma transcrição!): "O Povo não poderá ser, ao mesmo tempo, soberano e súbdito de si próprio, pelo que tal título apenas se adequa ao Rei por este ocupar o primeiro lugar na jerarquia política".

Nau

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Nº. 580 - Luta Popular


1. A governabilidade próxima entre representantes e representados é um mito cultivado por sufragistas que, ronhosa e/ou levianamente, abraçam a República.

2. De facto, a soberania - qualidade do que não tem apelação ou recurso - jamais poderá ser alienada, pelo que o desempenho do representante é sempre corruptível, embora teoricamente mandatado para realizar os trabalhos de Héracles, isto é, a felicidade geral.

3. Por outro lado, o Povo não poderá ser, ao mesmo tempo, soberano e súbdito de si próprio, pelo que tal título apenas se adequa ao Rei por este ocupar o primeiro lugar na jerarquia política.

4. Logo, sendo a política a ciência de governar os povos, a figura consensual do Rei impõe-se apenas como o garante da democracia, por obviar disputas partidárias no topo da comunidade.

5. Todos os outros cargos políticos são mera magistratura, isto é, percurso profissional, tal como é exigido a médicos, advogados, enfermeiros, forças militares e nos diferentes modos de vida.

6. Cabe aos cidadãos criteriosos defender (ombro a ombro com os pares menos capacitados) a sua faculdade de agir de um ou outro modo, ou de não agir, por seu livre arbítrio, isto é, a liberdade cooperativista.

7. Para já, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa onde a vida tresanda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Nº. 579 - Prelo Real


1. Henrique José Barrilaro Fernandes Ruas, historiador, político e professor universitário, nasceu em 2 de Março de 1921, na Figueira da Foz.

2. Formado em História e Filosofia pela Universidade de Coimbra, frequentou, como bolseiro do estado francês, a École de Chartres e o Institut Catholique, em Paris.

3. Defensor do ideário monárquico, Henrique Barrilaro Ruas foi presidente do Centro Académico de Democracia Cristã (1945), tendo corajosamente apelado, durante o III Congresso da Oposição Democrática (1969) pelo fim da Salazarquia.

4. Tendo iniciado a sua carreira docente na Faculdade de Letras de Lisboa (1953-57), prosseguiu a mesma em diversos estabelecimentos de ensino superior privado, leccionando as disciplinas de História, Filosofia e Sociologia da Cultura.

5. Fez parte da 4ª geração do Integralismo Lusitano, juntamente com Afonso Botelho, Perry Vidal e Pacheco de Castro, desenvolvendo grande actividade associativa como membro de organizações culturais e académicas.

6. Publicou vários livros, tais como "O Cristo no Mundo de Hoje", 1949; "A Moeda, o Homem e Deus", 1957; "O Integralismo como Doutrina Política", 1971; "Luis de Camões", 1999; "Dois Imperialismos", 2001, e "Os Lusádas, edição comentada e anotada", 2002.

7. Henrique BarrilaroRuas faleceu de doença cardíaca, no Estoril, a 14 de Julho de 2003.

Nau

terça-feira, 18 de junho de 2013

Nº. 578 - Instituto Piaget


1. O Instituto Piaget é uma cooperativa para o desenvolvimento humano, integral e ecológico.

2. Criado em 1979, o Instituto Piaget tem por objecto proporcionar um ensino de qualidade e difundir valores humanos fundamentais.

3. Diversificando as suas actividades, para além da educação e investigação, o Instituto Piaget abrange várias acções de cariz social.

4. O Instituto Piaget igualmente tem implementado projectos de desenvolvimento em Portugal e na CPLP, bem como a edição de livros.

5. Como instituto de educação superior privado, a sua actividade divide-se por várias zonas do país: Almada, Macedo de Cavaleiros, Viseu, Santo André,Vila Nova de Gaia, Silves e Mirandela.

6. O Instituto Piaget possui escolas superiores de educação e de saúde, bem como institutos superiores de estudos interculturais e transdisciplinares, sendo todos os cursos adequados ao processo Bolonha.

7. O Instituto Piaget desenvolve idênticas actividades em Angola, Cabo Verde e Moçambique.

Nau

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Nº. 577 - Doutrina Cooperativa


1. O comunalismo é a antítese do comunismo, promovendo o primeiro a descentralização e o empreendorismo contra a massificação e a burocracia comunistas.

2. No comunalismo são as pessoas que contam, fundamentado num autêntico movimento humanista, aliando as valências individuais para a construção de projectos que satisfaçam as necessidades económicas, sociais e culturais comuns.

3. Assim como as minorias dominantes abraçaram a República por esta acalentar os seus jogos partidários, cedo as mesmas embarcaram nas teses socialistas procurando, demagogicamente, agradar aos mais.

4. Os comunalistas defendem a ideia que somos todos iguais, embora diferentes, apoiando a figura do Rei como primus inter pares por esta obviar as disputas partidárias no topo da comunidade.

5. Diligencia o comunalismo, numa política meramente cooperativista, adequar a produção e o consumo às necessidades das pessoas, sem a persecução doentia do lucro.

6. Abjurando qualquer vocação totalitária, o cooperativismo monárquico-comunalista afirma-se como o adequado escudo defensivo contra os ímpetos oligárquicos dos capitalistas corporativos, bem como contra a centralização capitalista burocrática dos comunistas.

7. O cooperativismo monárquico-comunalista almeja pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos.

Nau

domingo, 16 de junho de 2013

Nº. 576 - Portal da Cidadonia


1. Quem cala consente, talvez porque nada tenha a dizer ou mera táctica pessoal. No entanto, não se calam certos monárquicos quando deviam estar calados, e falam sem nada de responsável dizer.

2. Em qualquer parte do mundo de feição europeísta, o direito hereditário ocorre quando os sucessores de património - moral ou material - assumem as relações jurídicas em que o defunto figurava.

3. Abre-se aqui um parêntesis para sublinhar que direito em termos gerais significa um conjunto de normas assentes na tradição, complementadas por qualquer convenção ou legislação.

4. Logo, qualquer herança poderá ser considerada vacante apenas quando, desconhecidos os sucessores, cabe ao poder apurar o legítimo herdeiro.

5. No decurso da história pátria os exemplos são vários, todos eles solucionados pelos interesses políticos do momento: D. Sancho II, D. João I, D. Manuel I, D. João IV e por aí fora.

6. O próprio D. António Prior do Crato, derrotado pela força das circunstâncias, não hesitou em avançar contra tudo e todos do seu tempo sem o apoio das Cortes, lutando com dignidade até ao fim dos seus dias.

7. Porém, argumentar ilegitimidades capciosas, inaptidão para o cargo e/ou falta de coragem a Dom Duarte Pio - que, sem dúvida, é o herdeiro da Coroa que não um pretendente - é calinada política, para não dizer outra coisa.

Nau

sábado, 15 de junho de 2013

Nº. 575 - Psyche


1. Sentimos uma emoção pela reacção do nosso organimo. A natureza humana é o conjunto de características inerentes ao bicho homem, do qual salientamos a sexualidade e o sentimento egoista.

2. Salientamos estes dois pela primeira acautelar a reprodução da espécie e o segundo tudo referir a si próprio.

3. Ambas são reacções do nosso organismo, mensagens químicas transportadas atraés da circulação sanguínea e transformadas em sinais neurais.

4. Logo, sentimos uma emoção através do processo electroquínico das vias nervosas, nomeadamente aquelas sob o controlo dos córtices pré-frontais.

5. Da emoção produzida no ânimo pela vista ou audição de qualquer coisa seguem-se várias etapas até à emergência do sentimento.

6. Pensamos após a emoção sentida e transformada consciência pelo corpo e o cérebro, este aberto a estímulos e a adequadas reacções.

7. A sobrevivência da espécie fundamenta-se nas emoções que alertam o processo de sentir, insentivando o organismo para a tomada de consciência.

Nau

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Nº. 574 - Fim de Semana 24


1. O fecho da semana anterior foi sintomático porquanto a evocação da República romana apenas serviu para dar relevo a uma minoria dirigente transversal na civilização europeia, e não só.

2. Claro que o início da semana não podia ser auspicioso. A falta de propostas sustentáveis conduzem à sublimação de valores indefiníveis e, sempre que estes são questionados, descambam em vulgarismos pouco dignificantes.

3. O apelo para o regresso às raízes da cooperação forçosamente tinha que ser lançado por respeito à doutrina defendida neste espaço, contra a burocracia e a propriedade exclusiva.

4. A falta de iniciativas é tão nefasta como a renúncia da procura de novos rumos. Criticar, aliás, vituperar é fácil, mas construir projectos válidos é o objectivo que se impõe no presente.

5. Chamamos à colação Agostinho da Silva muitas vezes celebrado mas pouco compreendido, particularmente quando este almejava por uma comunidade onde houvesse tudo para todos.

6. Fechámos a semana opondo a cooperação à competividade entre as pessoas, em plataformas independentes, livres de qualquer tutela.

7. A luta popular foi o tema privilegiado durante toda a semana. Quem quer usar da apalvra?.

Nau

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Nº. 573 - Luta Popular


1. As mudanças sociais só poderão ocorrer mediante a tomada de consciência da maioria dos cidadãos criteriosos, quer estes façam parte da minoria dominante, quer da maioria dominada.

2. Dado que o Estado de direito é o instrumento ao serviço da classe dominante, a substituição desta por quadros políticos de esquerda resulta, a curto prazo, no mero aburguesamento do poder.

3. Aqui aburguesamento não se limita ao dar ares ou modos de burguês, isto é, cultivar a acumulação de bens para benefício próprio mas, através desta, ganhar o acesso privilegiado ao poder, influenciando-o e impondo a sua vontade sobre os mais.

4. Gramsci cedo se apercebeu da degeneração estaliniana e de imediato apelou para uma consciencialização activa do processo revolucionário como alternativa anti-burocrática, tendo a sua premunição sido interpretada como mera simpatia pelo trotskismo.

5. Por outro lado, o maoísmo - expurgado da insurreição armada para a conquista do poder - estritamente atende a estrutura militar de promoções por mérito pessoal atenuando o carreirismo cultivado dentro do aparelho partidário, por mais vanguardista que este se apresente.

6. O cooperativismo monárquico-comunalista retoma o idealismo proudhoniano, respaldado no associativismo luso, opondo a cooperação e o apoio mútuo em unidades independentes, livres de qualquer tutela, à competividade entre as pessoas, ronhosamente explorada pelas minorias dirigentes.

7. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, o bom-senso comanda - vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Nº. 572 - Prelo Real: Agostinho da Silva


1. George Agostinho Baptista da Silva (1906-1994), natural do Porto, foi um filósofo, poeta e ensaísta português.

2. Com um sólida preparação académica (Universidade do Porto, Sorbonne, Collège de France, etc.) Agostinho da Silva manteve-se sempre ligado como docente a importantes universidades brasileiras, uruguaias e argentinas.

3. No seu curriculum constam mais de 60 obras, muitas delas publicadas no Brasil, das quais salientamos: "Sentido Histórico das Civilizações Clássicas", 1929; "Sete Cartas a um Jovem Filósofo", 1945; "Reflexões", 1957; "Educação de Portugal", 1989 e "Do Agostinho em Torno de Pessoa", 1988.

4. Para Agostinho da Silva, a Liberdade é a qualidade mais importante do ser humano chegando a afirmar "(...) nunca pense por mim, pense sempre por você (...). São meus discípulos (...) os que estão contra mim; porque esses guardam no fundo da alma a força que verdadeiramente me anima e que mais desejaria transmitir-lhes: a de não se conformarem" - 'Cartas a um Jovem Filósofo'.

5. Tendo dedicado grande parte da sua vida ao ensino, Agostinho da Silva tinha acerca deste um ponto de vista muito peculiar: "Não podemos negar que a escola não deu aos seus alunos todas as possibilidades que lhes devia dar, desprezou os mal dotados, obrigou-os a actos ou tarefas que lhes depuseram na alma as primeiras sementes do desespero ou da revolta, deixando na sombra o que é mais importante - formação do carácter e desenvolvimento da intelegência".

6. "O português não gosta de trabalhar. Se há uma tecnologia que trabalhe por ele, ela que avance. Ele tem coisas mais interessantes para fazer como poeta, do que trabalhar (...). Mas quando é levado a uma função em que tem de trabalhar, ele trabalha".

7. "É preciso (...) que o homem possa entender que o capitalismo existe, não para ficar continuadamente, tendo mais lucro, contando mais juros, e pagando mais dívidas pedindo mais dinheiro emprestado, mas terminar num ponto em que a economia desapareça completamente, em que haja tudo para todos".

Nau

terça-feira, 11 de junho de 2013

Nº. 571 - RAC


1. Várias vezes tenho sido contactado por cépticos cooperativistas que apontam o dedo acusador a unidades cooperativas que existem, mas não funcionam.

2. Outros evidenciam a indiferença dos associados na prática cooperativa, esta limitada a formalismos e/ou a rotinas pouco inovadoras e raramente gratificantes.

3. Apnta-se o dedo a uma classe de gestores que faz o percurso profissional naquelas funções com pouca capacidade de estabelecer novos rumos e/ou projectos aliciantes.

4. Sem dúvida que a cooperativa é uma plataforma para a dinamização de actividades vantajosas para os associados desde que estes se sintam identificados com as mesmas.

5. Muitos também são aqueles que carecem de algumas dicas, pois não sabem que tipo de projectos poderão implementar, nem onde adquirir alguns dados para esse efeito.

6, Paracomeçar, a Internet poderá facultar a informação adequada como, por exemplo: http://www.agênciafinanceira.iol.pt./economia-nacional/frio-calor-ar-condicionado-universidade-do-minho/323524-5205.html.

7. A referência acima corresponde a um novo material criado por investigadores da Universidade do Minho que, misturado com argamassa, modela a inércia térmica, para que a habitação aqueça no inverno e arrefeça no verão.

Nau

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Nº. 570 - Doutrina Cooperativa


1. O gregarismo foi o impulso natural que levou o homem a congregar-se por tal lhe proporcionar uma melhor articulação e segurança.

2. Na consolidação de tal instinto salientaram-se: o chefe que, pela força física e/ou mera empatia, disciplinou as relações entre os mais; a figura do sacerdote, este pelo misto de curandeiro e intérprete dos deuses.

3. Embora a cooperação fosse a tendência inicial para a angariação do sustento da comunidade, cedo alguns membros desta adquiriram o hábito de acumular excedentes para benefício próprio.

4.A amontoação dos referidos excedentes permitiu uma relativa independência aos elementos mais diligentes, aliando-se os da mesma farinha a fim de evitar o esbulho dos mais.

5. Logo, a minoria abastada, aliando-se ao chefe como membro do conselho deste, chegou a eliminar os da mesma igualha, sempre que tal lhe fosse conveniente.

6. Certo é que, tanto no pendor monárquico como no anarquizante, a minoria dirigente fomentava o empobrecimento da maioria a fim de melhor a controlar.

7. Porém, hoje, para combater a burocracia - socialista e/ou liberal - forçoso é reforçar a cooperação entre os homens, sendo a resposta mais racional a do cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

domingo, 9 de junho de 2013

Nº- 569 - Portal da Cidadonia


1. A catexia é o engrandecimento progressivo do Eu e este acontece de modo gradual tornando difusa a distinção entre o dito e o mundo.

2. Logo, o amor será a expansão natural do Eu, esbatendo fronteiras, criando a unicidade com o Universo, por muito curta que esta seja, isto é, na ordem de segundos.

3. Por vezes o amor (de gratificante) torna-se obcessivo, quase místico e intolerável, ganhando o Eu uma ascenção vertiginosa à torre de marfim.

4. Da afinidade passa ao rancor e deste ao ataque mordaz a tudo e a todos que possam beliscar o seu conceito pessoal e fome de imortalidade.

5. Assim, no espaço internautico muitos são aqueles que têm apenas certezas, não suportando que outros se atrevam a manifestar conceitos diferentes dos seus.

6. Em alguns espaços ditos monárquicos a intervenção desvairada de certos corifeus (ou meros clones de pretenso corifeu) é impressionante pelo desbragado vociferar.

7. Lamento que os alvos do referido energúmeno tenham sido Beladona Leonor e Paulo Especial. Tal amostra de incivilidade, para mim, bastou - jamias voltarei a visitar tal espaço.

Nau

sábado, 8 de junho de 2013

Nº. 568 - Psyche


1. A República romana (509 a.C.) era mera oligarquia, sendo o poder exercido por uma força minoritária que controlava os bens de produção.

2. Sempre que dessa minoria emergia um chefe carismático, este procurava enfraquecer a moral dos governados promovendo a desconfiança e o empobrecimento entre os mais.

3. Claro que a democracia, até no berço helénico, é a expressão de uma minoria dirigente, embora se mascare de poder delegatário e/ou consenso piramidal nos tempos modernos.

4. A ronhosa associação de República à Democracia é mera estratégia de branqueamento do republicanismo do passado, tentativamente embrulhado em roupagens modernistas.

5. Porém, tanto a República timocrática estadunidesnse, como a República caudilhesca venezuelana, sem esquecer a República teocrática iraniana e a República nacionalista norte-coreana, são farinha do mesmo saco.

6. A República assenta no precário consenso legislativo que acaba mesmo antes do prazo previsto, justificando as promoções de última hora - pão, circo e sinecuras.

7. Logo, o consenso ancestral no topo da hierarquia obvia lutas partidárias naquele sector e a economia social impõe-se como fomentadora da Democracia através da prática cooperativista monarquico-comunalista.

Nau

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Nº. 567 - Fim de Semana 23


1. Comecei por relembrar o justíssimo puxão de orelhas dado pela Caríssima Beladona Leonor, assumindo o papel de reincidente, pela força das circunstâncias.

2. Recapitulei os fundamentos do cooperativismo citando o Artº. 2, Cap. I, Disposições Gerais, alinea 1 do respectivo Código.

3. ATLAS foi o exemplo trazido à colação como a cooperativa portuense vocacionada para a animação sócio-cultural, acções de formação profissional e outras coisas mais.

4. Sublinhei a importância do Prelo Real como modesto contributo da nossa parte para dinamização do projecto luso-castelhano.

5. Voltei ao tema da luta popular e da figura carismática de Garcia Pereira que muito contribuirá para a reforma da mentalidade portuguesa.

6. Hoje respira-se calmamente porquanto o fim de semana a tal convida, não esquecendo que amanhã será tempo para reflexão.

7. Entretanto, ninguem se engana, ninguém faz de Landa* e vota Joana Miranda.

Nau

*Mãe do tirano de Corinto.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nº. 566 - Luta Popular


1. A luta continua mas, esperançosamente, numa linha mais pragmática e racional.

2. Os jogos partidários do rotativismo em curso a nada conduzem; apenas satisfazem os interesses de oportunistas e o vedetismo de alguns desempregados.

3. Impõe-se a via realista porquanto o sentimento trágico apenas abre as portas aos salvadores habituais cuja fama, à semelhança de certos jogadores de futebol, é efémera.

4. Logo, urgente é substituir o sentimento trágico pelo sentimento prático dado que a expectativa de um desastre poderá sempre ocorrer - com cautelas ou sem cautelas - mas com natural míngua de avisos prévios.

5. O maior partido da oposição promete basicamente aquilo que o seu rival já prometeu e não cumpriu, pelo que a mudança será de estilo ou talvez apenas de colorido.

6. Importa é a reforma da mentalidade lusa, tal como é aqui sugerida - cooperativismo monarquico-comunalista - optando por imediato apoio a Garcia Pereira do PCTP/MRPP porquanto deste sabemos a orientação e determinação.

7. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, ninguém cruza os braços ou debanda pois vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Nº. 565 - Prelo Real


1. Hoje não evoco qualquer figura de relevo nas letras portuguesas e procurarei responder à questão que a muito boa gente ocorre: porquê o impasse editorial?

2. A questão primeira é a burocracia. Registos e papelada, papelada e registos metem medo ao mais afoito argonauta e, embora o entusiasmo e os incentivos de boa gente sejam estimulantes, a coisa emperra por minudências.

3. Por outro lado, a função editorial tem os dias contados (segundo os gurus habituais) não pelo custo da impressão das obras literárias, mas pelo desinteresse por estas; pelas dificuldades em colocar as obras no mercado; pela carência de recursos humanos.

4. Sugestões de parceres e promessas em apoiar os circuitos de distribuição são muitas mas, repito, carecem de sólidas estruturas e de pessoas dedicadas (de corpo e alma) à selecção das obras literárias; ao estabelecimento de contratos - impressão e distribuição - bem como à promoção da obra em si.

5. Muitos têm sido aqueles que nos têm contactado dispondo de manuscritos com temas e títulos aliciantes, mas a coisa não está a ser fácil - até nos aspectos legais! - pelo que a todos rogo: paciência; vamos pelo seguro.

6. Claro que a nossa ambição será dinamizar um Prelo Real com ramificações nos países de expressão lusíada, bem como na diáspora portuguesa, pois acreditamos que as línguas ibéricas serão um veículo de cultura - divulgação, investigação e força criativa - a breve trecho.

7. Entretanto, continuamos abertos a todo o tipo de sugestões e bem haja os espírito lusíado.

Nau

terça-feira, 4 de junho de 2013

Nº. 564 - RAC - ATLAS


1. ATLAS foi constituida na cidade do Porto, a 28 de Agosto de 1997.

2. Esta cooperativa tem por objecto a animação sociocultural e comunitária, sendo de destacar as acções de formação profissional.

3. Seguindo as orientações da 'ACI - Aliança Cooperativa Internacional' e as 'Recomendações da 90ª Conferência Internacional do Trabalho', ATLAS procura contribuir para o reforço do movimento cooperativo.

4. A "Nova Era da Distribuição da Abundância" para todos e todas, como preconizava António Sérgio, é o lema desta cooperativa.

5. O 'Gabinete de Empregabilidade' proporciona apoio informativo e processual de forma ao aproveitamento das experiências profissionais dos seus sócios.

6. Tendo aderido ao 'Pacto Global', iniciativa da Organização das Nações Unidas, ATLAS tem por missão criar nas empresas políticas de sustentabilidade, bem como de responsabilidade social.

7. Na luta citada no parágrafo anterior, ATLAS integra, na qualidade de membro, a "OCPLP - Organização Cooperativa dos Povos de Língua Portuguesa".

Nau

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Nº. 565 - Doutrina Cooperativa


1. O esquema gizado para apresentação dos apontamentos semanais aqui no CECIM compreende dois espaços dedicados ao cooperativismo: doutrina e referências.

2. Tendo o ano 52 semanas, e tomado à letra a intenção manifestada, no final de 12 meses a matéria doutrinária estaria esgotada, embora os exemplos de unidades cooperativas continuassem devido à natural pujança destas.

3. Logo, bom seria que as questões acerca de casos específicos fossem aqui apresentados a fim de serem reduzidos a minudências e estas tomadas como preceitos em ocasiões similares.

4. Porém, as intervenções neste espaço estão limitadas ao correio electrónico e aos assuntos de carácter muito particular, pelo que a alternativa será levantar problemas acerca do futebol - será que o Chiquinho vai sair do clube A para o clube C?.

5. Outra hipótese será dizer mal do que se faz, porquanto o tomar iniciativas para a criação de projectos factíveis está arredado do espírito de Catões puritanos, mais empenhados a dar nas vistas do que ter uma visão clara, ponderada, acerca de qualquer assunto.

6. Recapitulando e segundo o Código Cooperativo português Artº 2º, Cap. I, Disposições gerais, alinea 1, "As cooperativas são pessoas colectivas autónomas, de livre constituição, de capital e composição variáveis, que, através da cooperação e entreajuda dos seus membros, com obediência aos princípios cooperativos, visam, sem fins lucrativos, a satisfação das necessidades e aspirações económicas, sociais ou culturais daqueles."

7. Aproveito a oportunidade para lembrar que ACI significa "Aliança Cooperativa Internacional", sendo uma organização que agrupa as cooperativas de todo o mundo; encontra-se ligada ao Conselho Económico e Social da ONU, além de colaborar com a UNESCO e a OIT - Organização Internacional do Trabalho.

Nau

domingo, 2 de junho de 2013

Nº. 562 - Portal da Cidadonia


1. Certa vez, recebi um puxão de orelhas dado pela caríssima Beladona Leonor, no 'monarquicos.com indice', por acusar muito boa gente de cripto-republicanice, bem como dar ênfase à figura do cidadão criterioso.

2. Cripto-republicanice é palavra muito complicada porquanto formada por vários elementos, a saber: cripto, que transmite a ideia de coisa oculta; republico/a que, entre outras coisas, significa partidário/a de República; (sa)canice, procedimento de alguém que não tem carácter.

3. Quanto ao adjectivo criterioso ninguém tem dúvida ser pessoa de bom senso, apreciação segura e que, sobretudo, raciociona com lógica, isto é, com bom critério, capaz de tomar decisões e assumir responsabilidades ajuizadamente.

4. Afirmar-se monárquico até poderá ser um equívoco não deliberado, mas assumir o direito de criticar todo o mundo por não ser tão ignorante como o próprio crítico é, sem dúvida, de um mau gosto indesculpável.

5, Logo, cabe às cabecinhas pensantes ditas monárquicas lutarem pelo regresso do Rei, limitando-se o herdeiro da Coroa portuguesa a manter a sua disponibilidade para o efeito.

6. De facto, a figura do Rei apenas serve para garantir a democracia não permitindo que qualquer força partidária atinja o topo hierárquico para controlo dos seus jogos políticos.

7. Acusar o herdeiro da Coroa portuguesa de falta de dinamismo quando tal falta é devida à incapacidade dos monárquicos gizarem um plano de acção comum, só pode ser atribuido a pessoas com traumas inconfessáveis.

Nau

sábado, 1 de junho de 2013

Nº. 561 - Psyche


1. Quaisquer problemas só poderão ser resolvidos por eventuais soluções.

2. Logo, importante é enfrentar os problemas sem os atirar para detrás das costas, procurando resolvê-los com determinação e responsabilidade.

3. Alegar que a responsabilidade é dos outros não é solução - adiar não é sinónimo de resolver, mas de expectável frustração.

4. Com experiência adquirida e maturação estaremos habilitados para melhor enfrentar os problemas do dia-a-dia sem o frustâneo amargo de boca.

5. Fugir à dor da responsabilidade é negar a cidadania; coarctar a liberdade e negar o direito (ou qualquer tentativa) de ser feliz.

6. A introspecção rigorosa e continuada é necessária porquanto impossível será compreender os problemas diários sem atender que não estamos sós no mundo.

7. Conquistar a felicidade não é fácil; no entanto, qualquer tentativa deliberadamente arquictetada, poderá ser recompensadora.

Nau