sábado, 25 de maio de 2013
Nº. 554 - Psyche
1. O endividamento dos países à escala internacional não tem resultado em convulsões políticas como outrora, embora o FMI e quejandos continuem a apresentar planos de ajustamentos estruturais - que não passam de inacção pública deliberada - de parcos frutos e consequências alarmantes.
2. Ao investimento criador de riqueza opõem os tecnocratas o lucro imediato (juros) para os mesmos de sempre, alegando que os fundos até então disponibilizados satisfizeram apenas interesses particulares, porquanto investidos em áreas não rentáveis a curto prazo tais como a instrução, a construção de infra-estruturas não prioritárias, prestações sociais pouco acauteladas e outras coisas mais.
3. Sustentar o Estado-providência de crescimento exponencial é alimentar o mundo da burocracia que, à semelhança das drogas pesadas, dão lucro a muita gente mas cria uma dependência implacável, sobretudo útil para o sector partidário, mas conduzindo à infantilização ainda maior da massa ignara.
4. O Estado-providência, sob a capa de Estado-protector, assenta num modelo de mercado que é suposto desprezar, visando substituir a caridade religiosa pela probabilidade estatística, acabando como assistência aos necessitados a prazo muito curto, sem a resolução do problema de fundo, isto é, a sustentabilidade de tais medidas.
5. Na perspectiva de um desaire ainda mais grave, avança-se com a ideia peregrina da retoma das políticas de seguro, dado que estas proporcionam uma democracia vigiada, conveniente ao jogo paternalista, digo, partidário, por via de alternância no poder, sob o estafado argumento de exaustão dos governantes e das medidas em curso, mas sem enunciar as milagrosas soluções.
6. Possivelmente uma inflação controlada; projectos inovadores que diminuama dependência no crude oil; o aumento dos salários e a redução do tempo de trabalho possa atenuar o flagelo do desemprego e facilitar uma retoma mais consistente, tal como foi ensaiado no século passado.
7. Dentro em breve os países asiáticos (sobretudo a China) representarão cerca de metade do PIB mundial... a saída da depressão europeia só poderá ser possível por via solidária, senão não.
Nau
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário