domingo, 5 de maio de 2013

Nº. 534 - Portal da Cidadonia


1. Por mais voltas que se dê, o resultado é sempre o mesmo: a falta de credibilidade da maioria dos monárquicos que por aí anda em questiúnculas envolvida impede uma solução política a curto prazo.

2. Sistematicamente se acusa os opositores de plausíveis erros, mas tais desaires são colmatados através de propostas nefelibatescas que, por muito boa vontade que se verifique no comum dos eleitores, poucos se mostrariam interessados em alinhar numa solução monárquica.

3. O regimen vigente persiste dado que as hipóteses de mudança são mínimas. Logo, resta o multipartidarismo anódino e a alternância que assegura a continuidade; ou o monopartidarismo vigorosamente policiado para dissuadir os inconformistas a manterem-se a distância e, sobretudo, calados.

4. Assim, o multipartidarismo, como é óbvio, de cariz oligárquico, segue o curso normal conduzido por demagogos que vendem o seu peixe com largos benefícios e, sempre que a maralha se manifesta, muda de cor, tal como o camaleão, mantendo tudo tal qual como estava.

5. Os adeptos do monopartidarismo avançam com um esquema político na forma de pirâmide em que as bases, em assembleias múltiplas, elegem os seus representantes e estes, em reuniões similares, nomeiam outros delegados, consecutivamente, até ao cume, onde tomam lugar os bonzos do costume.

6. Tudo isto acontece porquanto a maralha normalmente se borrifa para a política, estando apenas interessada em que lhes façam promessas e lhes ofereçam coisas gratificantes ou, pelo menos, não seja obrigada a assumir responsabilidades e, sob o secretismo do voto, lá vai fazendo pela vida pois, tanto o sufrágio do cidadão criterioso como o de qualquer imbecil, vale o mesmo.

7. Claro que o cooperativismo está longe de ser a panaceia universal, mas escola para a formação de cidadãos criteriosos rumo a uma solução CMC: cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

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