quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nº. 538 - Luta Popular


1. Luta Popular é o título do órgão oficial do combativo e sempre jovem PCTP/MRPP, por nós copiado porquanto, sem determinação própria e a vontade da grei, não há cooperativismo que nos valha.

2. Quando um social-democrata, preconizando a obtenção de reformas sociais por meios parlamentares, nos afirma que a sua preocupação principal é a redistribuição da riqueza, nós respondemos à laia de Afonso Lopes Vieira, pois bem: como cooperativistas, o nosso objectivo é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperantes.

3. Quando um socialista, defendendo uma sociedade sem classes, baseada na propriedade colectiva dos instrumentos de produção por meio de reformas, respeitando a democracia parlamentar do tipo da Europa ocidental, nós respondemos, pois bem: como cooperativistas procuramos uma sã democracia na tomada de iniciativas e decisões, tanto na unidade cooperativa, como na comuna, porquanto somos medularmente comunalistas.

4. Quando um comunista, advogando um sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada; a supressão das classes sociais através do controlo político pelo proletariado, nós respondemos, pois bem: como cooperativistas queremos a liberdade de nos relacionar com outras organizações - públicas ou privadas - que nos permita manter fortalecido o movimento cooperativo.

5. Quando um liberal sublinha que apenas o empreendorismo de cidadãos capazes é a mola para a criação de riqueza e que, através de impostos proporcionais, se poderá ocorrer aos mais necessitados, nós respondemos, pois bem: como cooperativistas todos os sócios contribuem equitativamente e  controlam democraticamente o capital da cooperativa, agindo de motu próprio como empresário/patrão e trabalhador comum, a fim de assegurar a dignidade dos mais como cidadãos de pleno direito.

6. Quando uma esquerda meramente republicanoide e extremista nos pretende dar conselhos acerca da instituição política mais adequada aos seus interesses partidários, afirmando que não são súbditos de ninguém; que apenas o voto pode legitimar a tirania e outras coisas mais, nós, como monárquico-comunalistas não responderemos pois bem: não admitimos sequer que nos falem com desdem.

7. Como cooperativistas, todos os sócios contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital da cooperativa, agindo em consonância como empresário/patrão e tabalhador socialmente responsável que, na realidade, somos. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, com a força que a razão manda, vota Joana Miranda.

Nau

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