sábado, 4 de maio de 2013

Nº. 533 - Psyche


1. O fanatismo de alguns que se julgam inspirados pela divindade e capricham pelo doentio zelo religioso é inevitável.

2. Próximo destes estão aqueles que, imbuídos do espírito sectário, pretendem impor sistemas políticos hipoteticamente científicos, de racionalidade capciosa.

3. Caracterizam-se os primeiros pelo imobilismo avesso à ideia do progresso e apego a uma tradição mítica que perdura devido à dificuldade dos seus sequazes se integrarem no tempo real.

4. Os segundos são revolucionários gramscistas que dizem acreditar no fim das ideologias mas advogam um conjunto de receitas ideologico-económicas de fiabilidade duvidosa.

5. Supostos monárquicos condenam o iluminismo - doutrina do século XVIII caracterizada pela exagerada confianaça do homem na sua capacidade racional - pela divinização do homem e humanização do divino.

6. Como matéria académica, o iluminismo será uma referência, mas procurar no divino inspiração para a reforma das mentalidades é tão displicente como humanizar o infinito.

7. O homem é uma colecção de partículas e, tal como a natureza que nos rodeia - galáxias, quasares, raios cósmicos, etc. - susceptível de mudança, logo, de reforma mental.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário