sábado, 18 de maio de 2013
Nº. 547 - Psyche
1. No último apontamento foram sublinhadas apenas as duas espécies de poder - o político e o espiritual - o primeiro como a capacidade de coacção sobre os mais; o segundo como a aptidão para assumir responsabilidades e tomar decisões.
2. De facto, a natureza do poder no aspecto dicotómico será tido como tal mas, sob o ponto de vista substantivo, o que é o poder, para além da faculdade ou possibilidade de algo, como força, valimento ou autoridade serena.
3. Tomar decisões, significa estar consciente, mas tal é mera expressão descritiva relacionada com a percepção imediata e segura de algo que poderá não ser constante, tornando-se consciente ou inconsciente, pairando até como estado latente, porquanto há determinadas percepções que, por bloqueio, serão incapazes de se tornarem conscientes.
4. Segundo a teoria operatória de J. Piaget, a percepção que proporciona o acto para tomar decisões consiste de um processo envolvendo uma certa interacção entre o sujeito que percepciona e os objectos e/ou acontecimentos percepcionados, tendo presente que os sistemas sensoriais detectam a informação e, tornando-os impulsos, apenas processam parte destes para os respectivos centros cerebrais.
5. O poder como domínio tradicional fundamenta-se no acreditar na santidade dos costumes, bem como na legitimidade daqueles chamados ao citado domínio; o domínio legal pressupõe que a lei foi estabelecida racionalmente enquanto que o poder carismático assenta nos talentos do chefe e/ou nos interesses da minoria que o mantém.
6. Segundo Max Weber, o poder tende a ser, cada vez mais, burocrático aliado a uma figura de carisma super partidária que poderá assegurar uma instituição democrática desde que o número de cidadãos criteriosos - aqueles que fazem apreciações ajuizadas, seguras, cultivando o bom senso - possam conter os interesses particulares das eternas forças oligárquicas.
7. Porém, a aldeia global indicia um Estado burocrático na mesma linha sugerida por Hegel ou um Estado socialmente homogéneo anunciado por Marx, embora o homem continue no sentido de Estados com várias fronteiras de permeio - económias, culturais e religiosas.
Nau
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