sexta-feira, 17 de maio de 2013
Nº. 546 - Fim de Semana 20
1. Ao que parece, ainda existe alguns maduros agarrados à triologia "Deus, Pátria, Rei" que, pela calada, visitam os cinco apontamentos dedicados neste espaço a tal matéria (Nºs. 179, 180, 327, 328 e 329), sem deixar qualquer comentário.
2. Para lhes poupar tempo e trabalho, vou fazer uma síntese da ideia que tenho acerca da referida triologia, lembrando que o mito é simples ficção alegórica, atribuida a Nuno Álvares Pereira (1360 - 1431), Condestável do Reino, mas que no século XIV o conceito de pátria, como Estado em que o indivíduo nasceu e ao qual pertence como cidadão, não existia.
3. Ninguém esquece a importância que Nuno Álvares Pereira teve na implementação da estratégia militar que fez gorar as ambições do rei de Castela de então, ardilosamente conduzindo a fina flor da cavalaria normanda (que acompanhava o referido rei) para um reduto que se fechou à passagem dos cavaleiros e onde estes foram degolados após a total rendição.
4. Claro que o factor sorte também bafejou as armas lusas, porquanto o invasor, não estando familiarizado com as novas tecnologias de então, atreveu-se a utilizar uma arma de artilharia pirobalística feita com barras de ferro forjado coladas com aduelas de pipa, ligadas por caldeamento umas às outras e reforçadas com cintas metálicas que, ao troar, empinavam os cavalos, escouceando estes as hostes em que estavam integrados.
5. Logo, da triologia atribuida a Nuno Álvares Pereira, resta Deus e a figura do Rei, esta tomada como referência por não fazer parte de qualquer ideia partidária, enquanto que o divino permanece apenas no coração dos crentes porquanto forçoso é o Estado moderno ser impermeável a toda a influência eclesiástica ou religiosa, devido aos múltiplos credos existentes em todas as comunidades.
6. Sublinhada que foi a figura do Rei ser apenas uma referência e tendo presente que há duas espécies de poder - o político e o espiritual - verifica-se que o primeiro reside na capacidade de coagir alguém estimulando paixões como fazem os demagogos candidatos a dirigentes políticos; o segundo, a capacidade de tomar decisões, cultivada pelos cooperativistas que através da prática de uma economia social a utiliza como o escudo possível contra o centralismo burocrático, bem como contra os oligarquismos especulativos.
7. Sendo a referência a relação de algumas coisas entre si, o cooperativismo monarquicomunalista é a força espiritual rumo ao futuro.
Nau
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