sexta-feira, 31 de maio de 2013

Nº. 560 - Fim de Semana 22


1. Arengámos contra o Estado de direito e da ditadura burocrática logo no início da semana.

2. No Facebook do Arnaldo Albergaria apontámos o dedo ao esvaziar de certas ideologias políticas e ao desaforo das seitas religiosas.

3. Chamámos a atenção para os fundamentos do movimento cooperativo na esperança de que os monárquicos das críticas passem à acção.

4. No dia seguinte, documentámos a força do movimento cooperativo com dados estatísticos que, embora desfazados no tempo, demonstram que o cooperativismo monárquico-comunalista é uma boa solução.

5. Recordámos Mário Saraiva que, desde os verdes anos, combateu com denodo a Salazarquia e, após esta, apresentou soluções para a 3ª República.

6. Lembrámos que também há saídas para a crise económica/política do presente em Portugal, basta estar atento ao PCTP/MRPP.

7. No entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, em vez de andar de bolanda em bolanda, vota Joana Miranda.

Nau

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nº. 558 - Prelo Real: Mário Saraiva


1. Mário Saraiva, médico por profissão, nasceu em Guimarães a 19 de Maio de 1910, notabilizando-se, ainda quando estudante em Coimbra, como activista monárquico.

2. Desportista, pintor, jornalista, etc., Mário Saraiva filiou-se, em 1933, no Movimento Nacional-Sindicalista liderado por Alberto de Monsaraz e Francisco Rolão Preto, movimento proibido e desmantelado por Salazar no ano seguinte.

3. Porém, Mário Saraiva prosseguiu na luta contra o legado da 1ª República dos desvarios partidários, bem como contra a Salazarquia republicana da polícia de Estado de então, comparável - nos métodos e desfaçatez - às piores polícias de Estado daquele tempo.

4. O Integralismo Lusitano defendeu, entre 1914 e 1933, uma monarquia antiparlamentar, atribuindo ao rei as funções executivas - defesa diplomática e militar, gestão financeira, chefia do poder judicial - sustentando que a descentralização seria realizada por organismos intermédios - corporações, sindicatos, famílias, paróquias, províncias e municípios - sob o lema "Governo do Rei, Administração do Povo".

5. Em 1944, publica Mário Saraiva o livro doutrinário "Claro Dilema - Monarquia ou República?", assumindo-se, no início dos anos 60, como neo-integralista, pugnando pelo regresso do Rei e defesa dos direitos cívicos, da liberdade da Grei nos negócios da sua governação, da autonomia política-administrativa da Comunidade.

6. Além do "Claro Dilema", Mário Saraiva publicou "Os Pilares da Democracia", 1949; "coordenadas do Poder Real", 1961; "Razões Reais", 1970; "Ás Portas da Cidade",1976; "Contra Democracia", 1983; "O Caso Clínico de Fernando Pessoa", 1990; "Em Tempo de Mudança", 1992; "Pessoa, Ele Proprio", 1992; "D.Sebastião na História e na Lenda", 1994; "Frontalidade - Ideias, Figuras e Factos", 1995; "Apontamentos - História, Literatura, Política", 1997; "Impressões e Memória", 1998 e "Ideário", 2000.

7. Sem dúvida que Mário Saraiva é uma referência do ideário monárquico, até para o movimento cooperativo monárquico-comunalista.

Nau

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Nº, 559 - Luta Popular


1. Como é normal nas presentes circunstâncias, o PCTP/MRPP apoiou a manifestação "TODOS A BELÉM E GOVERNO PARA A TUA!" do passado dia 25 do corrente.

2. Porém, ao contrário do PS, o PCTP/MRPP tem propostas para enfrentar a presente crise política e económica, não se limitando às manifestações de protestos.

3. No dia 30 de Maio, pelas 21h30, todos são convidados a estar presentes na Aula Magna da Reitoria da Universidade de Lisboa para tomar parte na "Conferência Libertar Portugal da Austeridade".

4. Claro que o governo continua a aplicar a política do "aguenta que isto passa"e quem paga a factura são os mesmos de sempre, sofrendo com os desvarios de Cavaco, Sócrates e quejandos.

5. Os que beneficiaram com as obras de fachada e cimento estão de bico calado pois já dispensaram a mão de obra descartável e, distraídamente, meteram ao bolso os chorudos prémios de boa administração, passados por debaixo da mesa.

6. Seguro (PS) apenas aguarda a oportunidade para chegar às cadeiras do poder e, à semelhança do seu colega francês Hollande, fala e fala mas nada diz.

7. A esquerda multifacetada espera que o PS também seja castigado nas próximas eleições a fim de ser convidada a tomar parte em próximos governos. Porém, pelo seguro, melhor será votar PCTP/MRPP.

Nau

terça-feira, 28 de maio de 2013

Nº. 557 - RAC


1. Segundo os dados (provisórios) de 2009, em Lisboa, existiam os seguintes ramos cooperativos: agrícola (38); artesanato (3); comercialização (14); consumo (22); crédito (12); cultura (55); ensino (40); habitação (179); pescas (1); produção operária (1); serviços (129); solidariedade social (50); uniões (15) e federações/confederações (15).

2. Com um total de 578 unidades e numa capital onde todo o mundo fala e comenta entre si os disparates da administração pública ocorridos na hora e os desenganos da Micas a nível de bairro, como é possível pouca gente dar pela existência, direi mesmo, prática das actividades cooperativas.

3. De qualquer maneira, não é displicente o número de unidades cooperativas, a nível nacional, existentes no país, pois este eleva-se a 2380 cooperativas, segundo a 'Conta Satélite da Economia Social - INE/CASES, dados provisórios de 2009.

4. Como seria de esperar, as cooperativas de serviço são as mais numerosas (16%), seguidas de perto pelas cooperativas de habitação e construção (15%) mas, no auge de uma crise económica, política e social seria provável um aumento em flecha das unidades cooperativas, porém, protestar e aguardar que outros decidam pela malta é mais fácil...

5. As principais produções na agricultura, segundo as estatísticas do ano que estamos a observar, foram, azeite 36%; vinho 41% e recolha de leite 62%, demonstrando que a capacidade de resposta do sector cooperativo é bastante importante para a economia nacional.

6. Também o sistema integrado do Crédito Agrícola Mútuo registou no ano em questão um activo líquido de 2,8%; recursos de clientes 4,6%; resultado líquido 4,9%, claro está, em relação ao sistema bancário português.

7. As 5 maiores empresas cooperativas portuguesas, segundo os dados de 2009, foram a "COOPROFAR", "COFANOR", "AGROS" e "COOPLENORTE", todas do sector da comercialização, sendo o volume das 100 maiores empresas cooperativas no ano em referência de 2690 milhões de Euros, com um volume de emprego de 11422 trabalhadores/as.

Nau

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Nº. 556 - Doutrina Cooperativa: Fundamentos


1. Adesão livre e voluntária: as cooperativas estão abertas às pessoas com interesse em utilizar seus serviços e dispostas a aceitar as responsabilidades de sócio, sem discriminação social, racial, política ou religiosa.

2. Controlo democrático pelos sócios: o controlo das cooperativas é feito exclusivamente pelos sócios, com participação activa no estabelecimento de suas políticas e na tomada de decisões. A Direcção eleita agirá por delegação e com responsabilidade para com os associados.

3. Participação económica dos sócios: todos os sócios contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital de suas cooperativas.

4. Autonomia e independência: as cooperativas são organizações autónomas para a ajuda mútua, sob o controlo dos seus membros. As relações com outras organizações, sejam públicas ou privadas, devem ser exercidas de modo a preservar seu controlo democrático e autónomo.

5. Educação, formação e informação: é função importante das cooperativas prestar assistência técnica, educacional e social para os seus associados, devendo para isso constituir um fundo, previsto no estatuto, que garanta a realização desse princípio.

6. Cooperação entre cooperativas: além das suas actividades específicas de atendimento aos associados, as cooperativas trabalham juntas, regidas por estruturas locais, nacionais, regionais e internacionais, que permitam manter fortalecido o movimento cooperativo.

7. Preocupação com a comunidade: as cooperativas além do conhecimento do mercado onde actuam, conhecem a comunidade onde se inseram e procuram praticar políticas que permitem o desenvolvimento sustentável.

Nau

domingo, 26 de maio de 2013

Nº. 545 - Portal da Cidadonia


1. O neo-colonialismo estadunidense - controlo económico de países formalmente independentes do ponto de vista político - que teve lugar após o movimento nacionalista quando da formação do Estado de direito, foi devido às velhas rivalidades europeias.

2. Sem dúvida que os nacionalismos como aspiração de um povo em constituir-se num Estado autónomo dificilmente se aplicaria ao Novo Mundo nos finais do século XVIII.

3. O Novo Mundo é constituido  essencialmente por grupos humanos que apresentam características raciais e culturais diferenciadas, resultando o nacionalismo dos interesses de minorias determinadas em tirar vantagens em circunstâncias apropriadas.

4. Ao conceito monárquico de rosto humano apoiado em comunas - grupo de pessoas com interesses comuns, múltiplas paixões e administração própria - foi desenvolvida a ideia de Estado - território dirigido por governo geral, constituido como pessoa jurídica de direito público, internacionalmente reconhecido.

5. O primeiro baseia-se no consenso e no carisma do rei; o segundo na ditadura do voto que é igual, tanto para o cidadão criterioso, como para a massa ignara, sendo o destas ironicamente apodado por democracia.

6. Claro que o sufrágio universal serve como uma luva aos interesses das minorias dirigentes que através do jogo partidário disciplinam os impulsos comunalistas e escamoteiam o fundamento do Rei e da Grei.

7. Ao totalitarismo do Estado de direito e da ditadura burocrática de agrado das forças oligárquicas, está latente a figura carismática do Rei que, tanto republicanos como os cripto-republicanos procuram, sistematicamente, denegrir.

Nau

sábado, 25 de maio de 2013

Nº. 554 - Psyche


1. O endividamento dos países à escala internacional não tem resultado em convulsões políticas como outrora, embora o FMI e quejandos continuem a apresentar planos de ajustamentos estruturais - que não passam de inacção pública deliberada - de parcos frutos e consequências alarmantes.

2. Ao investimento criador de riqueza opõem os tecnocratas o lucro imediato (juros) para os mesmos de sempre, alegando que os fundos até então disponibilizados satisfizeram apenas interesses particulares, porquanto investidos em áreas não rentáveis a curto prazo tais como a instrução, a construção de infra-estruturas não prioritárias, prestações sociais pouco acauteladas e outras coisas mais.

3. Sustentar o Estado-providência de crescimento exponencial é alimentar o mundo da burocracia que, à semelhança das drogas pesadas, dão lucro a muita gente mas cria uma dependência implacável, sobretudo útil para o sector partidário, mas conduzindo à infantilização ainda maior da massa ignara.

4. O Estado-providência, sob a capa de Estado-protector, assenta num modelo de mercado que é suposto desprezar, visando substituir a caridade religiosa pela probabilidade estatística, acabando como assistência aos necessitados a prazo muito curto, sem a resolução do problema de fundo, isto é, a sustentabilidade de tais medidas.

5. Na perspectiva de um desaire ainda mais grave, avança-se com a ideia peregrina da retoma das políticas de seguro, dado que estas proporcionam uma democracia vigiada, conveniente ao jogo paternalista, digo, partidário, por via de alternância no poder, sob o estafado argumento de exaustão dos governantes e das medidas em curso, mas sem enunciar as milagrosas soluções.

6. Possivelmente uma inflação controlada; projectos inovadores que diminuama dependência no crude oil; o aumento dos salários e a redução do tempo de trabalho possa atenuar o flagelo do desemprego e facilitar uma retoma mais consistente, tal como foi ensaiado no século passado.

7. Dentro em breve os países asiáticos (sobretudo a China) representarão cerca de metade do PIB mundial... a saída da depressão europeia só poderá ser possível por via solidária, senão não.

Nau

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Nº. 553 - Fim de Semana 21


1. Comecei a semana com uma história para as criancinhas e não tenho qualquer dúvida que o Zéquinha percebia mais da poda do que a professora - pelo menos, em teoria.

2. Seguiram-se as conjecturas acerca do fundamento da doutrina cooperativa, como é da praxe, mas duvido que a maioria dos monárquicos esteja interessada em arregaçar as mangas da camisa e dedicar-se a algo construtivo - apoucar e dizer mal é mais fácil.

3. Depois veio a necessidade de esclarecer que os exemplos de cooperativas apresentados não obedeciam a qualquer selecção monarquico-comunalista, mas à preocupação em demonstrar que o movimento cooperativo abarca todas as actividades sociais.

4. No Prelo Real, dedicado ao poeta José Travaços Santos, tivemos a oportunidade de transcrever umas linhas que o autor de "O Grito do Gaio", João A. Pestana Teixeira, apressadamente compilou acerca do colega da profissão das letras.

5. Como não podia deixar de ser, com o aproximar do fim de semana temos a Luta Popular. Porém, farto dos ecos da politiquica, limito-me a acompanhar a informação disponibilizada pelo PCTP/MRPP no espaço internautico.

6. Sem dúvida que, em Portugal, são as mulheres que conduzem o combate político com cabeça, tronco e membros, pelo que procuro acompanhar o debate destas para as próximas eleições autárquicas.

7. Assim, quanto à discussão de ideias todo o mundo debanda, tu votas Joana Miranda.

Nau

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Nº. 552 - Luta Popular


1. Melhor será não cultivar ilusões - não é o povo que mais ordena, mas os demagogos, isto é, aqueles que estimulam as paixões populares.

2. O povo é o nome colectivo de todos os indívíduos que vivem num lugarejo, vila, cidade, etc., sujeitos às mesmas leis, labutando singelamente para a sua sobrevivência.

3. Sim, sobrevivência, porquanto vivem porque a vida dura - uns cansados pela labuta do dia-a-dia; outros cansados mesmo antes da labuta - existindo, tal como outrora os seus progenitores.

4. Porém, como o voto da massa ignara é igual ao voto do cidadão criterioso, sendo o primeiro em grande número, natural é o interesse em apelar pelo voto dessa maioria.

5. Logo, fácil é oferecer coisas: brinquedos às crianças; pão e cico à maioria, além da instrução, cuidados de saúde, habitação, etc., tudo gratuitamente, como se na vida algo fosse gratuito!.

6. Como monarquico-comunalistas preferimos a palavra Grei, não por esta rimar com Rei mas porque melhor corresponde ao espírito cooperativo de proximidade - actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim.

7. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, onde todo o mau político descamba, vota pela diferença em Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Nº. 551 - Prelo Real: José Travaços Santos


1. Amavelmente, o autor do êxito editorial "O Grito do Gaio", João A. Pestana Teixeira, ajudou a alinhavar alguns dados acerca da obra de José Travaços Santos, seu colega das belas artes.

2. Cumpre aqui ser sublinhado que estes dois homens de letras foram os pioneiros, nos finais dos anos 50, da reintrodução do ideal cooperativista no movimento monárquico, o primeiro como membro fundador de uma cooperativa e o segundo como autor do opúsculo com os fundamentos da doutrina em questão.

3. O amor pela sua terra natal, a Batalha, encontra-se sobejamente demonstrado nos "Cadernos da Vila Heroica", quatro publicações, nas quais, além dos apontamentos acerca da História e das figuras ilustres batalhenses, compreende profusa informação acerca das actividades culturais no Município da Batalha.

4. Na linha dos "Cadernos" referidos no parágrafo anterior, José Travços Santos igualmente publicou um outro livro com o título "Apontamentos para a História da Batalha", ao qual consagrou largos anos na pesquisa e compilação.

5. Porém, é nas musas que José Travaços Santos mais tem espraiado o seu amor pelas letras consubstanciado nas obras "Senhora do Ó", "No Princípio Era o Verbo", "Enquanto Viver", "Gesta" e "Guarda Livros".

6. Também o folclore e a radiodifusão têm sido alvo do interesse deste poeta, investigador de temas históricos e, sobretudo, diligente etnológo, mediante a organização de grupos de cantares e danças regionais, bem como de programas radiofónicos.

7. Finalmente, no ano transacto, foi atribuido a José Travaços Santos o Oscar Mundial do Folclore, da IGF-União Internacional das Federações dos Grupos de Folclore, atribuido a personalidades que se distinguiram na divulgação do património imaterial e etnológico.

Nau

terça-feira, 21 de maio de 2013

Nº. 550 - RAC


1. Ora vamos lá pôr os pontos nos ii. Quando, sob a sigla em epígrafe, apresento o exemplo de uma actividade cooperativa este é real porquanto está conotado com uma existência verdadeira.

2. Logo, a Real Actividade Cooperativa mantém as duas acepções possíveis: existência verdadeira conforme sublinhado no parágrafo anterior; amplificação do significado da actividade cooperativa.

3. Claro que não curo saber se nos exemplos apresentados existem cooperantes declaradamente mnárquicos, porquanto o importante é pôr em relevo as diferentes actividades que poderão ser por outrém ensaiadas.

4. Não excluo a hipótese de algumas cooperativas funcionarem canhestramente, isto é, sobreviverem apenas pela carolice de meia dúzia de sócios, mas tal acontece em todas as actividades - umas são boas; outras são francamente más.

5. Por vezes a designação cooperativa é avançada para escamotear interesses particulares - acessos a créditos, programas específicos, actividades políticas - mas tal acontece por determinação de uma minoria e distração de uma ingénua maioria.

6. Logo, o cooperante deverá ser uma pessoa interessada fazendo parte da actividade da sua cooperativa porquanto não basta ser associado - forçoso é agir como tal.

7. Em suma: não cruze os braços; não teça críticas sem avançar com um projecto próprio, tendo presente que o objecto da cooperativa é satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

Nau

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Nº. 549 - Doutrina Cooperativa


1. Alguém com uma intuição razoável, boa preparação física e mental, capaz de distinguir o que é mais adequado na hora das decisões, embora senhor de todos estes predicados, sozinho, passará despercebido de entre os mais.

2. Qualquer bom exemplo de conduta que um cidadão criterioso possa dar está limitado ao círculo onde este se move e, por vezes, dentro do referido círculo, à empatia que possa gerar em relação aos outros.

3. Porém, o conjunto de indivíduos motivados a trabalhar em projectos da sua lavra, embora as capacidades - talentos, habilitações, disposição hormonal, etc. - de cada um sejam diferenciadas, terá uma repercussão muito mais profunda.

4. Sem dúvida que a normal diversidade de carácter que distingue os indivíduos de qualquer associação é uma mais-valia para os projectos que estes possam implementar, multiplicada por ene círculos, logo uma difusão exponencial.

5. Algumas boas almas singelamente costumam chamar a atenção deste espaço para o facto da cooperação entre pessoas não justificar a abdicação de princípios - religiosos e/ou políticos - de cada um dos seus membros, tal como é apanágio do cooperativismo.

6. Claro que o objectivo deste movimento é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus membros, bem como a formação de cidadãos criteriosos, que, logicamente, optarão pela instituição monárquica.

7. A figura do Rei obvia disputas partidárias no topo da comunidade pois este é, de facto, o garante da democracia; referência da portugalidade tanto no rectângulo europeu, como na diáspora portuguesa.

Nau

domingo, 19 de maio de 2013

Nº. 548 - Portal da Cidadonia


1. Há muito tempo que neste espaço não se apresenta uma história para as criancinhas pelo que é manifesto o desinteresse dos eventuais visitantes que, por distração, carregaram na tecla errada e vieram aqui parar.

2. Como é da praxe, as histórias para as criancinhas não fazem qualquer menção ao sexo e/ou à prática sexual, pelo que acidentais interpretações da história nesse sentido apenas serão possíveis devido à má fé de pessoas libidinosas.

3. Numa sala de aula básica, uma jovem criança excitada pelo facto de, dentro em breve, ter uma mana por companhia, perguntou à professora como é que os meninos vêm ao mundo, embora já tivesse apercebido que a mãe escondia a mana no ventre por razões que a criança não entendia.

4. Apanhada de surpresa, logo a professora teceu largos conceitos acerca da multiplicação das espécies, citando Darwin e vários manuais da especialidade, com indicação de capítulos, páginas e linhas das respectivas obras, acabando por dar os exemplos dos passrinhos que, pondo os ovos em locais protegidos, os acalentam a fim de, a curto prazo, alimentarem e educarem as suas crias para uma vida independente.

5. Suspeitando que o tema tivesse sido inspirado pelo Zéquinha - que é o aluno mais maroto da aula -  a professora recomendou que, no fim de semana, todos redigissem umas linhas acerca do asunto da multiplicação das espécies para serem lidas nos dias seguintes.

6. Com grande surpresa, todos os alunos apresentaram os seus trabalhos, e o Zéquinha não foi excepção: "Tim Mac Ahoy seguia a cavalo pela pradaria quando, de súbito, se viu acossado por ferozes índios mas, não perdendo a coragem, sacou das suas pistola, eliminando a tiro os inimigos pum, pum, pum..."

7. A professora, consternada, lamentou o facto do Zéquinha fugir ao tema, mas a voluntariosa criancinha prosseguia na luta contra os índios até ser interrompido pela questão crucial - qual é a moral da história? - a que o Zéquinha esclareceu vernaculamente: "quem se mete com o Tim Mac Ahoy... lixa-se".

Nau

sábado, 18 de maio de 2013

Nº. 547 - Psyche


1. No último apontamento foram sublinhadas apenas as duas espécies de poder - o político e o espiritual - o primeiro como a capacidade de coacção sobre os mais; o segundo como a aptidão para assumir responsabilidades e tomar decisões.

2. De facto, a natureza do poder  no aspecto dicotómico será tido como tal mas, sob o ponto de vista substantivo, o que é o poder, para além da faculdade ou possibilidade de algo, como força, valimento ou autoridade serena.

3. Tomar decisões, significa estar consciente, mas tal é mera expressão descritiva relacionada com a percepção imediata e segura de algo que poderá não ser constante, tornando-se consciente ou inconsciente, pairando até como estado latente, porquanto há determinadas percepções que, por bloqueio, serão incapazes de se tornarem conscientes.

4. Segundo a teoria operatória de J. Piaget, a percepção que proporciona o acto para tomar decisões consiste de um processo envolvendo uma certa interacção entre o sujeito que percepciona e os objectos e/ou acontecimentos percepcionados, tendo presente que os sistemas sensoriais detectam a informação e, tornando-os impulsos, apenas processam parte destes para os respectivos centros cerebrais.

5. O poder como domínio tradicional fundamenta-se no acreditar na santidade dos costumes, bem como na legitimidade daqueles chamados ao citado domínio; o domínio legal pressupõe que a lei foi estabelecida racionalmente enquanto que o poder carismático assenta nos talentos do chefe e/ou nos interesses da minoria que o mantém.

6. Segundo Max Weber, o poder tende a ser, cada vez mais, burocrático aliado a uma figura de carisma super partidária que poderá assegurar uma instituição democrática desde que o número de cidadãos criteriosos - aqueles que fazem apreciações ajuizadas, seguras, cultivando o bom senso - possam conter os interesses particulares das eternas forças oligárquicas.

7. Porém, a aldeia global indicia um Estado burocrático na mesma linha sugerida por Hegel ou um Estado socialmente homogéneo anunciado por Marx, embora o homem continue no sentido de Estados com várias fronteiras de permeio - económias, culturais e religiosas.

Nau

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Nº. 546 - Fim de Semana 20


1. Ao que parece, ainda existe alguns maduros agarrados à triologia "Deus, Pátria, Rei" que, pela calada, visitam os cinco apontamentos dedicados neste espaço a tal matéria (Nºs. 179, 180, 327, 328 e 329), sem deixar qualquer comentário.

2. Para lhes poupar tempo e trabalho, vou fazer uma síntese da ideia que tenho acerca da referida triologia, lembrando que o mito é simples ficção alegórica, atribuida a Nuno Álvares Pereira (1360 - 1431), Condestável do Reino, mas que no século XIV o conceito de pátria, como Estado em que o indivíduo nasceu e ao qual pertence como cidadão, não existia.

3. Ninguém esquece a importância que Nuno Álvares Pereira teve na implementação da estratégia militar que fez gorar as ambições do rei de Castela de então, ardilosamente conduzindo a fina flor da cavalaria normanda (que acompanhava o referido rei) para um reduto que se fechou à passagem dos cavaleiros e onde estes foram degolados após a total rendição.

4. Claro que o factor sorte também bafejou as armas lusas, porquanto o invasor, não estando familiarizado com as novas tecnologias de então, atreveu-se a utilizar uma arma de artilharia pirobalística feita com barras de ferro forjado coladas com aduelas de pipa, ligadas por caldeamento umas às outras e reforçadas com cintas metálicas que, ao troar, empinavam os cavalos, escouceando estes as hostes em que estavam integrados.

5. Logo, da triologia atribuida a Nuno Álvares Pereira, resta Deus e a figura do Rei, esta tomada como referência  por não fazer parte de qualquer ideia partidária, enquanto que o divino permanece apenas no coração dos crentes porquanto forçoso é o Estado moderno ser impermeável a toda a influência eclesiástica ou religiosa, devido aos múltiplos credos existentes em todas as comunidades.

6. Sublinhada que foi a figura do Rei ser apenas uma referência e tendo presente que há duas espécies de poder - o político e o espiritual - verifica-se que o primeiro reside na capacidade de coagir alguém estimulando paixões como fazem os demagogos candidatos a dirigentes políticos; o segundo, a capacidade de tomar decisões, cultivada pelos cooperativistas que através da prática de uma economia social a utiliza como o escudo possível contra o centralismo burocrático, bem como  contra os oligarquismos especulativos.

7. Sendo a referência a relação de algumas coisas entre si, o cooperativismo monarquicomunalista é a força espiritual rumo ao futuro.

Nau

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nº. 545 - Luta Popular


1. Aqui incentiva-se, aliás, procura-se incentivar o combate, isto é, a discussão de ideias, examinando e  investigando as questões meticulosamente.

2. Em tempos de crise social em que a produção e distribuição da riqueza se encontram profundamente desequilibradas, a leviandade de uns e o pantagruelismo de outros, facilitado pela falta de visão dos políticos de serviço, são campo aberto para injustiças e frustrações várias.

3. Sem dúvida que num mundo em que as distâncias geográficas se encurtam em tempo útil, o desaire financeiro numa grande economia causa ondas de choque em todos os mercados e, embora técnicos e comentadores económicos abundem por aí fora, não existem eficazes receitas milagrosas.

4. A maioria das pessoas encontra-se enredada em problemas de lana caprina, preferindo que as decisões que, directamente, lhe dizem  respeito sejam tomadas por minorias que apenas capricham em tomar lugar nas cadeiras do poder, mesmo que para isso tenham que assumir compromissos com gente pouco recomendável.

5. Claro que a receita para as grandes crises será o pão e o circo, oferecido em catadupas nos órgãos de comunicação social e servido em repetidos boletins noticiosos como desporto, embora este seja mero espectáculo para massas, envolvendo largos cabedais que, sistematicamente, escapam ao fisco.

6. Fácil será criticar as confortáveis remunerações e subsídios auferidos por gente pública, bem como por administradores de empresas estatais, porém os milhões transaccionados através das negociatas havidas com o espectáculo do futebol não se fala, sonhando até alguns mortais com os benefícios envolvidos no mesmo.

7. De lamúrias e imprecações este apontamento tresanda. Porém, no próximo acto eleitoral, em Lisboa, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Nº. 544 - Prelo Real


1. Fernando Amaro Monteiro, natural de Lisboa, doutorado em Relações Internacionais pela Universidade Técnica de Lisboa, tem dedicado grande parte a sua vida à investigação, ao ensino e às letras.

2. Numa edição Almedina de 2011, Fernando Amaro Monteiro publicou, em parceria com Abdoolkarim Vakil e Mário Artur Machaqueiro, o livro "Moçambique: Memória Falada do Islão e da Guerra" que, para os interessados na problemática religiosa, continuará a ser uma obra de referência.

3. O seu amor pela história pátria e a Casa de Bragança é evidenciado no livro "D. Manuel II e D. Amélia - Cartas Inéditas do Exílio", Editorial Estampa, de 20012.

4. Na mesma linha, três anos antes, publicara o livro "Salazar e o Rei (que não foi)", edição Livros do Brasil, 2009, na altura apresentado no Salão Nobre da Associção Comercial de Lisboa por Mendo Castro Henriques.

5. Como investigador e observador atento a tudo que se passa no continente africano e, em particular, nos países de expressão portuguesa, Fernando Amaro Monteiro, pela Editorial Estampa,em 2011, publicou "Um Certo Gosto a Tamarinho - Estórias de Angola".

6. Segundo Fernando Amaro Monteiro, "o Islão é tão violento como foi o cristianismo das cruzadas ou como é ainda em algumas zonas" e, apesar de católico, confessa "um dos momentos mais próximos de Deus que passei foi numa mesquia muito pobre, uma palhota, numa sexta-feira, durante o periodo de oração. Era Deus que estava ali".

7. Não resistimos em apresentar o currículo académico de Fernando Amaro Monteiro: Docteur d'Université em história, pela Universidade de Aix-Marseille; bolseiro do Governo francês para estudos sobre o islão, na Faculdade de Letras de Aix-en-Provence; professor de Teoria das Relações Internacionais, da Universidade Independente.

Nau

terça-feira, 14 de maio de 2013

Nº. 543 - RAC: Arqcoop


1. A 'Arqcoop - Cooperativa para a Inserção Profissional em Arquitectura, CRL' "é uma instituição sem fins lucrativos cujo objecto social é a promoção da Arquitectura e do Projecto, pela formação e integração profissional dos jovens licenciados, apoiando e fomentando a criação de novas oportunidades."

2. "A Actividade da ARQCOOP assenta num serviço de 'Ninho de Empresas', na oferta de cursos, acções de formação, workshops, na realização ou apoio à concretização de debates, conferências, semanários, exposições, acções de voluntariado e concursos para estudantes e jovens profissionais de Arquitectura, Urbanismo e Design, na edição de livros e, futuramente, na oferta de estágios académicos, profissionais e de especialização."

3. "Constatando a dificuldade que os jovens profissionais têm na criação dos seus próprios ateliers ou empresas, acreditamos que, com formação adequada, uma parceria inteligente e enquadramento numa estrutura que lhes minimize os custos iniciais e apoie a promoção  e lançamento, os jovens licenciados em Arquitectura, Urbanismo e Design terão sucesso."

4. "Os benefícios são óbvios: a criação de profissionais qualificados e bem apoiados, habilitados a executar os seus actos profissionais com elevado rigor e com os quais poderemos contar no futuro."

5. "A ARQCOOP é uma estrutura de apoio à inserção profissional inédita em Portugal. Inovando nas actividades formativas, através da oferta de cursos, acções de formação e workshops inexistentes no mercado ou pouco comuns junto do universo dos estudantes e profissionais em Arquitectura, Urbanismo e Design, apresentamos também actividades formativas nas áreas do Imobiliário e Empreendorismo, alargando os horizontes profissionais."

6. "Contudo, é com o 'Ninho de Empresas' que se proporciona pela primeira vez no nosso país a possibilidade de usofruto de um serviço deste género intencionalmente dirigido à realidade do mercado da Arquitectura e do projecto."

7. "Sendo uma instituição sem fins lucrativos, cujo objectivo não é a obtenção de mais-valias para os cooperadores mas o apoio à criação ou integração de jovens profissionais e empresas no mercado, todos os excedentes anuais da ARQCOOP revertem exclusivamente para as Reservas específicas de cada actividade, sendo aplicadas na manutenção dos serviços oferecidos e, futuramente, na atribuição de bolsas e de estágios."

Nau

P.S.: mais pormenores em http://thinkout-design.com

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Nº. 542 - Doutrina Cooperativa


1. O conjunto de princípios que servem de base à economia social é universalmente conhecido como cooperativismo.

2. Face à competividade entre as pessoas, a economia social depende da cooperação e do apoio mútuo, tendo por lema a liberdade, a equidade e a solidariedade.

3. Num concerto social que tem por referência o associativismo, a unidade cooperativa serve de estímulo aos seus membros para estes, responsavelmente, tomarem iniciativas sem a persecução doentia do lucro.

4. Logo, a reunião de várias pessoas preocupadas em satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais permite atenuar os encargos respeitantes a lucros de intermediários.

5. A cooperativa é a confluência do espírito empreendedor com o racional esforço laboral, funcionando tal aliança como um escudo, quer ao centralismo burocrático, quer ao poder meramente oligárquico.

6. Entre estes dois fogos aparentemente díspares, mas ambos nas mãos de minorias dirigentes, o cooperativismo é, por essência, uma escola de cidadania e célula do espírito comunalista.

7. Fácil será reconhecer que não é o voto - tanto do cidadão criterioso, como da massa ignara - que permitirá a harmonia social, mas o consenso que clamará pelo regresso do Rei por este obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

Nau

domingo, 12 de maio de 2013

Nº. 541 - Portal da Cidadonia


1. A educação significa a criação de hábitos sociais básicos, além do desenvolvimento das faculdades inatas do inivíduo.

2. Os pais ensinam aos filhos os comportamentos adequados às aspirações comuns, procurando que estes ganhem bases para sustentabilidade própria.

3. Por outro lado, a instrução corresponde à mera transmissão de regras para um determinado fim, mormente para a formação de cidadãos de pleno direito.

4. Logo, a instrução pública debita a informação necessária à existência de um Estado moderno, integrado no conjunto dos deveres e direitos do cidadão.

5. A preocupação do legislador será a implementação de regras  universais que assegurem a harmonia na comunidade, numa via tendencialmente aliciadora que não punitiva.

6. Frequentemente se confunde educação com instrução, abdicando os progenitores das suas responsabilidades educativas, presumindo ser estas do domínio público.

7. O centralismo tentacular diligencia passar a ideia que a educação é mera função dos poderes públicos empobrecendo, tanto a educação como a instrução.

Nau

sábado, 11 de maio de 2013

Nº. 540 - Psyche


1. ATENÇÃO: quem ler este apontamento de modo cordato, sem preconceitos, pachorramente, depara-se-á, em determinada altura, com uma moça esbelta, se o leitor for do sexo masculino, ou um rapagão bem parecido, se for do sexo oposto.

2. Os seres humanos procuram sempre justificar as suas acções e até acreditar nas racionalizações que fazem, sendo a maioria dos monárquicos a excepção, apenas para confirmar esta regra, assim navegando à bolina, isto é, conforme o vento lhe dá.

3. Na falta de coordenadas, muitos se voltam para o passado, talvez por desconhecerem a frase de Benetto Croce "Toda a verdadeira história, é história contemporânea, isto é, do presente", pelo que a exaltação do heroismo de outrora é mero lenimento para uma inaptidão ou antes recusa em aceitar o quotidiano.

4. O importante é a conquista da felicidade; o prazer de se sentir realizado, concertando os seus interesses com os que se encontram próximo, tendo presente que a conquista, por si só, será a aquisição de algo gratificante pela força do trabalho.

5. O que me dizem, por vezes, esqueço - razão de conveniência ou constatação da mera inutilidade - mas o que aprendi é recuperado  de acordo com as ocasionais circunstância; porém, naquilo em que me empenho aprendo com mais vigor e consistência.

6. Sem dúvida que a satisfação no trabalho - em tudo que se produz e/ou se realiza - é fonte de acrescidas energias. O cooperante, na capacidade de patrão/empregado, será largamente satisfeito, confirmando-se, destarte, a substância do cooperativismo monárquico-comunalista.

7. Caso ainda não tenha vislumbrado a moça ou o rapaz (a opção é sua) é porque leu o texto demasiado depressa. Pode fazer nova tentativa.

Nau

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Nº. 539 - Fim de Semana


1. Foi uma semana irritante, tendo esta começado com um apontamento de certo monárquico que atribui todos os males  lusos ao iluminismo do século XVIII que, no seu entender, "divinizou o homem e Humanizou o divino".

2. Seguiu-se a questão do regimen político vigente que persiste pela falta de uma alternativa monárquica credível, com muitas capelas e vários santarrões que não sabem o que querem e dizem o que não sabem - como é possível tais cabeças pensantes serem monárquicas!

3. Claro que o sexo dos anjos é algo muitíssimo importante para o comum dos mortais pelo que o "comunalismo monárquico-cooperativista" ou o "cooperativismo monárquico-comunalista"  são questões relevantes, mas ninguém  dá a cara definindo posições ou apresentando eventuais teses alternativas.

4. As cooperativas trazidas à colação como exemplo daqueles que, coerentemente,  trabalham para a reforma da mentalidade portuguesa passam despercebidos, porquanto trabalhar é uma chatice e pensar é arriscado, pois as tais cabecinhas pensantes poderão ficar sujeitas a qualquer novo imposto.

5. Ponto de honra foi a leitura de alguns livros (na calha estavam "O Grito do Gaio", de João A. Pestana Teixeira, e o "Não Te Deixarei Morrer, David Crocket", de Miguel Sousa Tavares, mas de boas intenções está o meu inferno cheio e pouco avanço consegui dar naquelas duas obras - razões profissionais...

6. Dou uma vista de olhos pela correspondência recebida - cartas, relatórios, correio electrónico, etc. - e fico triste com o desânimo crescente em sectores inimagináveis - a crise económica é grande, mas a crise no pensamento luso não lhe fica atrás.

7. Foi uma semana irritante e a perspectiva das seguintes não aparenta ser melhor.

Nau

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Nº. 538 - Luta Popular


1. Luta Popular é o título do órgão oficial do combativo e sempre jovem PCTP/MRPP, por nós copiado porquanto, sem determinação própria e a vontade da grei, não há cooperativismo que nos valha.

2. Quando um social-democrata, preconizando a obtenção de reformas sociais por meios parlamentares, nos afirma que a sua preocupação principal é a redistribuição da riqueza, nós respondemos à laia de Afonso Lopes Vieira, pois bem: como cooperativistas, o nosso objectivo é a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos cooperantes.

3. Quando um socialista, defendendo uma sociedade sem classes, baseada na propriedade colectiva dos instrumentos de produção por meio de reformas, respeitando a democracia parlamentar do tipo da Europa ocidental, nós respondemos, pois bem: como cooperativistas procuramos uma sã democracia na tomada de iniciativas e decisões, tanto na unidade cooperativa, como na comuna, porquanto somos medularmente comunalistas.

4. Quando um comunista, advogando um sistema político, económico e social baseado na comunidade de bens e na abolição da propriedade privada; a supressão das classes sociais através do controlo político pelo proletariado, nós respondemos, pois bem: como cooperativistas queremos a liberdade de nos relacionar com outras organizações - públicas ou privadas - que nos permita manter fortalecido o movimento cooperativo.

5. Quando um liberal sublinha que apenas o empreendorismo de cidadãos capazes é a mola para a criação de riqueza e que, através de impostos proporcionais, se poderá ocorrer aos mais necessitados, nós respondemos, pois bem: como cooperativistas todos os sócios contribuem equitativamente e  controlam democraticamente o capital da cooperativa, agindo de motu próprio como empresário/patrão e trabalhador comum, a fim de assegurar a dignidade dos mais como cidadãos de pleno direito.

6. Quando uma esquerda meramente republicanoide e extremista nos pretende dar conselhos acerca da instituição política mais adequada aos seus interesses partidários, afirmando que não são súbditos de ninguém; que apenas o voto pode legitimar a tirania e outras coisas mais, nós, como monárquico-comunalistas não responderemos pois bem: não admitimos sequer que nos falem com desdem.

7. Como cooperativistas, todos os sócios contribuem equitativamente e controlam democraticamente o capital da cooperativa, agindo em consonância como empresário/patrão e tabalhador socialmente responsável que, na realidade, somos. Entretanto, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, com a força que a razão manda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Nº. 537 - Prelo Real


1. Miguel Sousa Tavares é natural do Porto, embora tenha desenvolvido a sua actividade como jornalista, escritor e advogado na cidade alfacinha à beira Tejo plantada.

2. Filho do polémico advogado e jornalista Francisco Sousa Tavares e da sublime poetisa Sophia de Mello Breyner Anderson, Miguel Sousa Tavares estava predestinado à carreira das letras que tem cultivado com reconhecido mérito.

3. Licenciado em Direito na Universidade de Lisboa, tem feito jornalismo na televisão, em revistas várias, como a "Grande Reportagem", "Sábado" e "Expresso", bem como no jornal "Público" como cronista regular, mantendo uma pioneira actividade informativa através do Diário Digital online.

4. Compilações de crónicas e romances foram publicados por este autor com assinalável êxito, salientando-se  a obra "Equador", em 2004, com traduções em mais de uma dezena de línguas estrangeiras; "Rio das Flores", em 2007, com uma tiragem de 100 mil exemplares.

5. Miguel Sousa Tavares recebeu, em 2007, o Prémio de Jornalismo e Comunicação Victor Cunha Rego, instituido pela cidade de Gaia, justamente para galardoar os mais notáveis nas diferentes actividades culturais em terras lusas.

6. O sucesso de Miguel Sousa Tavares tem causado engulhos a vários políticos e profissionais da calúnia, tentando estes denegrir a figura do homem das letras através de várias campamhas soezes, desmentidas até pelos tribunais lusos.

7. Além da actividade literária acima mencionada, fazem parte da obra d Miguel Sousa Tavares "O Planeta Branco", "Não Te Deixarei Morrer, David Crocket", "O Teu Deserto", "Ismael e Chopin", "Anos Perdidos", "Sul, Viagem" e "Um Nómado no Oásis".

Nau

terça-feira, 7 de maio de 2013

Nº. 536 - RAC


1. Segundo uma proposta do Rei D. Carlos, "A Padaria do Povo,CRL" foi estabelecida em 1904 com o objectivo de fabricar pão mais económico para as freguesias de Santa Isabel e Campolide, em Lisboa.

2. Com sede em edifício póprio, na Rua Luis Derouet, Campo de Ourique, a dita cooperativa acalentou em algumas das suas magníficas salas a Universidade Popular, criada em 1919 por António Ferreira de Macedo e Bento de Jesus Caraça.

3. Abre-se aqui um parêntesis para referir que a cede em questão, inaugurada por João Franco, primeiro-ministro do Rei D. Carlos, ainda hoje guarda um relógio e um cofre monumentais oferta da realeza à cooperativa.

4. Polo de divulgação cultural e político, "A Padaria do Povo" já albergou um centro para a prática do xadrez; foi salão para a difusão de saraus musicais; sede do MDM (Movimento Democrático de Mulheres), além de alfobre de várias actividades comerciais ligadas à panificação/restauração.

5. De provecta idade, "A Padaria do Povo" tem sido alvo de vicissitudes da fortuna, desde o carinho da realeza, às perseguições "pidescas"da II República, bem como às intrigas de uma esquerda essencialmente formalista.

6. Segundo a prática lusa, muitos são aqueles que se pavoneiam como homens de esquerda (ou de direita) sem conhecerem bem a razão que lhes assiste, fazendo uso de termos como o socialismo, social-democracia, cooperativismo, etc., levianamente.

7. Claro que o cooperativismo não é de direita, nem de esquerda; faz parte da economia social - cura simplesmente atender as necessidades de cada um.

Nau

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Nº. 535 - Doutrina Cooperativa


1. De certo, não é devido ao homem ser um animal gregário que, pelo amor do próximo, vive em grupos, mas sim graças ao empenho em realizar trabalho comum.

2. A segurança partilhada na defesa da fêmea e das crias; a reserva do espaço necessário para a subsistência pessoal e dos próximos; a transmissão de saberes experimentados, etc., são uma mais valia na linha do concerto e cooperação.

3. Cedo, ânimos expeditos procuraram impor a sua vontade, mais para se guardarem de acções pouco do agrado pessoal, embora haja uma base inata para alguns motivos sociais e/ou a necessidade de ser bem sucedido em tarefas difícies, dando origem à motivação de realização.

4. A maioria é aversa em tomar decisões pelo que facilmente delega os seus direitos a grupos minoritários, sobretudo para ganhar estima ou eventuais recompensas, mormente quando as regras de grupo exigem rigorosa observância, tal como no passado longíquo na manutenção do crepitar do fogo tribal.

5. Na base cooperativa a regra é o consenso pelo que todos deverão participar na implementação das mesmas, caso a caso, quando da elaboração dos projectos, bem como no estabelecimento dos objectivos e das respectivas metas.

6. Dado que na cooperativa todos os membros devem ser ouvidos, participando nas decisões basilares, cada um é patrão e empregado simultaneamente; empreendedor e agente económico, liberto da persecução do lucro, mas atido nos problemas sociais e ambientais.

7. Logo, o cooperativismo é o espírito da estrutura monárquico-comunalista aqui defendida.

Nau

domingo, 5 de maio de 2013

Nº. 534 - Portal da Cidadonia


1. Por mais voltas que se dê, o resultado é sempre o mesmo: a falta de credibilidade da maioria dos monárquicos que por aí anda em questiúnculas envolvida impede uma solução política a curto prazo.

2. Sistematicamente se acusa os opositores de plausíveis erros, mas tais desaires são colmatados através de propostas nefelibatescas que, por muito boa vontade que se verifique no comum dos eleitores, poucos se mostrariam interessados em alinhar numa solução monárquica.

3. O regimen vigente persiste dado que as hipóteses de mudança são mínimas. Logo, resta o multipartidarismo anódino e a alternância que assegura a continuidade; ou o monopartidarismo vigorosamente policiado para dissuadir os inconformistas a manterem-se a distância e, sobretudo, calados.

4. Assim, o multipartidarismo, como é óbvio, de cariz oligárquico, segue o curso normal conduzido por demagogos que vendem o seu peixe com largos benefícios e, sempre que a maralha se manifesta, muda de cor, tal como o camaleão, mantendo tudo tal qual como estava.

5. Os adeptos do monopartidarismo avançam com um esquema político na forma de pirâmide em que as bases, em assembleias múltiplas, elegem os seus representantes e estes, em reuniões similares, nomeiam outros delegados, consecutivamente, até ao cume, onde tomam lugar os bonzos do costume.

6. Tudo isto acontece porquanto a maralha normalmente se borrifa para a política, estando apenas interessada em que lhes façam promessas e lhes ofereçam coisas gratificantes ou, pelo menos, não seja obrigada a assumir responsabilidades e, sob o secretismo do voto, lá vai fazendo pela vida pois, tanto o sufrágio do cidadão criterioso como o de qualquer imbecil, vale o mesmo.

7. Claro que o cooperativismo está longe de ser a panaceia universal, mas escola para a formação de cidadãos criteriosos rumo a uma solução CMC: cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

sábado, 4 de maio de 2013

Nº. 533 - Psyche


1. O fanatismo de alguns que se julgam inspirados pela divindade e capricham pelo doentio zelo religioso é inevitável.

2. Próximo destes estão aqueles que, imbuídos do espírito sectário, pretendem impor sistemas políticos hipoteticamente científicos, de racionalidade capciosa.

3. Caracterizam-se os primeiros pelo imobilismo avesso à ideia do progresso e apego a uma tradição mítica que perdura devido à dificuldade dos seus sequazes se integrarem no tempo real.

4. Os segundos são revolucionários gramscistas que dizem acreditar no fim das ideologias mas advogam um conjunto de receitas ideologico-económicas de fiabilidade duvidosa.

5. Supostos monárquicos condenam o iluminismo - doutrina do século XVIII caracterizada pela exagerada confianaça do homem na sua capacidade racional - pela divinização do homem e humanização do divino.

6. Como matéria académica, o iluminismo será uma referência, mas procurar no divino inspiração para a reforma das mentalidades é tão displicente como humanizar o infinito.

7. O homem é uma colecção de partículas e, tal como a natureza que nos rodeia - galáxias, quasares, raios cósmicos, etc. - susceptível de mudança, logo, de reforma mental.

Nau

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Nº. 532 - Fim de Semana


1. Mal as manifestações do Primeio de Maio se extinguiram e novos protestos já estão agendados.

2. O candidato a primeiro-ministro do maior partido da oposição assume postura empertigada, sorrindo para a hipótese de ser ele o próximo distribuidor oficial de sinecuras.

3. Certo é que tanto o actual primeiro-ministro como o dito candidato substituto nada têm de bom para oferecer, sendo os respectivos directórios partidários (em grande parte) responsáveis pela difícil situação politico-económica em que nos encontramos.

4. A extrema-esquerda faz bem o seu papel habitual: quanto mais barulho melhor, mas como alternativa nada se vislumbra no horizonte, pelo menos enquanto não evoluir o quadro político-partidário do Velho Continente.

5. No cu da Europa - a cara está nos Urais e nos esquemas oligárquicos de Putin e filhos do mesmo - Portugal dejecta tudo que tragou e o próximo naco será as negociações com a Troika sob o patrocínio do novo Papa gaulês que parece ser o simplório Hollande.

6. Melhor seria o enrobustecimento do empreendorismo rumo a uma economia social por via de cooperativas, em vez do desgastar de tempo e energias em "futebois" que apenas dão lucros aos "faraós" costumeiros.

7. Por outro lado, porque não instaurar uma moderna e saudável Monarquia, mesmo sem monárquicos, porquanto os actuais nem, sabem a razão pela qual se masturbam.

Nau

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Nº. 531 - Luta Popular


1. As referências são, como não podia deixar de ser, alusão a determinado facto importante no domínio pessoal, espiritual ou institucional, num âmbito muito alargado.

2. Cedo o homem percebeu que a data em que se celebra um acontecimento - real ou fictício - fortalece os laços familiares, o agrupamento de pessoas, a própria comunidade, seja qual for a dimensão desta.

3. Logo, as fases da lua, as estações do ano, a conjuntura dos astros e outras coisas mais, serviram como referência para evocar deuses, celebrar herois ou justificar atitudes.

4. Algumas datas tornando-se tão corriqueiras apenas são tidas como feriados, isto é, tempo de lazer, sendo disfrutadas por crentes ou não crentes, segundo o lado para o qual estes se encontram voltados.

5. Não posso deixar de sublinhar que a referência tomada como símbolo orientador robustece o espírito comunalista e, quanto mais consensual, desprovido de fanatismos e/ou sectarismos, melhor serve o bem comum.

6. O Primeiro de Maio é a referência tida da reivindicação operária pela jornada de 8h de trabalho que teve lugar em Chicago naquela data, no recuado ano de 1889, em que vários dirigentes populares foram presos e executados.

7. Nas próximas eleições autárquicas a referência será que, em Lisboa de Portugal varanda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Nº. 530 - "O Grito do Gaio"


1. Nova edição de "O Grito do Gaio", obra de João A. Pestana Teixeira dada à estampa em finais do ano transacto, está agora disponível.

2. Eventual cliente e/ou distribuidores interessados poderão colocar aqui as suas encomendas - cada exemplar 15.00 Euros.

3. Aos primeiros dez clientes individuais será remetido um exemplar à cobrança rubricado pelo punho do  autor.

4. Exclusividade de distribuição não é possível, mas lotes de 50 exemplares serão rateados, na modalidade de entrega mencionada no parágrafo anterior.

5. Segundo parece, um livro de poesias de João A. Pestana Teixeira virá à luz do dia dentro em breve; o circuito de distribuição será anunciado oportunamente.

6. Com grande pena nossa "Prelo Real" ainda não está devidamente organizado, pelo que somos forçados a implementar o presente esquema.

7. Aos vários autores que nos têm contactado, prometemos ser mais céleres na apresentação de estruturas definitivas do "Prelo Real"

Nau