terça-feira, 30 de abril de 2013

Nº. 529 - RAC


1. A real actividade cooperativa confirma-se na observação de alguns dos princípios doutrinários: concertação, empreendorismo, espírito comunalista e fome de saber.

2. Provavelmente continuarei a trazer à colação exemplos de cooperativas que bem ou mal funcionam, pois estas são o tentâme - assim os cooperantes o entendam - da reforma de mentalidades.

3. A concertação será a real disponibilidade para harmonizar, incentivar o comum acordo, sem dinâmicas existenciais, cruzamento de braços ou simples expectativa da chegada do Godot.

4. O empreendorismo robustece-se com a prática de iniciativas; com o delineamento de projectos e estabelecimento de metas; com a vontade de vencer - obstáculos, indecisões, obscurantismos, isto é, oposições sistemáticas para manter estático o imparável.

5. Logo, o espírito comunalista é a consciência de que não estamos sós: somos um grupo de pessoas humanas - diferentes etnias, diferentes credos, diferentes capacidades, diferentes ambições - que vivem no mesmo espaço geográfico e se submetem, consensualmente, às mesmas normas para uma satisfação pessoal.

6. O objectivo será a conquista da felicidade - bem estar, harmonia com os mais, realização pessoal - possível através do entendimento que faculta a compreensão, a dinâmica do pensar justo e a necessidade de conhecer.

7. Porém, triste de quem é feliz e vive porque a vida dura...

Nau

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Nº. 528 - Doutrina Cooperativa


1. O cooperativismo é a moderna versão da Távola Redonda dos cavaleiros do lendário rei Artur.

2. Ao redor da dita távola se congregavam os façanhudos cavaleiros a fim de decidirem as proezas para as quais se mostravam determinados.

3. Sendo a távola redonda, obviamente que os operosos cavaleiros assumiam de igual modo a dignidade real, facturando projectos e concertando acções fautoras de satisfação própria.

4. Também os modernos cooperantes encontram na unidade cooperativa a távola adequada para a dinamização dos seus projectos, agindo como empreendedores, isto é, patrões e empregados, simultaneamente.

5. A construção dos projectos, aplicação financeira e riscos inerentes são partilhados de modo solidário pelos cooperantes, permanecendo a unidade cooperativa inalienável.

6. O cruzar de braços significa o abandono do projecto cooperativo porquanto o usofruto dos benefícios está directamente relacionado com a acção concertada.

7. Destarte, o lendário rei Artur continua como uma boa referência, mas aos cavaleiros, digo, cooperantes, pertence o libertário impulso de tomar iniciativas.

Nau

domingo, 28 de abril de 2013

Nº. 527 - Portal da Cidadonia


1. Nos últimos apontamentos - Luta Popular e Fim de Semana 17 - tive a oportunidade de alinhavar alguns parágrafos acerca da ascensão da burguesia, das "revoluções" e da pluripartidarismo.

2. Claro que nada tenho contra a burguesia e bem presente que, segundo Alexandro O'Neill, todos nós somos burguese, isto é, amamos o bem estar e apenas uma minoria capricha manipular os comandos da máquina do poder em benefício próprio.

3. O espírito burguês procura o bem estar a todo o custo; o aventureiro será ecologista, revolucionário ou inconformista por vocação, bem como fanático por religiosidade doentia, característica dos que militam tanto à direita, como à esquerda do espectro político.

4. Do confronto do espírito burguês e do espírito aventureiro resulta a insatisfação que devora os simples mortais, porquanto ambos procuram impor um estilo de vida que não é universal, por muito gloriosas que sejam as alvoradas prometidas.

5. Quando digo insatisfação, paira no ar o sentimento de frustração que leva grande parte dos homens a olhar para a coisa comum como lixeira, onde dejectam imundíces e até ideias, sem atender ao direito dos mais.

6. Plenamente se justifica o multipartidarismo por este representar as várias correntes do pensamento humano, sendo apenas negativa a ascendência de demagogos que exploram as diferentes expectativas cavalgando as aspirações de uns, assim como a negligência da maioria.

7. Apenas o cidadão criterioso poderá dirimir os presumíveis malefícios sociais pela via natural da concertação e de alargados consensos, tal como tem sido preonizado pelo CMC: cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau

sábado, 27 de abril de 2013

Nº. 526 - Psyche


1. O ser humano age por motivos, existindo grande diversidade de motivações.

2. Talvez o mais curial será dar relevo às necessidades de auto-realização porquanto estas dependem de poencialidades inatas.

3. Logo, a auto-estima; preocupação de ser competente; conseguir realizar-se, o que pressupõe uma necessidade de posse, de poder ser aceite.

4. Fazer parte de um grupo corresponde à necessidade de segurança, de apoio, tanto em relação a desconhecidos, como a fragilidades próprias: doença, frustrações e outras coisas mais.

5. Curiosamente, as necessidades fisiológicas - alimentação, descanso, sexo - além das básicas como, por exemplo, respiratórias, ingestão de água, sono reparador, etc., são as que motivam mais na luta pela sobrevivência, a competividade e os impulsos sociais.

6. Tudo depende do sistema sensorial que armazena a informação captada pelos sentidos em fracções de segundo.

7. Logo, as motivações encontram-se correlacionadas com a aprendizagem - adquirida por imitação, instrução ou, alentejanamente, ficar sabendo.

Nau

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Nº. 525 - Fim de Semana 17


1. Tempo de retrospectiva. Houve um feriado e, apesar dos tempos serem difíceis, alguns felizardos prolongaram o descanso por mais um dia cosendo-o ao último dia da semana.

2.No dia em que não há trabalho por ser uma data festiva, o significado da mesma é irrelevante para a maioria das pessoas, excepto para os abencerragens e apaniguados habituais.

3. Contudo, a festividade em questão, como é pecha da gente lusa, celebra a divisão entre os portugueses: os que apoiavam o salazarismo (corruptela do integralismo) e os que ansiavam pelo fim da ditadura.

4. Logo, este tipo de "revoluções" não passam de mudanças oligárquicas, reflectindo apenas as tendências ocorridas no velho continente europeu - florilégio para muitos; amargos de boca para os vencidos.

5. Sempre que o pluripartidarismo político vigora em Portugal, a demagogia dos seus dirigentes  fatalmente resulta um desequilíbrio das finanças públicas devido à preocupação do factótum de serviço pretender agradar à massa votante.

6. Sempre assim foi, como está patente na crise em curso, e tal como aconteceu nos últimos anos da Monarquia, situação então agravada por um avolumar de confrontos na família europeia, como vai sendo hábito.

7. Não há dúvida. As grandes esperanças justificam a ânsia de mudança, mas tudo continua inexoravelmente no mesmo curso. E porque não tentar a via CMC?.

Nau

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Nº. 524 - Luta Popular


1. A luta popular não consiste em pegar varapaus e forquilhas, ir para a praça pública e correr com os senhores feudais.

2. Isso teve lugar na Idade Média da civilização europeia em que uma ascendente classe mercantil, proporcionando o aumento do poder real, pôs, aparentemente, fim à dicotomia do senhor e do escravo.

3. O burgo ganhava maior autonomia e passava a mercadejar directamente com os camponeses livres, consagrando-se como burgueses aqueles que mais cabedais acumulavam, resultando uma produção acalentada e necessidades dos mais satisfeita.

4. O acumular de riqueza permitiu a abertura das portas do poder à burguesia que, oligarquicamente, controla os bens de produção, sob uma fictícia aura democrática que a República, como regimen de chefes a prazo, favorece.

5. Sem dúvida que o bem estar associado aos fartos cabedais acumulados pela burguesia é aliciante, virando todo o mundo em potenciais burgueses mas, como é óbvio, apenas uma minoria tem pleno acesso a tais benesses.

6. Resta aos mais a cooperação para enfrentar os ímpetos oligárquicos da burguesia bem instalada na vida, bem como aos demagogos que estimulam as paixões populares para, oportunisticamente, imporem a sua República.

7. Logo, o cooperativismo monárquico-comunalista é uma hipótese. Entretanto, bom é não esquecer: quem nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, ciranda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Nº. 523 - Prelo Real


1. Vasco Pulido Valente é um ensaista, escritor e comentador dos mais notáveis os nossos dias.

2. Licenciado em Filosofia, na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, doutorou-se em História, na Universidade de Oxford com a tese "O Poder e o Povo - a revolução de 1910.

3. Como docente universitário, manteve uma actividade meritória no Instituto Superior de Economia da Universidade Técnica de Lisboa, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa, na Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa.

4. Teve uma passagem relâmpago pelo governo, no sector da cultura, bem como pela Assembleia da República, afastando-se de ambas a curto prazo, desiludido com a instituição e a vida parlamentar.

5. Amado e odiado como acontece aos grandes génios, Vasco Pulido Valente é temido pelos seus acutilantes comentários políticos, trabalhando  as letras com denodo e segurança, denegrido por uma certa intelligentsia por nunca se ter assumido como um homem de esquerda.

6. A obra literária de Vasco Pulido Valente é vasta, da mesma aqui salientando-se "A Revolução Liberal 1834-1836: os Devoristas", "Um Heroi Português: Henrique Paiva Couceiro", "A República Velha 1910-1917" e, como não podia deixar de ser "O Poder e o Povo", todas estas publicadas pela Alêtheia Editores.

7. Assíduo colaborador da imprensa, Vasco Pulido Valente foi co-argumentista do filme "O Cerco", de António da Cunha Telles (1970) e "Aqui d'El-Rei", de António Pedro de Vasconcelos (1992), além de argumentista do filme "O Delfim" de Fernando Lopes (2002).

Nau

terça-feira, 23 de abril de 2013

Nº. 522 - RAC


1. O empreendorismo consiste na capacidade de qualquer um pôr em prática um projecto, isto é, definir objectivos, estabelecer metas e mobilizar recursos.

2. Assim, o cooperativismo define-se como a associação de empreendedores determinados a levar avante projectos que os satisfazem - como empresários e trabalhadores - livres dos encargos respeitantes a lucros de inermediários e/ou capitalistas.

3. Cooperar não é apenas trabalhar juntamente com alguém, mas escutar e aprender com os outros, tendo presente que a capacidade de trabalho varia de um para outro indivíduo, mas a concertação destes no mesmo projecto é uma mais valia.

4. A busca de soluções para problemas comuns só é possível através do diálogo, deste resultando uma ponderada tomada de decisões, sem esquemas de patrões/empregados em que uns procuram aumentar os seus benefícios e os outros a manutenão do posto de trabalho.

5. Em suma, o cooperativismo será a soma de capacidades; a elaboração concertada de projectos; a partilha de riscos e a gestão democrática do intento em si; a satisfação de realizar algo que  poderá contribuir para a felicidade individual dos cooperantes envolvidos.

6. A "PRODESCOOP - Programa de Desenvolvimento Cooperativo e a Criação de Postos de Trabalho", entre 1999 e 2010, apoiou 328 cooperativas a nível nacional; criou 611 postos de trabalho directos; lançou 192 novas cooperativas com o envolvimento de 1219 membros - 543 mulheres e 676 homens.

7. Falar da crise não basta; importante é superá-la concertadamente.

Nau

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Nº. 521 - Doutrina Cooperativa


1. Com alguma surpresa, acabo de ler uma intervenção de um suposto monárquico no espaço internautico em que este lamenta a evolução da monarquia tradicional, bem como a escassez de histórias de santos nas práticas religiosas que, segundo ele, deveriam ser profusamene reintroduzidas no culto da igreja.

2. Aparentemente, o tal suposto monárquico defende a uniformidade de conceitos que a antiga polícia do regimen (PIDE), incompreensivelmente, não conseguiu estabelecer, quiçá almejando por uma instituição téocrática, tipo iraniana, para a salvação das boas almas que poderão ser perdidas pelo contacto impuro com gente de baixa extracção.

3. Este anacrónico comportamento toma, por obsessão, o rancor aos princípios da 'Revolução Francesa' que, como é sabido, tiveram como padrão o parlamentarismo  britânico e o ensaio ocorrido no Novo Mundo com a declaração da independência estadunidense, o que, por si só, justifica mudanças de conceitos e o aparecimento de sociedades secretas (Lojas Maçónicas) compostas por indivíduos ciosos dos seus interesses particulares, presumidamente a nata da sociedade, mas nada democráticos.

4. Também a extrema esquerda enferma da mesmíssima patologia, embora de sinal aparentemente contrário, agarrada a cânones mal digeridos, mal interpretados, condenando tudo e todos que não sejam da mesma congregação, num espírito sectário e culto de teses marxistas espúrias que plenamente justificam o comentário de Bertrand Russel:  "Considero, sem excepção -Budismo, Hinduismo, Cristianismo, Ialamismo e Comunismo - como falsas e nefastas".

5. Na era da globalização, as novas comunidades são formadas por várias etnias, isto é, grupos de pessoas que apresentam características raciais, culturais e linguísticas próprias, que a mobilidade implícita na dita globalização, proporciona numa convivência multi-cultural que, por razões óbvias, se pretende equilibrada, sustentada por concertações e respeito entre os grupos com necessidades comuns.

6. Sendo os interesses das pessoas que motivam a convivência de tais grupos, bom é acalentar um "bairrismo"saudável no territótio bracarense, vimarense, portuense, alfacinha..., até ao nível do Reino dos Algarves, não numa óptica de confronto clubístico, mas de sã emulação, a fim de satisafazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. O CMC - cooperativismo monárquico-comunalista ou, como alguns pretendem, comunalismo monárquico-cooperativista - é a resposta adequada aos desafios impostos pela dinâmica da globalização, tomando a figura do Rei como referência da concertação dos seus interesses díspares.

Nau

domingo, 21 de abril de 2013

Nº. 520 - Portal da Cidadonia


1. Alvoraçados espíritos me contactaram relatando imagens que visionaram num noticiário televisivo em quem um mar de gente clamava pelo fim da monarquia em Espanha.

2. Segundo os meus prestimosos informadores, os argumentos repetidos até à exaustão iam no sentido da monarquia ser uma instituição anacrónica e anti-democrática devido ao chefe de Estado não ser eleito, além de permitir uma corrupção vergonhosa.

3. Ora o anacronismo avançado como argumento é ilógico porquanto as monarquias contemporâneas funcionam normal e democraticamente, e até algumas repúblicas dos nossos dias pretendem imitá-las, embora numa versão passadista como, por exemplo, a norte-coreana.

4. Por outro lado, alegar que um órgão de soberania não eleito é anti-democrático será condenar como tal toda a administração pública, a magistratura, as forças armadas, etc., esquecendo que a democracia é obrigação, responsabilidade e participação de todos não se admitindo o vulgar cruzamento de braços.

5. Se caprichar pelo princípio simplista avançado por Thomas Jefferson de "um homem, um voto" esbarra com a realidade do voto do cidadão criterioso ter o mesmo valimento daquele metido nas urnas eleitorais pela massa ignara que, sem dúvida, é a maioria da população.

6. Quanto à corrupção, bom é ter presente que esta é um fenómeno corrente nas democracias porquanto, nas ditaduras, apenas os membros do aparelho político (a minoria) se poderá dar ao luxo de cometer as tropelias que lhes aprouver, tal como acontecia na Roménia de Ceausescu em que o filho deste era o predador assaz conhecido.

7. A corrupção só poderá se combatida na democracia através da eficiência dos tribunais aos quais o próprio rei não se poderá eximir, pelo que não será, demagogicamente, nas ruas, por maior que seja a multidão envolvida, que se apelará à justiça.

Nau

sábado, 20 de abril de 2013

Nº. 519 - Psyche


1. Quando observamos, verificamos hipóteses susceptíveis de comparação.

2. Logo, a aprendisagem faz-se pela observação do comportamento alheio.

3. A simples imitação poderá ser complementada por induzidos estímulos.

4. No campo social a aprendizagem é, basicamente, anuência; o reverso é mera frustração.

5. Diferentes frustrações poderão instigar agressões de intensidades variáveis.

6. A harmonia social depende do espírito cooperativo, da concertação de objectivos.

7. Uma vez que a necessidade motiva, sã aprendisagem engendra a felicidade.

Nau

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Nº. 518 - Sérgio Sodré


1. Este "Fim de Semana 16" tem nome, Sérgio Sodré, que teve a amabilidade de corroborar um apontamento meu acerca da aristocracia e da nobreza.

2. Porém, devo sublinhar que nem todo "estrato social poderoso e abastado, do antigo regime [entenda-se, monarquia] composto pela alta nobreza e alto clero" foram aristocratas.

3. Como Sérgio Sodré tem presente, a aristocracia é uma forma de governo em que o poder é exercido por pessoas notáveis (que não possuem qualquer título nobliárquico), notáveis pela importância ganha no forum político.

4. Se bem me lembro, os exemplos dados no meu apontamento foram os Castros de Cuba e quejandos do presente, bem como Estaline, Hitler, etc. do passado que nunca tiveram qualquer título de nobreza, embora aristocratas e soberanos.

5. Nobreza não é sinónimo de aristocracia porquanto a maioria dos nobres nunca foi aristocrata (membros de qualquer executivo) e o inverso também é verdade, tanto no passado, como no presente.

6. De facto, é frequente associar nobreza a fidalguia herdada ou doada por um soberano, e arsitocracia àqueles que sobressaiem de entre os mais, mesmo quando uns e outros não tenham, nem tiveram, assento nas cadeiras do poder.

7. Certo é que nas modernas monarquias a nobreza jamais será sinónimo de aristocracia (aristos=melhores/kratos=poder) logo, menos preconceituosa, menos passadista.

Nau

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Nº. 517 - Portal da Cidadonia


1. O grupo de pessoas com atributos semelhantes enforma uma classe caracterizada pelos meios com que tal grupo garante o seu sustento.

2. Nas comunidades pré-industriais havia os que possuiam a terra (aristocratas ou terra-tenentes) e os que a cultivavam (camponeses livres, escravos ou servos).

3. Porém, nas comunidades modernas, os industriais ou capitalistas formam uma classe; a outra classe é formada por aqueles que vendem a sua força laboral.

4. Segundo Karl Marx, a relação entre as duas classes foi sempre de exploração, embora nos dias de hoje esta não seja tão óbvia.

5. Na linha do dualismo característico da civilização europeia e da burocratização endémica, dentro em breve restará a classe dos dirigentes e a dos dirigidos.

6. Dúvidas não existem acerca da probabilidade do cooperativismo (CMC) dirimir, quer a relação de exploração, quer a fatalidade dos dirigentes/dirigidos.

7. Importa agora é demandar quem nos represente e, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, tem nome a demanda: vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Nº. 516 - Prelo Real


1. Para aprofundar conhecimentos acerca da dinâmica cooperativista, recomenda-se a leitura do trabalho de Kempe R. Hope "Cooperativism and the Economic Development Process in Postcolonial Guyana".

2. No referido texto poderá ser apreciado os esforços cooperativistas da população da antiga colónia britânica para alcançar uma verdadeira autonomia económica após a independência, em Maio de 1966.

3. Também o movimento independentista basco tem procurado enrobustecer o conceito de cidadania que, no nosso entender, passa pela cultura do regionalismo (aliás, é um dos fundamentos do comunalismo), pelo que aqui se sugere a leitura do "Basque Cooperativism" de Baleren Bakaikoa, edições Eneka Albizu.

4. As edições francesas acerca do cooperativismo (les scop) são numerosas, pelo que decididamente salientamos "Les Scop au coeur de l'économie sociale" de Roger Essel, Editions Broca, em que são apresentados argumentos para uma actividade cooperativista naquele sector.

5. Com notas saborosas acerca das iniciativas cooperativas em vários sectores (consumo, indústria, comércio, etc.) o livro publicado pela Editions du Chene, com o título "Ceux qui aiment les lundis: travailler en Scop", autor Jean-Robert Dantou, é obra incontornável.

6. Livros acerca do cooperetivismo em língua espanhola são de leitura fácil, também disponíveis online; "Derecho Cooperativo y Mutual"; "Lazos Cooperativos"; "Red de Investigadores Latinoamericanos de Economia Socialy Solidaria", da Editorial Cooperativa.

7. Nos momentos de lazer a leitura é o conforto do espírito.

Nau

terça-feira, 16 de abril de 2013

Nº. 515 - RAC


1. A real actividade cooperativa não tem por referência o número de unidades existentes, nem tão pouco aquelas que se encontram em organização.

2. Pessoas bem informadas têm presente que, no planeta Terra, mais de mil milhões de cidadãos são detentores de capital cooperativo e o número de cooperantes é três vezes superior ao dos accionistas de empresas privadas.

3. As cooperativas asseguram mais de 100 milhões de postos de trabalho a nível mundial, isto é, um número 20% superior aos que são criados pelas multinacionais, procurando as primeiras imbuir o espírito cooperativo nos seus trabalhadores, enquanto que as segundas exigem mero servilismo.

4. Como é óbvio, os adeptos do cooperativismo não são fundamentalistas, nem tão pouco procuram abafar a iniciativa privada; apenas constatam que poucos são aqueles que demonstram uma capacidade empresarial pura, normalmente preocupados por interesses de bem estar próprio.

5. Talvez a suspeita de que alguns empresários utilizam as estruturas das unidades cooperativas para fazerem vingar projectos de benefício pessoal seja mais provável, pelo que os esquemas de aproveitamento das circunstâncias mometâneas em favor de si próprio são inevitáveis.

6. O objecto da doutrina cooperativa é congregar na mesma unidade cooperantes de valências díspares que concertarão entre si a gestão da cooperativa em moldes democráticos, isto é, um homem, um voto, independentemente do montante da quota realizada.

7. Em suma: cooperar é actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim.

Nau

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Nº. 514 - Doutrina Cooperativa


1. O cooperatiivismo é a via natural para levar a cabo um desenvolvimento económico e social mais equilibrado e harmonioso.

2. Sem a persecussão doentia do lucro, a prática cooperativa estimula o diálogo e fomenta o consenso para a realização de projectos de interesse comum.

3. A contribuição de cada um dos seus elementos (de trabalho e/ou apoio material) permitem evitar o sistemático recurso a financiamentos alheios, estes eivados de esquemas especulativos.

4. Quer orientada para a produção, quer para o consumo, o objecto da cooperativa é satisfazer as necessidades e aspirações económicas, sociais e culturais dos seus cooperantes.

5. Por outro lado, as cooperativas multi-sectoriais, além da produção e consumo, actuam em áreas importantes tal como as do comércio; dos serviços; do ensino e da cultura.

6. A satisfação de se realizar como empresário; trabalhar na área para a qual mais apto se encontra; satisfazer as suas necessidades (repito) económicas, culturais e sociais é, sem dúvida, fonte inesgotável de felicidade.

7. O cooperativismo é uma força vital e, por isso, fácil a conclusão que o cooperativismo monárquico-comunalista, por excelência humanista, é o recurso dos cidadãos criteriosos.

Nau

domingo, 14 de abril de 2013

Nº. 513 - Portal da Cidadonia


1. Comum significa de uso ou domínio de todos, isto é, do público em geral, sendo espectável uma utilização ponderada, longe de qualquer irresponsável apropriação.

2. Logo, a comuna será uma forma de organização política, social e económica da população, na linha definida no parágrafo anterior, mais no sentido administrativo que no de posse propriamente dito.

3. A retenção ou fruição de qualquer coisa nasce da necessidade que todo o mundo tem de prover, a si e aos seus, aquilo de que é impossível subtrair-se num quadro de escassez.

4. Talvez seja oportuno relembrar que a economia é a ciência para a utilização de recursos escassos destinados à produção de bens com valor real, a partilhar na comunidade.

5. O importante será orientar a disponibilidade e/ou a produção de tais bens de modo eficiente e, se possível, concertado entre vários indivíduos, tal como é lema da doutrina cooperativista.

6. Assim, o comunalismo tem por fundamento a gestão económica racionalizada; a persecução da harmonia social; uma estratégia política que se revê na figura do Rei, este como garante da democracia por obviar disputas sectárias no topo da comunidade.

7. O cooperativismo monarco-comunalista almeja pelo aumento em número dos cidadãos criteriosos.

Nau

sábado, 13 de abril de 2013

Nº. 512 - Psyche


1. Avanços na neurociência cognitiva já permitem visualizar o cérebro em transparência e quatro dimensões, bem como a reacção e intensidade da dor por este detectada.

2. Estando o prazer intrinsecamente relacionado com a emoção, a prática sexual permite várias tonalidades de felicidade que, mesmo em grau de energia extrema, apresenta reacções sempre positivas.

3. Diferente dos prazeres simples associados à comida e à bebida, o prazer sexual inicia-se na antecipação ou busca e culmina quando o objectivo é atingido.

4. Por vezes, a dor, o prazer e as emoções concomitantes dão origem a comportamentos mais complexos, desequilíbrados, pelo que a consulta a um técnico qualificado - psicólogo, sexólogo, patologista - se torna aconselhável.

5. O prazer encontra-se associado à curiosidade, à procura e à aproximação do objectivo. Porém, o inadequado comportamento poderá causar excessos ou frustrações repetitivas, fautoras da infelicidade.

6. Assim os comportamentos desviantes - por insegurança, ascendência perturbadora ou má prática - dão origem a redutos aparentemente intransponíveis, sustentados por deformações ou interesses particulares.

7. Na era da informação acessível em segundos e na vertiginosa vivência diária, uns minutos de reflexão poderão fazer toda a diferença.

Nau

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Nº. 511 - Fim de Semana 15


1. Continuo limitado em tempo - investigação e lazer - para trabalhar a informação que me é disponibilizada.

2. Eventuais leitores respirarão de alívio porquanto, um agnóstico sob a bandeira da solidariedade e da cooperação, é gente perigosa, a manter sob vigilância.

3. Claro que não são os apontamentos aqui debitados que farão vacilar a fé dos crentes, mas a estultícia dos abencerragens das crenças religiosas e das virtudes, bem como do acatamento ortodoxo nas coisas sagradas, não admite contemporizações.

4. É nestes casos que se lamenta e se verifica a falta e geito que dava a existência da Santa Inquisição porquanto esta, de bom grado, se prestaria a fazer voltar ao rebanho os prevaricadores e/ou a eliminar os mesmos, de modo cordato.

5. Restam as Lojas Maçónicas, mas estas pululam mais como centros de compadrio e de negócios, não gastando tempo os homens do avental com tais trivialidades, deixando as mesmas aos peões de brega que os coadjuvam com 'hackers' a esmo.

6. Porém, nas arruadas, auscultamos o sentimento da população e esta encontra-se muito afastada de qualquer espécie de culto religioso, lamentando o negócio realizado sob a alçada das várias igrejas, desde o nascimento à consumação final, esta esbanjada em cremações, mausoléus e flores.

7. Enfim, nem tudo vai mal - é fim de semana!.

Nau

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Nº. 510 - Luta Popular


1. Segundo Oscar Wilde, para ser popular (referindo-se o autor à escrita) é indispensável ser mediocre, podendo tal conceito ser extrapolado à política lusa.

2. A luta significa combate; desassossego anímico; esforço para realizar algo que nos interessa, tendo presente que é o interesse que nos leva a procurar o que é necessário, útil ou agradável.

3. Sendo "a economia o estudo da forma como as sociedades utilizam os recursos escassos para produzir bens com valor e de como os distribuem entre os vários indivíduos" (P. Samwelson/W. Nordhaus), evidente é a conexão entre luta e interesse.

4. Logo, o sentimento intuitivo, basicamente egoista, que motiva a luta individual é compreensível, porém, o adjectivo popular será reticencioso porquanto o interesse do colectivo, isto é, de todos, não corresponde ao que respeita um só indivíduo.

5. Mascara o político a fome de poder com promessas vâs; o habitante mascara a sua penúria para exigir à junta de freguesia socorro injustificável; mascara o filho probidade no seio dos progenitores para alimentar vida airada - todo o mundo espera usufruir algo sem nada contribuir.

6. Urgente é mudar de atitude; assumir responsabilidades. Não é possível redistribuir bens essenciais quando uns escamoteiam recursos; outros lapidam bens públicos impunemente - a exploração do homem pelo homem é fatalidade.

7. Assim, nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, neste jogo de interesses em que todo mundo anda, mas não anda, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Nº. 509 - Prelo Real


1- A capacidade editorial brasileira no sector do cooperativismo é muito grande, basta visitar alguns sítios da Internet para ficar com uma agradável ideia acerca da pujança da mesma.

2. Todo o mundo tem acesso a tal maná de informação, mas a gente lusa prefere divagar acerca do sexo dos anjos, cultivando a maledicência como processo de enriquecimento da sua fraca compreensão do que é o cooperativismo e a doutrina monárquica.

3. Por cá, também existem hipóteses para se manter actualizado acerca do movimento cooperativo - definições; dicas para a constituição de uma cooperativa; sugestões para actividades cooperativas - bastando consultar o "Cooperativas - Portal da Empresa".

4. Embora aqui já se tenha dado algo essencial para constituir uma cooperativa, recomendamos uma visita ao "CASES - Constituir Cooperativa". Para os mais distraídos, lembramos que o "CASES" significa "Coperativa António Sérgio para a Economia Social".

5. Uma aprendizagem cooperativa também poderá ser realizada no sector cultural pelo que se sugere uma visita à "GESTO Cooperativa Cultural, CRL", constituida na cidade do Porto em 22 deJaneiro de 1988, desenvolvendo esta actividades ligadas à produção, formação e divulgação cultural.

6. Bons exemplos - longevidade e referência - poderão ser adquiridos numa visita à "Cooperativa de Viticultores e Olivicultores de Freixo de Numão", fundada em 19 de Junho de 1957, com Estatutos aprovados por alvará do ministro de economia Ulisses Cortês, em 23 de Agosto do mesmo ano.

7. finalmente, porque não visitar na Internet, de quando em vez, a "Cooperativa Criativa CC Facebook?

Nau

terça-feira, 9 de abril de 2013

Nº. 508 - Real Actividade Cooperativa


1. Aquiescer à iniciativa de alguém é mais cómodo porquanto, embora haja uma responsabilidade partilhada, facilita a censura sempre que os resultados da diligência efectuada não sejam positivos.

2. Estigmatizar o procedimento de outrém aparenta dar relevância, distinção ou superioridade intelectual ao crítico em relação aos que o circundam, mesmo quando este utiliza critérios alheios, manifestando apenas a necessidade de massajar ego próprio.

3. A responsabilidade obriga o agente que se expôs a arcar com os amargos de boca ocorridos, bem como a responder pelos actos desaguisados, sofrendo as consequências mesmo que estas não sejam de contentamento previsível.

4. Logo, contornar a responsabilidade de modo ronhoso ou assobiar para o lado é a prática corrente da maioria nas democracias modernas, escutando tais maiorias apenas aquilo que mais lhes convém, isto é, o máximo de vantagens, com o mínimo de esforço, tanto físico como intelectual.

5. A coisa pública é, geralmente, enfrentada a tratos de polé porquanto "cada um deve cuidar do que é seu" e o comum é responsabilidade imputada a desconhecidos, pelo que se conspurca, se apropria ou se destroi, conforme o lado para o qual está voltando.

6. A comuna - algo de uso ou domínio de muitos, lato sensu, de todos - emerge como a circunscrição onde os habitantes exercem a administração dos seus interesses de modo concertado, extrapolando a dita prática a unidades de maior ou menor dimensão como, por exemplo, a cooperativa.

7. Sendo a cooperativa a base da comuna por nesta se privilegiar o consenso; a gestão democrática pelos sócios; a preocupação com a comunidade; a autonomia em relação a outras organizações - públicas ou privadas - de certo que a figura do Rei é o garante de uma saudável administração popular.

Nau

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Nº. 507 - Doutrina Cooperativa


1. A cooperativa não é uma mera escola para a formatura de cidadãos, mas a real instituição onde se formam homens de corpo inteiro, isto é, os comunalistas.

2. O impulso natural que leva um grupo de indivíduos a actuar, ao mesmo tempo e para o mesmo fim sem intuitos competitivos, exercita a articulação de projectos orientados para a satisfação das suas necessidades - económicas, sociais e culturais.

3. Sem dúvida que os indivíduos mais aptos - por habilidade natural, conhecimentos adquiridos ou meios ao seu dispor - poderão singularmente levar a cabo projectos fomentadores do crescimento económico e geradores de emprego, mas o espírito de apropriação é inevitável.

4. Por outro lado, aqueles que professam opiniões fundamentadas em doutrinas religiosas, filosóficas ou políticas actuam, geralmente, conduzidos por demagogos, estes apenas encaprichados na conquista das cadeiras do poder.

5. Cultivar o espírito de cooperação e solidariedade é o remédio mais adequado para combater a febre especulativa, bem como o fanatismo caudilhesco que anestesia a percepção cívica, à direita e à esquerda, com denominações diferentes mas idênticos propósitos: a conquista das cadeiras do poder.

6. A reforma de mentalidades não é possível ser efectuada por crenças religiosas e/ou por arregimentações partidárias, nem tão pouco por decretos-leis espúrios, mas apenas pela determinação de cidadãos criteriosos, eivados pelo espírito de solidariedade, apanágio da doutrina do cooperativismo monarco-comunalista.

7. A cooperativa não é propriedade dos seus associados, nem tão pouco negociável ou transmissível a terceiros; também as quotas realizadas pelo cooperante não farão parte de qualquer futuro legado ou herança pessoal.

Nau

domingo, 7 de abril de 2013

Nº. 506 - Cooperativismo Monarco-Comunalista


1. Dizer que o homem é um animal político por este se encontrar no tablado dos negócios públicos é expressão redutora, pois o assistir à coisa comum faz parte do direito consuetudinário, embora não acicate o engenho dos mais.

2. Quando muito, o homem é um animal gregário que tende a submeter-se à norma de vida dos outros membros da comunidade, a maioria sem opinião formada, vivendo como as espécies biológicas mais simples: apenas porque a vida dura.

3. Logo, o gregarismo é o impulso de solidariedade sublimado pelo espírito cooperativo que concerta a acção de várias pessoas em algo de interesse comum e, daí, o embrião comunal, da participação e cumplicidade.

4. Em suma: o comunalismo é a essência do espírito cooperativista e fundamento de um modelo político descentralizador, autonomista, que assume a figura do Rei como vínculo da comunidade, dentro e fora desta.

5. Assim, o cooperativismo monárquico-comunalista ganha a devida consistência sempre que os seus membros actuam criteriosamente no tablado dos negócios públicos, definindo objectivos destinados a satisfazer as necessidades e aspirações económicas, sociais e culturais de cada um.

6. Forçoso é ter presente que a cooperativa - como associação de indivíduos de corpo inteiro - é meio para a realização de algo de interesse comum, mas de iniciativa concertada, aversa ao cruzamento de braços.

7. Ao contrário do comunismo que tem por fundamento a abolição da propriedade privada e um esquema político, económico e social centralizador, o cooperativismo monarco-comunalista é um sistema político autonómico, não preconceituoso.

Nau

sábado, 6 de abril de 2013

Nº. 505 - Psyche


1. Se a consciência é a percepção que qualquer pessoa tem de si própria e a mente a peculiar função do cérebro, o relacionamento destes é intrínseco e compreensível por análise do comportamento alheio.

2. No entanto, a cultura local, o momento em que determinada acção se realiza e a motivação justificam o comportamento previsível, embora com interpretações diversas, segundo a optica do observador e o eventual relacionamento entre o actor e o espectador.

3. Entrar no cérebro alheio, sendo a hipótese do neurocirurgião excluida, resta a influência que será, na prática, a ascendência ou poder que alguém ganha ao exercer vontade própria sobre a vontade de outrém.

4. De facto, o poder é a faculdade, energia ou mera possibilidade de dominar algo - pessoa ou coisa - almejado po aqueles cujo ego ( sentimento de importância própria)  ultrapassa a normal tomada de consciência de si mesma.

5. A fome do poder não é mera imagem literária, mas a urgência de se impor, de possuir ou conseguir alcançar algo cujo propósito, por vezes, não é apenas motivado pela consciência inconsciente.

6. Logo, a natureza inconsciente das emoções depende de factores desconhecidos atribuidos no passado a deuses portentosos que persistem como santos, mulheres de virtude, figuras do além de gente muito religiosa.

7. Os fenómenos biológicos tidos como consciência são, por vezes, perniciosos: sublimes como amor; inferno como desejo frustrado.

Nau

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Nº. 504 - Fim de Semana 14


1. Exportar - é o desígnio português do momento.

2. Atrevo-me a aventar algumas hipóteses, singelo contributo de um pagador de impostos.

3. Talvez seja boa ideia exportar a crise, juntamente com os responsáveis locais da mesma.

4. Exportar os ladrões de luva branca para que estes continuem o latrocínio longe de casa, mas com a obrigação de depositarem 10% do roubo apurado no erário luso.

5. Acabar com o negócio das armas ilegais exportando-o para a Coreia do Norte porquanto lá, com tantas armas atómicas, de certo que precisarão de arcabuzes para resolver os problemas domésticos.

6. Exportar 30% da população activa a fim de resolver o problema do desemprego, com a obrigação destes emigrantes só poderem regressar ao país com pecúlio substancial que garanta o pagamento de duas  rendas mensais durante 50 anos.

7. Terminado o passeio matinal, vou ao duche depois de, apressadamente, escrevinhar estas linhas - serão estas também exportáveis?.

Nau

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Nº. 503 - Luta Popular


1. Infelizmente, não tive acesso ao preograma '5 Para a Meia-Noite', no dia 2 do corrente, mas espero que alguém o tenha gravado e o disponibilize na Internet.

2. "Resgatar uma Capital sequestrada!" é um lema com força e imaginação, adequado à lutadora Joana Miranda que espero ainda poder comentar em próximas intervenções.

3. Vítimas da partidocracia, os alfacinhas são obrigados a votar nos candidatos em trânsito para outros poleiros, sem alternativa possível.

4. Contestações públicas acerca das más orientações políticas impostas nos últimos 30 anos são frequentes, mas não se vislumbram hipóteses de mudança.

5. Muitos votam em branco ou passam ao largo das assembleias de voto, embora a engenharia eleitoral dê um geito para escamotear a realidade.

6. Porém, bastará um arremedo de coragem. Um grito de 'basta!' de pusilamidades, de roubos, de mentiras, de compadrice para fazer ruir esta República de Bananas.

7. Para começar - nas próximas eleições autárquicas, em Lisboa, vota Joana Miranda.

Nau

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Nº. 502 - Prelo Real


1. Muitos portugueses ainda não sabem o que é o cooperativismo; têm uma ideia errada acerca do mesmo; mostram pouca curiosidade ou interesse mínimo em esclarecer o assunto.

2. Não será por falta de informação ou poucos contactos com as cooperativas das quais, por vezes, auferem serviços sem curar saber a razão da existência destes ou avaliar os benefícios disponibilizados.

3. Preconceituosamente falam de iniciativas goradas ou de trapalhadas que lhes contaram, frequentemente confundindo cooperativismo com corporativismo, numa visão terceiro-mundista, associada a esquemas anti-monárquicos.

4. Bastará visitar a livraria online da Bertrand Livreiros para encontrar obras como "Importância Económica e Social do Cooperativismo", de Palmira Cipriano Lopes; "Maneiras Cooperativas de Pensar e Agir, contributo para a história do cooperativismo", de José Hipólito dos Santos; e tantas outras obras de igual valor.

5. Embora homens da cultura portuguesa se tenham dedicado ao estudo do cooperativismo como, por exemplo, António Sérgio, muitos monárquicos gostam de alardear o seu pouco conhecimento acerca desta matéria aventando hipóteses "terríficas" de competições entre cooperativas, tal como fez há uns anos atrás Paulo Especial, no 'monarquicos.com indice".

6. Socorro-me de António Sérgio: "creio que [a] reforma da mentalidade [seja] indispensável neste momento, em salvadora reacção contra fumos do romantismo, [e] um dos nossos lemas deverá ser este: não, senhores, não somos sebastianistas, e não queremos viver como se fôssemos" ('Ensaios', Volume I, 3ª edição.

7. Felizmente, os sebastianistas - fideístas, cruzadistas, passadistas e outros que tais - tendem a ser mais moderados, mas a reforma da mentalidade portuguesa é urgente; o debate acerca do cooperativismo monarquico-comunalista poderá ser um dos passos para tal objectivo.

Nau

terça-feira, 2 de abril de 2013

Nº. 501 - RAC: Rurambiente


1. As cooperativas de prestação de serviços, abreviadamente designadas por cooperativas de serviços, e suas organizações de grau superior regem-se pelas disposições do presente diploma e, nas suas omissões, pelo Código Cooperativo - Artº 1º, Decreto-Lei 323/81, de 4 de Dezembro.

2. Quanto ao objectivo, estas cooperativas podem desenvolver as suas actividades nas seguintes áreas: transportes; aluguer de máquinas e equipamentos; assistência técnica; distribuições; comunicações; exploração de estabelecimentos turísticos, hoteleiros e similares; seguros; solidariedade social.

3. A "Rurambiente - Cooperativa de Serviços Técnicos Agrícolas, Florestais e Ambientais, CRL" iniciou a sua actividade em Abril de 2001; tem sede em Évora, no Parque do C.D.A.P.E.C. (Centro de Desenvolvimento Agro-Pecuário), sendo Entidade Formadora Acreditada pela DGERT (Direcção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho desde 2008.

4. Os objectivos da "Rurambiente" passam pela prestação dos seguintes Serviços Técnicos e Tecnológicos: Consultadoria e Estudos na área agrícola, pecuária, florestal, ambiental e agro-industrial. Consultadoria, Estudos, promoção de acções, edições e material didáctico na área de formação profissional. Promoção de eventos, defesa, recuperação e manutenção do património rural, cultural e ambiental. Promoção, divulgação, comercialização de produtos regionais, artesanais e biológicos.

5. A "Rurambiente" encontra-se igualmente Acreditada para promover Acções de Formação Profissional nas seguintes áreas: Formação de Professores/Formadores e ciências educação. Comércio. Contabilidade e Fiscalidade. Gestão e Administração. Secretariado e Trabalho Administrativo. Enquadramento na Organização/Empresas. Electricidade e Energia, e outras coisas mais.

6. Bom é salientar que a "Rurambiente" colaborou, activamente, como Entidade Formadora, em Planos de Formação promovidos por outras entidades, tais como: CDCsul (Centro de Documentação e Coordenação Sul, Lda) e Centro Infantil de Nossa Senhora da Saúde (IPSS - Instituição Privada de Solidariedade Social).

7. Contactos com a "Rurambiente" : Rua Diana de Liz, Horta do Bispo, Apartado 149, 7006-802 Évora; telefone/fax 351-266 771 180; telemóvel 913 178 767; e-mail joao.rur@mail.telepac.pt.

Nau

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nº. 500 - Doutrina Cooperativista


1. Como seria de esperar, verificam-se muitas sensibilidades políticas na comunidade portuguesa, desde os que sobrestimam a iniciativa privada - dinâmica, arrojada, geradora de emprego e crescimento económico - aos que tudo procuram regulamentar através de um Estado burocratizado e centralizador.

2. Na primeira hipótese, aqueles que advogam que os bens são escassos pelo que a comunidade deverá usar os recursos disponíveis de forma eficiente, confiam que os mais aptos - embora egoístas e procurando benefícios económicos próprios - asseguram o adequado crescimento económico.

3. Tendo presente que a maioria da população, embora alimentando desejos ilimitados, apenas cura da sua sobrevivência, os tecnocratas - peritos em diversas matérias e, sobretudo, nas ciências económicas - justificam a sua existência criando regras para melhor uso dos recursos limitados.

4. Claro está, se os desejos humanos pudessem ser plenamente satisfeitos e a capacidade de produção de riqueza fosse infinita, ninguém se preocuparia em aumentar os recursos disponíveis; as empresas não se aplicariam no controlo do custo do trabalho ou dos cuidados de saúde; os governantes negligenciariam a cobrança de impostos ou o aumento das despesas públicas.

5. Num paraíso de abundância em que os bens fossem livres, tanto preços, como mercados seriam coisas irrelevantes; a economia algo sem importância porquanto ninguém se preocuparia com a produção de riqueza, nem tão pouco com a repartição do rendimento entre os mais.

6. Logo, tanto os que crêm na bondade da iniciativa privada, bem como os ímpios que procuram regulamentar a inevitabilidade do pensionista receptador universal, ambos são motivados pela fome do poder sobre os mais - dirigentes eleitos por obra e graça de um deus desconhecido.

7. Aos agnósticos, na luta entre o Estado liberal e o Estado burocratizado - resta o cooperativismo monárquico-comunalista.

Nau