quarta-feira, 25 de abril de 2012
Nº. 165 - Até quando? II
1. A figura do Rei não é de um chefe, mas de ponte que estabelece a ligação do passado com o futuro, dado que a realização do presene a todos nós pertence.
2. Palavras bombásticas dirão alguns, mas é isto que sentimos de alguém que assume as responsabilidades dos seus maiores, vive os desafios do nosso tempo e projecta a ideia de continuidade renovada através do seu herdeiro.
3. Não cabe ao Rei comandar, porquanto o tempo das cruzadas e do estabelecimento das fronteiras territoriais já passou. Hoje cabe a todos nós partilhar um certo património que ultrapassa os limites físicos e exprime-se num linguajar com inflexões próprias, mas sempre familiares.
4. Não cabe ao Rei dirigir, estabelecer rotas, segurar no leme pois este agarra-se às nossas mãos, obedecendo apenas aos impulsos da maioria que é curial manter informada e segura de si, formando uma comunidade autodisciplinada, harmoniosa e capaz de satisfazer as suas necessidades.
5. Não cabe ao Rei governar, conduzir, regular, gerir, administrar pois essas funções pertem a cada um denós por via dos delegados que nomeamos e julgamos no fim de cada legislatura.
6. O nosso Rei não governa, nem administra: é a figura reinante, que tem supremacia pela responsabilidade histórica assumida; que predomina dado que, de entre todos, é o símbolo da comunidade; que prepondera na realização dos consensos e na outorga dos mesmos.
7. Os sistemas políticos; as regras que se impõem, que se seguem; os modos de viver; de proceder, etc., renovam-se ou esbatem-se - a figura do Rei permanece, mesmo quando sucedâneos a prazo são tidos como medida de recurso.
Nau
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