quarta-feira, 18 de abril de 2012

Nº. 157 - Greve Geral

1. Não foi por distração calculista que hesitei dar apoio à Greve Geral de 22 de Março último.

2. Também não terá sido a falta do pronunciamento da minha parte que evitou que a referida Greve Geral ganhasse proporções idênticas às de Atenas e Madrid.

3. Sempre tenho apoiado as iniciativas do PCTP/MRPP porquanto sei as razões que o motivam e confio nos critérios dos seus dirigentes, dado que estes têm princípios e politicas bem defenidas.

4. A Greve Geral é uma forma de luta dos trabalhadores com o propósito de obter benefícios e/ou protestar contra políticas governamentais que lhes são adversas. Nas democracias parlamentares servem para atenuar tensões; para os adeptos das democracias populares, uma tentativa para a conquista do poder.

5. Os apoiantes das democracias parlamentares procuram que os programas do partido da sua opção conquistem as cadeiras do poder a fim de levar a cabo as reformas sociais, sob o olhar atento dos cidadãos criteriosos.

6. Por outro lado, os defensores das democracias populares confirmam que, nas múltiplas assembleias do esquema piramidal, a voz do cidadão comum chegue ao topo do comité político onde, nesse restrito círculo, são estabelecidos os projectos governamentais, bem como resolvidas as normais lutas de galo.

7. Claro que nas democracias parlamentares o empresário controla a produção, assegura a distribuição do produto e arrecada o lucro. Nas democracias populares (estas pouco prováveis no actual contexto da velha Europa) o verdadeiro risco está nos patrocínios. Resta o movimento cooperativo para atenuar os defeitos de uns e de outros.

Nau

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