1. Segundo uma "Nota à Imprensa" do PCTP/MRPP, de 13 de Dezembro de 2011, o partido-bloco, "onde cabem todas as rameiras da política, desde o Louçã ao Rosas, passando pelo Fazendas e pelo major Tomé" enfrentava, àquela data, uma séria ameaça de cisão.
2. Gil Garcia dera ordem aos seus sequazes para uma saída do BE a fim de formar um outro partido, tendo por diapasão apenas Daniel Oliveira que, esforçadamente, no "Eixo do Mal", foi lançando umas bocas, claro está, sempre que a ocasião lho permitia.
3. A corrente Ruptura/FER, liderada por Gil Garcia retira 200 militantes ao BE acusando este de fazer mau uso do dinheiro que o Estado dá aos partidos com a construção de sedes sumptuosos, embora tal afirmação tenha sido refutada por João Semedo que jura a pés juntos o partido ter apenas a sede nacional, em Lisboa.
4. Talvez por não ter sido contemplado com um gabinete na beneficiada sede nacional, Gil Garcia expõe a nu o oportunismo dos dirigentes do BE na defesa "a torto e a direito" dos funcionários públicos que, segundo aquele ex-dirigente, não correspondem ao rácio dos militantes daquele partido.
5. Claro que Daniel Oliveira lamenta a saída dos membros da FER/Ruptura dado que "à esquerda, todos fazem falta", nâo se revendo na afirmação de Gil Garcia de que "o Bloco abandonou o projecto das causas fracturantes" que inicialmente apresentara como bandeira.
6. Naquela data, comentava o PCTP/MRPP: "a filosofia política que presidiu à fundação do Bloco de Esquerda assentou naquela peregrina ideia, bem típica do velho oportunismo trotsquista, de que tudo quanto se reclamasse de esquerda seria susceptível de ser agrupado num só e único partido e de que um tal partido, só por isso, não só teria de ser um partido de esquerda como teria de ser mesmo o único, o verdadeiro e o autêntico partido de esquerda".
7. Está tudo dito. Resta-me apenas lembrar as palavras de Rodrigo Moita de Deus: "Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão", o que também é válido para a direita.
Nau
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