1. Segundo Rodrigo Moita de Deus, "quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão". (31 da Armada, 16.4.12.
2. Ainda do mesmo apontamento: "Uma das características da nossa rapaziada de esquerda é a tendência para os grupos, cisões, roturas, grupelhos, grupinhos, refracções e outros que mais".
3. De facto, as divisões no seio da esquerda são numerosas e contraditórias, procurando cada facção ganhar notoriedade e, embora não falem uns com os outros, assumem as suas posições com galhardia, sendo notícia obrigatória nos meios da comunicação social.
4. Claro que a direita também enferma dos mesmíssimos problemas, mas sem conseguir os acessos à ribalta e as audiências imediatas, o que seria um ponto a seu favor por não veicular a confusão que reina no seu meio.
5. Qualquer posição assumida pela esquerda é ventilada como sinal de modernidade, de progresso, de avanço de qualquer coisa, mesmo que os resultados práticos sejam pouco fiáveis ou incertos num futuro próximo. O papel da direita é o do patinho feio - ultramontano, marialvista e obscurantista.
6. Assim o homem de esquerda alardeia as suas lucubrações de cabeça levantada, vociferando anátemas contra tudo e contra todos. O homem de direita só ergue a voz quando secundado por numerosa corte e, normalmente, em posição defensiva, pela necessidade de reforçar convicções pouco aprofundadas, tão preconceituosas como as dos parceiros de esquerda.
7. Imitando os membros do actual governo, cada vez mais gente usa um emblema com a bandeira verde-rubra na lapela. Poucos monárquicos terão a coragem de contestar tal acto exibindo o azul e branco com as armas reais.
Nau
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