sexta-feira, 20 de abril de 2012

1. Num recente apontamento sentenciei: O que motiva o homem é a satisfação de objectivos pessoais e imediatos, pelo que será curial sopesar estes através da cultura do Espírito de Comunidade. 2. Dois ou três parágrafos mais à frente, perorava assim: Não nos iludemos. Apenas o aumento em número de cidadãos criteriosos poderá motivar a reforma (para melhor) do Espírito de Comunidade, logicamente mais funcional e realista. 3. Em suma: a felicidade conquista-se através da satisfação dos objectivos pessoais, estes mais facilmente atingíveis com o aumento em número dos cidadãos criteriosos, todos empenhados na construção de uma comunidade mais harmoniosa e solidária. 4. Será tal esquema possível mediante a transformação do cidadão comum em funcionário público, com estatutos bem definidos, actividades e deveres espartilhados? Será através da redistribuição da riqueza produzida, contemplando mesmo aqueles que nada fazem? 5. Ah, e o empreendorismo? Não é este que cria riqueza, angariando investimentos e aumentando os bens materiais? E porque não a ditadura tecnocrática que transforma o cidadão em número estatístico e os prevaricadores em doentes mentais?. 6. O meu querido amigo Brissot de Warville afirmava que os poderes públicos deverão ser: (a) delegados ou representativos; (b) eleitos pelo povo ou os seus representantes; (c) qualquer deles (os poderes, entenda-se) temporários e disponíveis; nesta linha de pensamento, redigiu a petição para a destituição do soberano, tendo morrido guilhotinado, não por ordem do rei mas dos jacobinos. 7. A cartilha Brissot é constantemente evocada como o fundamento da República por naquele articulado não haver lugar para o princípio hereditário, sendo tal cartilha tida como a razão da Monarquia por esta obviar lutas partidários no topo da comunidade. Nau

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