1. No sufrágio para cada legislatura, apenas é sugerido ao eleitor colocar, no boletim de voto, uma cruz no partido da sua opção política.
2. Os potenciais delegados são escolhidos pelo directório do aparelho partidário sem curar da preferência dos eleitores os quais, a maior parte das vezes, nada sabem acerca dos candidatos.
3. Logo, em cada sufrágio, os eleitores limitam-se a votar no chefe do partido (este sempre nas luzes da ribalta) e da decisão do mesmo dependem as nomeações, logicamente efectuadas de acordo com a lealdade manifestada pelos candidatos em relação ao Chefe.
4. A democracia virtual é mantida para melhor aliviar as tensões sociais, mas definha na essência, porquanto a orientação dos negócios do Estado é insuflada pelos grupos de interesses, com ligações umbilicais partidárias.
5. Critérios de competência e mérito andam muito arredados do sector empresarial do Estado que se rege pelos resultados eleitorais e ditames partidários, justificando a sua existência apenas por existir.
6. A desinformação impera a todos os níveis e matérias, poucos se preocupando em explicar e/ou entender o que passa à sua volta, levantando problemas de lana caprina que nem para exercício mental servem.
7. Não são necessárias lucubrações constitucionalistas. Nem o bolsar de erudições livrescas. O monárquico será diferente do republicano pela necessidade de erradicar o aspecto odioso instilado pelas campanhas anti-monárquicas que prevalecem há mais de um século.
Nau
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