terça-feira, 3 de abril de 2012

Nº. 143 - Doutrina Monárquica

1. O movimento monárquico é um pêndulo desactivado, supostamente com oscilações isócronas; pleno de sorsum corda mas falho de racionalidade.

2. A maioria da população portuguesa supõe ser republicana por associar este regimen político à Liberdade, esquecendo que os 16 anos de anarquia e os 40 anos Salazarengos foram assumidamente republicanos.

3. Incompreensível é viver outros 40 anos sem questionar sequer a razão pela qual o regimen vigente impõe a eleição do Chefe de Estado e, nas referências circunstanciais, associar este à Democracia.

4. Paradoxalmente, a burguesia foi a consolidação do espírito democrático cedo tornando-se o seu algoz motivada pela obsessão do entesouramento de bens materiais que lhe reforçou o poder político.

5. Originalmente, a moeda representava o valor dos objectos permutados o que facilitava o acumular da riqueza, dispensando esta do acautelamento físico pela vigência de normas estabelecidas através da força coerciva da comunidade politicamente organizada.

6. O Estado de Direito é o recurso da burguesia possidente que, através deste, inspira legisladores e governantes, porquanto a igualdade de todos perante a lei favorece apetrechados oportunistas, prevaricadores encartados e razões musculadas.

7. A República é a opção lógica das minorias dirigistas por lhes permitir a manipulação da comunidade de acordo com os seus interesses particulares, restando o movimento cooperativo para a formação de cidadãos criteriosos, estes logicamente monárquicos.

Nau

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