terça-feira, 24 de abril de 2012

Nº. 164 - Até quando?


1. Segundo os movimentos socialistas da extrema esquerda, a reforma social será realizada pela classe operária através de um partido de vanguarda.

2. A dita reforma pressupõea destruição do antigo aparelho de Estado e a construção de um novo dirigido pela classe operária - entenda-se, pelo partido de vanguarda.

3. Já todo o mundo se apercebeu que a vanguardismo proposto é o da ditadura do proletariado que, tal como o nome dá a entender, é uma forma de governo em que o poder público é detido por um grupo de pessoas cujos interesses se identificam com os de toda a comunidade.

4. Na prática significa que tal minoria dirigente controla a economia da comunidade, dominando de maneira absoluta a indústria, o comércio interno e externo, bem como o sistema bancário, tudo centralizado e decidido por incontestáveis tecnocratas de sapiência ilimitada.

5. Muita rapaziada que se diz monárquica sem entender bem o que isso é, vê na ditadura do proletariado  - até no socialismo de cariz progressista e redistribuitivo - sinais claros e diabólicos de comunismo, embora deste tenham uma vaga ideia de um sistema social baseado na comunidade de bens e abolição da propriedade privada.

6. Em alternativa, os anti-comunistas toleram o multipartidarismo, tomando a opção sectária com a mesma ligeireza com que torcem pelo clube desportivo "A" quando este joga contra o clube "B", convencidos que o chefe da sua cor preferida garantirá uma vitória sobre os contrários.

7. Ninguém se preocupa em tomar iniciativas para a defesa dos seus interesses, eliminando os intermediários como é sugerido pela doutrina cooperativa. Trabalhar para o bem comum é uma canseira; pensar e assumir responsabilidades uma chatice. O que precisamos é de chefes - aquele que comanda, que dirige, que governa... porém, a figura do Rei não é de um chefe, mas de ponte do passado rumo ao futuro, dado que a realização do presente a todos nós pertence.

Nau

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