segunda-feira, 30 de abril de 2012
Nº. 169 - Primeirode Maio, V
1. Não cruze os braços. Vá ao Auditório do Hotel Roma, em Lisboa, no dia 1 de Maio, pelas 15 horas.
2. Participe nos debates do PCTP/MRPP. Questione os oradores.
3. Confraternize. Tente aperceber-se da razão que leva tanta gente a comparecer naquele auditório.
4. De facto, muitos partidos de esquerda defendem a ditadura do proletariado. Outros, como o PCP, riscaram-na do seu cardápio.
5. Se é a ditadura do proletariado que lhe faz alguma apreensão, veja a alternativa: a escolha de UM CHEFE!
6. Afinal o que anda meio mundo a fazer? À procura de um chefe. Um chefe que chegue às Cadeiras do Poder; o programa do chefe é mero folclore.
7. Porque é que Barrosos, Rosas e quejandos passaram pelo PCTP/MRPP?
Nau
domingo, 29 de abril de 2012
Nº. 168 - Primeiro de Maio, IV
1. Responsáveis: os trabalhadores - dizia eu, ao delinear as razões da crise e, como é habitual, atribuir a responsabilidade desta, fatalmente, a quem trabalha.
2. Sim, é o trabalho - aplicação das forças e faculdades do homem à produção de riqueza de modo concertado e racional - que mantém a comunidade.
3. Todo aquele que tenta viver às expensas do património herdado sem cuidar da conservação do mesmo, limitando-se a delapidar bens descomedidamente, acaba os seus dias na medicância.
4. De facto, o trabalho por si só, isto é, o exercício material desarticulado para conseguir alguma coisa - não basta. Importante é o empreendorismo concertado, tal como é sugerido pelo movimento cooperativo.
5. O empreendorismo concertado, emblema do movimento cooperativo, alia as valências das pessoas envolvidas no projecto comum, tendo por objectivo a satisfação das suas necessidades económicas, sociais e culturais.
6. O movimento cooperativo é a tomada de consciência que só a união dos cidadãos criteriosos, em múltiplas unidades cooperativas independentes poderá fazer face à burocratização do Estado e/ou à submissão deste à exploração desenfreada dos possidentes.
7. Logicamente, somos cooperativistas e, pela mesma razão, monárquicos dado que a figura do Rei obvia disputas no topo da comunidade, limitando estas ao forum próprio onde, democraticamente, defendemos os interesses comuns.
Nau
sábado, 28 de abril de 2012
Nº. 167 - O Primeiro de Maio, III
1. Viver à tripa forra, só muito acima da classe média.
2. Logo, criam-se grandes projectos para que os quadros,na maioria provenientes da classe média, possam macaquear os deuses no Olimpo.
3. Os financiamentos são obtidos a taxas de juros moderadas e as dívidas estabelecidas por parçarias democraticamente publico-privadas.
4. Os promotores de tais esquemas são bem remunerados e os créditos ao consumo sobem em flecha.
5. Cumprindo a sua função social, o Estado aumenta os benefícios às populações carenciadas, tudo à sombra dos ditos créditos.
6. A crise empresarial mantém-se pois todo o mundo vive à pala de um Estado burocrático e paternalista, digo, socialista.
7. Entretanto os delegados do povo alimentam discussões de lana caprina para entreter a malta. Responsáveis - os trabalhadores.
Nau
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Nº. 166 - Primeiro de Maio, II
1. O apontamento de ontem procurava tentativamente enunciar as razões da escolha da data em epígrafe, bem como as orientações políticas que acerca desta se verificam.
2. Convém ter presente que o sindicalismo é um movimento organizado em sindicatos, isto é, em associações de trabalhadores, para a defesa de interesses económicos comuns.
3. Em teoria, o sindicato vive da participação activa dos trabalhadores no local de trabalho, isto é, nas empresas, nas unidades de produção, de serviços, etc..
4. Na prática, os sindicatos existem pela forte militância de activistas que dão primazia à acão pura em desfavor do esforço teórico.
5. Logo, o sindicato é o diapasão de organizações partidárias que actua em nome dos trabalhadores, com um distanciamento destes igual ao dos delegados da Assembleia da República.
6. Como é sabido, a defesa dos interesses económicos do cidadão comum é possível através de unidades cooperativas, mas estas são normalmente avessas aos espartilhos sectários.
7. Bom é salientar que alguns activistas são trabalhadores profíquos actuando como sindicalistas, mas com reduzidíssima actividade profissional.
Nau
Nº. 165 - O Primeiro de Maio, I
1. O Primeiro de Maio está assinalado como jornada mundial de reivindicação operária.
2. Foi naquele dia de 1889, numa manifestação em Chicago pela jornada das 8 horas de trabalho que vários activistas foram presos e executados.
3. Nas sequelas da Revolução Industrial, consolidaram-se os movimentos sindicalistas, tendo estes por objectivo a defesa dos trabalhadores, bem como a organização das reivindicações económicas, políticas e sociais.
4. Enquanto o sindicalismo inglês (Trade Unions) numa tradição corporativa integra sindicatos patronais, operários, artesanais ou camponeses, outras tendências se têm verificado em movimentos similares.
5. Por influência de Lassale e de Marx, o sindicalismo dos Países Nórdicos, assim como os da Alemanha, Hungria e Austria, têm manifestado uma tendência socialista e/ou social-democrática.
6. Mormente nos países latinos (França, Itália, Espanha, América Central e do Sul) têm-se arreigado, por influência proudhiniana e bakunista, o anarco-sindicalismo, caracterizado pela pluralidade das organizações sindicais.
7. Porém, quer os partidários de uma central de trabalhadores única (tese comunista), quer os defensores das organizações múltiplas (tese democrática) são unânimes em celebrar o Primeiro de Maio como data de contestação dos preconceitos burgueses, bem como da autoridade política e social.
Nau
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Nº. 165 - Até quando? II
1. A figura do Rei não é de um chefe, mas de ponte que estabelece a ligação do passado com o futuro, dado que a realização do presene a todos nós pertence.
2. Palavras bombásticas dirão alguns, mas é isto que sentimos de alguém que assume as responsabilidades dos seus maiores, vive os desafios do nosso tempo e projecta a ideia de continuidade renovada através do seu herdeiro.
3. Não cabe ao Rei comandar, porquanto o tempo das cruzadas e do estabelecimento das fronteiras territoriais já passou. Hoje cabe a todos nós partilhar um certo património que ultrapassa os limites físicos e exprime-se num linguajar com inflexões próprias, mas sempre familiares.
4. Não cabe ao Rei dirigir, estabelecer rotas, segurar no leme pois este agarra-se às nossas mãos, obedecendo apenas aos impulsos da maioria que é curial manter informada e segura de si, formando uma comunidade autodisciplinada, harmoniosa e capaz de satisfazer as suas necessidades.
5. Não cabe ao Rei governar, conduzir, regular, gerir, administrar pois essas funções pertem a cada um denós por via dos delegados que nomeamos e julgamos no fim de cada legislatura.
6. O nosso Rei não governa, nem administra: é a figura reinante, que tem supremacia pela responsabilidade histórica assumida; que predomina dado que, de entre todos, é o símbolo da comunidade; que prepondera na realização dos consensos e na outorga dos mesmos.
7. Os sistemas políticos; as regras que se impõem, que se seguem; os modos de viver; de proceder, etc., renovam-se ou esbatem-se - a figura do Rei permanece, mesmo quando sucedâneos a prazo são tidos como medida de recurso.
Nau
terça-feira, 24 de abril de 2012
Nº. 164 - Até quando?
1. Segundo os movimentos socialistas da extrema esquerda, a reforma social será realizada pela classe operária através de um partido de vanguarda.
2. A dita reforma pressupõea destruição do antigo aparelho de Estado e a construção de um novo dirigido pela classe operária - entenda-se, pelo partido de vanguarda.
3. Já todo o mundo se apercebeu que a vanguardismo proposto é o da ditadura do proletariado que, tal como o nome dá a entender, é uma forma de governo em que o poder público é detido por um grupo de pessoas cujos interesses se identificam com os de toda a comunidade.
4. Na prática significa que tal minoria dirigente controla a economia da comunidade, dominando de maneira absoluta a indústria, o comércio interno e externo, bem como o sistema bancário, tudo centralizado e decidido por incontestáveis tecnocratas de sapiência ilimitada.
5. Muita rapaziada que se diz monárquica sem entender bem o que isso é, vê na ditadura do proletariado - até no socialismo de cariz progressista e redistribuitivo - sinais claros e diabólicos de comunismo, embora deste tenham uma vaga ideia de um sistema social baseado na comunidade de bens e abolição da propriedade privada.
6. Em alternativa, os anti-comunistas toleram o multipartidarismo, tomando a opção sectária com a mesma ligeireza com que torcem pelo clube desportivo "A" quando este joga contra o clube "B", convencidos que o chefe da sua cor preferida garantirá uma vitória sobre os contrários.
7. Ninguém se preocupa em tomar iniciativas para a defesa dos seus interesses, eliminando os intermediários como é sugerido pela doutrina cooperativa. Trabalhar para o bem comum é uma canseira; pensar e assumir responsabilidades uma chatice. O que precisamos é de chefes - aquele que comanda, que dirige, que governa... porém, a figura do Rei não é de um chefe, mas de ponte do passado rumo ao futuro, dado que a realização do presente a todos nós pertence.
Nau
segunda-feira, 23 de abril de 2012
Nº. 163 - Ronhice Republicana
1. Terminei o último apontamento afirmando que os Chefes de Estado eleitos, após um mandato de cinco anos, ficam pensionistas do erário o resto da vida.
2. Claro que há quem tenha reagido: mas o Rei é desde que nasce até ao seu passamento, além da Rainha e do Príncepe herdeiro.
3. Na melhor das hipóteses, o Presidente da República tem a probabilidade de ser eleito em dois mandatos, pelo que na perspectiva de uma vida de 80 anos, o cidadão comum poderá conviver com 8 Presidentes.
4. Por outro lado, os candidatos à Presidência da República estão na área etária dos 50 anos pelo que, para além do mandato, serão beneficiários do erário durante 20 anos, para além do tempo em que exerceram a função presidencial.
5. Se aos 80 anos de perspectiva de vida do cidadão comum calcularmos 8 Presidentes e 30 anos de pensionista, teremos um total de 240 anos. O casal reinante não exercerá tais funções durante tanto tempo...
6. Será bom ter presedente que o Casal Real apenas será remunerado pelas suas funções, recebendo o Principe herdeiro aquilo que for estipulado para a sua formação curricular; outras opções serão de conta dos progenitores e/ou do sujeito em causa.
7. Certo é qiue o orçamento da Casa Real estará sob constante vigilância, pelo que os seus membros deverão cuidar apenas do seu património particular, tal como o cidadão comum.
## Nau ##
domingo, 22 de abril de 2012
Nº. 162 - Ronhice Republicana
1. Serão preconceitos ou tácticas sectárias? Será fraca maturação política ou meros reflexos condicionados?
2. Certos procedimentos foram estabelecidos ou sugestionados por práticas ancestrais; outros são o resultado da propaganda política, como foi o caso de republicanismo nas terras lusas.
3. O comportamento social tem raizes na tradição e no modo das pessoas agirem ou realizarem as coisas, segundo um padrão moral, tido como norma de conduta.
4. Como é sabido, a Doutrina Monroe consistiu no fecho do continente americano à colonização europeia, fomentando movimentos independentistas que os políticos estadunidenses se apressavam a reconhecer.
5. Logo, as repúblicas do Novo Mundo não tinham por base as tradições autóctones, mas as fronteiras estabelecidas por interesses circunstanciais, sendo a instituição republicana o regimen de recurso.
6. Assim, o republicanismo no Novo Mundo não tem cariz anti-monárquico, mas o cunho dos interesses dos caudilhos regionais, estes apoiados por organizações secretas então muito em voga.
7. Quando se pretende justificar a opção republicana, insiste-se em que ninguém deverá ser sustentado pelo erário a vida inteira, esquecendo que os Presidentes da República, após um mandato de cindo anos, ficam pensionistas do Estado para o resto da vida.
## Nau ##
sábado, 21 de abril de 2012
Nº. 161 - Estar contra
1. Se a felicidade consiste em atingir os objectivos que nos satisfazem, estaremos contra tudo e contra todos que se oponham a tais objectivos. 2. Claro que nos oporemos contra tudo e contra todos na defesa de objectivos racionais, isto é, na linha dos objectivos de cidadãos criteriosos pela qual nos procuramos orientar. 3. Assim, se cortaram nos direitos dos trabalhadores e protegem os interesses do capital que apenas se preocupa em assegurar para si lucros chorudos e imediatos - estamos contra. 4. Se dão créditos à banca para esta investir na dívida pública, negando a banca créditos ao empreendorismo modesto mas honrado - claro que estaremos contra. 5. Vender património para cobrir despesas ou financiar projectos megalómanos que apenas satisfazem os grandes consórcios - estamos contra. 6. Porém, não estamos contra os partidos e/ou tendências partidárias porquanto estas são essenciais para a democracia - estamos contra os políticos que temos. 7. Estamos contra os políticos que esbanjaram o património comum; que hipotecaram o futuro das gerações vindouras; que apenas curaram de si e das suas vaidades - estamos fartos e, sobretudo, contra. Nau
sexta-feira, 20 de abril de 2012
1. Num recente apontamento sentenciei: O que motiva o homem é a satisfação de objectivos pessoais e imediatos, pelo que será curial sopesar estes através da cultura do Espírito de Comunidade.
2. Dois ou três parágrafos mais à frente, perorava assim: Não nos iludemos. Apenas o aumento em número de cidadãos criteriosos poderá motivar a reforma (para melhor) do Espírito de Comunidade, logicamente mais funcional e realista.
3. Em suma: a felicidade conquista-se através da satisfação dos objectivos pessoais, estes mais facilmente atingíveis com o aumento em número dos cidadãos criteriosos, todos empenhados na construção de uma comunidade mais harmoniosa e solidária.
4. Será tal esquema possível mediante a transformação do cidadão comum em funcionário público, com estatutos bem definidos, actividades e deveres espartilhados? Será através da redistribuição da riqueza produzida, contemplando mesmo aqueles que nada fazem?
5. Ah, e o empreendorismo? Não é este que cria riqueza, angariando investimentos e aumentando os bens materiais? E porque não a ditadura tecnocrática que transforma o cidadão em número estatístico e os prevaricadores em doentes mentais?.
6. O meu querido amigo Brissot de Warville afirmava que os poderes públicos deverão ser: (a) delegados ou representativos; (b) eleitos pelo povo ou os seus representantes; (c) qualquer deles (os poderes, entenda-se) temporários e disponíveis; nesta linha de pensamento, redigiu a petição para a destituição do soberano, tendo morrido guilhotinado, não por ordem do rei mas dos jacobinos.
7. A cartilha Brissot é constantemente evocada como o fundamento da República por naquele articulado não haver lugar para o princípio hereditário, sendo tal cartilha tida como a razão da Monarquia por esta obviar lutas partidários no topo da comunidade.
Nau
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Nº. 159 - Esquerda, Direita
1. Segundo uma "Nota à Imprensa" do PCTP/MRPP, de 13 de Dezembro de 2011, o partido-bloco, "onde cabem todas as rameiras da política, desde o Louçã ao Rosas, passando pelo Fazendas e pelo major Tomé" enfrentava, àquela data, uma séria ameaça de cisão.
2. Gil Garcia dera ordem aos seus sequazes para uma saída do BE a fim de formar um outro partido, tendo por diapasão apenas Daniel Oliveira que, esforçadamente, no "Eixo do Mal", foi lançando umas bocas, claro está, sempre que a ocasião lho permitia.
3. A corrente Ruptura/FER, liderada por Gil Garcia retira 200 militantes ao BE acusando este de fazer mau uso do dinheiro que o Estado dá aos partidos com a construção de sedes sumptuosos, embora tal afirmação tenha sido refutada por João Semedo que jura a pés juntos o partido ter apenas a sede nacional, em Lisboa.
4. Talvez por não ter sido contemplado com um gabinete na beneficiada sede nacional, Gil Garcia expõe a nu o oportunismo dos dirigentes do BE na defesa "a torto e a direito" dos funcionários públicos que, segundo aquele ex-dirigente, não correspondem ao rácio dos militantes daquele partido.
5. Claro que Daniel Oliveira lamenta a saída dos membros da FER/Ruptura dado que "à esquerda, todos fazem falta", nâo se revendo na afirmação de Gil Garcia de que "o Bloco abandonou o projecto das causas fracturantes" que inicialmente apresentara como bandeira.
6. Naquela data, comentava o PCTP/MRPP: "a filosofia política que presidiu à fundação do Bloco de Esquerda assentou naquela peregrina ideia, bem típica do velho oportunismo trotsquista, de que tudo quanto se reclamasse de esquerda seria susceptível de ser agrupado num só e único partido e de que um tal partido, só por isso, não só teria de ser um partido de esquerda como teria de ser mesmo o único, o verdadeiro e o autêntico partido de esquerda".
7. Está tudo dito. Resta-me apenas lembrar as palavras de Rodrigo Moita de Deus: "Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão", o que também é válido para a direita.
Nau
2. Gil Garcia dera ordem aos seus sequazes para uma saída do BE a fim de formar um outro partido, tendo por diapasão apenas Daniel Oliveira que, esforçadamente, no "Eixo do Mal", foi lançando umas bocas, claro está, sempre que a ocasião lho permitia.
3. A corrente Ruptura/FER, liderada por Gil Garcia retira 200 militantes ao BE acusando este de fazer mau uso do dinheiro que o Estado dá aos partidos com a construção de sedes sumptuosos, embora tal afirmação tenha sido refutada por João Semedo que jura a pés juntos o partido ter apenas a sede nacional, em Lisboa.
4. Talvez por não ter sido contemplado com um gabinete na beneficiada sede nacional, Gil Garcia expõe a nu o oportunismo dos dirigentes do BE na defesa "a torto e a direito" dos funcionários públicos que, segundo aquele ex-dirigente, não correspondem ao rácio dos militantes daquele partido.
5. Claro que Daniel Oliveira lamenta a saída dos membros da FER/Ruptura dado que "à esquerda, todos fazem falta", nâo se revendo na afirmação de Gil Garcia de que "o Bloco abandonou o projecto das causas fracturantes" que inicialmente apresentara como bandeira.
6. Naquela data, comentava o PCTP/MRPP: "a filosofia política que presidiu à fundação do Bloco de Esquerda assentou naquela peregrina ideia, bem típica do velho oportunismo trotsquista, de que tudo quanto se reclamasse de esquerda seria susceptível de ser agrupado num só e único partido e de que um tal partido, só por isso, não só teria de ser um partido de esquerda como teria de ser mesmo o único, o verdadeiro e o autêntico partido de esquerda".
7. Está tudo dito. Resta-me apenas lembrar as palavras de Rodrigo Moita de Deus: "Quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão", o que também é válido para a direita.
Nau
quarta-feira, 18 de abril de 2012
Nº. 158 - Bandeira Azul e Branca
1. Segundo Rodrigo Moita de Deus, "quando dois esquerdistas se encontram fazem uma tendência. Quando se junta um terceiro há sempre uma cisão". (31 da Armada, 16.4.12.
2. Ainda do mesmo apontamento: "Uma das características da nossa rapaziada de esquerda é a tendência para os grupos, cisões, roturas, grupelhos, grupinhos, refracções e outros que mais".
3. De facto, as divisões no seio da esquerda são numerosas e contraditórias, procurando cada facção ganhar notoriedade e, embora não falem uns com os outros, assumem as suas posições com galhardia, sendo notícia obrigatória nos meios da comunicação social.
4. Claro que a direita também enferma dos mesmíssimos problemas, mas sem conseguir os acessos à ribalta e as audiências imediatas, o que seria um ponto a seu favor por não veicular a confusão que reina no seu meio.
5. Qualquer posição assumida pela esquerda é ventilada como sinal de modernidade, de progresso, de avanço de qualquer coisa, mesmo que os resultados práticos sejam pouco fiáveis ou incertos num futuro próximo. O papel da direita é o do patinho feio - ultramontano, marialvista e obscurantista.
6. Assim o homem de esquerda alardeia as suas lucubrações de cabeça levantada, vociferando anátemas contra tudo e contra todos. O homem de direita só ergue a voz quando secundado por numerosa corte e, normalmente, em posição defensiva, pela necessidade de reforçar convicções pouco aprofundadas, tão preconceituosas como as dos parceiros de esquerda.
7. Imitando os membros do actual governo, cada vez mais gente usa um emblema com a bandeira verde-rubra na lapela. Poucos monárquicos terão a coragem de contestar tal acto exibindo o azul e branco com as armas reais.
Nau
2. Ainda do mesmo apontamento: "Uma das características da nossa rapaziada de esquerda é a tendência para os grupos, cisões, roturas, grupelhos, grupinhos, refracções e outros que mais".
3. De facto, as divisões no seio da esquerda são numerosas e contraditórias, procurando cada facção ganhar notoriedade e, embora não falem uns com os outros, assumem as suas posições com galhardia, sendo notícia obrigatória nos meios da comunicação social.
4. Claro que a direita também enferma dos mesmíssimos problemas, mas sem conseguir os acessos à ribalta e as audiências imediatas, o que seria um ponto a seu favor por não veicular a confusão que reina no seu meio.
5. Qualquer posição assumida pela esquerda é ventilada como sinal de modernidade, de progresso, de avanço de qualquer coisa, mesmo que os resultados práticos sejam pouco fiáveis ou incertos num futuro próximo. O papel da direita é o do patinho feio - ultramontano, marialvista e obscurantista.
6. Assim o homem de esquerda alardeia as suas lucubrações de cabeça levantada, vociferando anátemas contra tudo e contra todos. O homem de direita só ergue a voz quando secundado por numerosa corte e, normalmente, em posição defensiva, pela necessidade de reforçar convicções pouco aprofundadas, tão preconceituosas como as dos parceiros de esquerda.
7. Imitando os membros do actual governo, cada vez mais gente usa um emblema com a bandeira verde-rubra na lapela. Poucos monárquicos terão a coragem de contestar tal acto exibindo o azul e branco com as armas reais.
Nau
Nº. 157 - Greve Geral
1. Não foi por distração calculista que hesitei dar apoio à Greve Geral de 22 de Março último.
2. Também não terá sido a falta do pronunciamento da minha parte que evitou que a referida Greve Geral ganhasse proporções idênticas às de Atenas e Madrid.
3. Sempre tenho apoiado as iniciativas do PCTP/MRPP porquanto sei as razões que o motivam e confio nos critérios dos seus dirigentes, dado que estes têm princípios e politicas bem defenidas.
4. A Greve Geral é uma forma de luta dos trabalhadores com o propósito de obter benefícios e/ou protestar contra políticas governamentais que lhes são adversas. Nas democracias parlamentares servem para atenuar tensões; para os adeptos das democracias populares, uma tentativa para a conquista do poder.
5. Os apoiantes das democracias parlamentares procuram que os programas do partido da sua opção conquistem as cadeiras do poder a fim de levar a cabo as reformas sociais, sob o olhar atento dos cidadãos criteriosos.
6. Por outro lado, os defensores das democracias populares confirmam que, nas múltiplas assembleias do esquema piramidal, a voz do cidadão comum chegue ao topo do comité político onde, nesse restrito círculo, são estabelecidos os projectos governamentais, bem como resolvidas as normais lutas de galo.
7. Claro que nas democracias parlamentares o empresário controla a produção, assegura a distribuição do produto e arrecada o lucro. Nas democracias populares (estas pouco prováveis no actual contexto da velha Europa) o verdadeiro risco está nos patrocínios. Resta o movimento cooperativo para atenuar os defeitos de uns e de outros.
Nau
2. Também não terá sido a falta do pronunciamento da minha parte que evitou que a referida Greve Geral ganhasse proporções idênticas às de Atenas e Madrid.
3. Sempre tenho apoiado as iniciativas do PCTP/MRPP porquanto sei as razões que o motivam e confio nos critérios dos seus dirigentes, dado que estes têm princípios e politicas bem defenidas.
4. A Greve Geral é uma forma de luta dos trabalhadores com o propósito de obter benefícios e/ou protestar contra políticas governamentais que lhes são adversas. Nas democracias parlamentares servem para atenuar tensões; para os adeptos das democracias populares, uma tentativa para a conquista do poder.
5. Os apoiantes das democracias parlamentares procuram que os programas do partido da sua opção conquistem as cadeiras do poder a fim de levar a cabo as reformas sociais, sob o olhar atento dos cidadãos criteriosos.
6. Por outro lado, os defensores das democracias populares confirmam que, nas múltiplas assembleias do esquema piramidal, a voz do cidadão comum chegue ao topo do comité político onde, nesse restrito círculo, são estabelecidos os projectos governamentais, bem como resolvidas as normais lutas de galo.
7. Claro que nas democracias parlamentares o empresário controla a produção, assegura a distribuição do produto e arrecada o lucro. Nas democracias populares (estas pouco prováveis no actual contexto da velha Europa) o verdadeiro risco está nos patrocínios. Resta o movimento cooperativo para atenuar os defeitos de uns e de outros.
Nau
segunda-feira, 16 de abril de 2012
Nº 156 - Esquerda Monárquica
1. Um apontamento de Liliana Pinto(?), transcrito no blog "Esquerda Monárquica", afirma serem muitos os jovens que acreditam na restauração a Monarquia.
2. Segundo parece, o que tem impressionado a juventude é a existência de um movimento monárquico após 100 anos de um regimen republicano, este sobrevivendo por nunca ter sido devidamente questionado.
3.O testemunho é dado por Ana Baceló que, licenciada em psicologia pela FPCEUP, se limita a afirmar que "um regime monárquico não seria assim nefasto como alguns querem fazer crer", sendo este argumento positivo porquanto nefasto, na Roma antiga, seria um dia de festa que era proibido ocupar-se de assuntos públicos.
4. Por outro lado, Pedro da Silveira, um outro jovem opinativo, afirma que um regime monárquico trará benefícios económicos a Portugal, dado que grande número dos países ricos do mundo são Monarquias, embora eu esteja convencido que tal se deve ao facto da Divina Providência ter sido mais pródiga na distribuição de políticos responsáveis nuns países do que noutros.
5. No entanto, é Angelina Canelas que, na realidade, põe o dedo na ferida concluindo que a maior parte das pessoas não entende o que é a Monarquia e, nada contribuindo para um melhor esclarecimento, limita-se a afirmar que um Portugal monárquico seria um Portugal tão brilhante como foi desde o nascimento.
6. Manuel Rezende é mais pragmático afirmando que a Monarquia "não resolverá de maneira nenhuma, os problemas do país. Esses problemas não são meramente económicos ou sociais. Há toda uma recuperação do espírito português que tem de se ensinar a pátria aquilo que ela significa é a monarquia".
7. Filipe Neto, no mesmo apontamento, faz judiciosos comentários rematando que "em Inglaterra, por exemplo, as pessoas da classe mais baixa adoram a rainha". Mas por que carga de água estes jovens são monárquicos?.
Nau
2. Segundo parece, o que tem impressionado a juventude é a existência de um movimento monárquico após 100 anos de um regimen republicano, este sobrevivendo por nunca ter sido devidamente questionado.
3.O testemunho é dado por Ana Baceló que, licenciada em psicologia pela FPCEUP, se limita a afirmar que "um regime monárquico não seria assim nefasto como alguns querem fazer crer", sendo este argumento positivo porquanto nefasto, na Roma antiga, seria um dia de festa que era proibido ocupar-se de assuntos públicos.
4. Por outro lado, Pedro da Silveira, um outro jovem opinativo, afirma que um regime monárquico trará benefícios económicos a Portugal, dado que grande número dos países ricos do mundo são Monarquias, embora eu esteja convencido que tal se deve ao facto da Divina Providência ter sido mais pródiga na distribuição de políticos responsáveis nuns países do que noutros.
5. No entanto, é Angelina Canelas que, na realidade, põe o dedo na ferida concluindo que a maior parte das pessoas não entende o que é a Monarquia e, nada contribuindo para um melhor esclarecimento, limita-se a afirmar que um Portugal monárquico seria um Portugal tão brilhante como foi desde o nascimento.
6. Manuel Rezende é mais pragmático afirmando que a Monarquia "não resolverá de maneira nenhuma, os problemas do país. Esses problemas não são meramente económicos ou sociais. Há toda uma recuperação do espírito português que tem de se ensinar a pátria aquilo que ela significa é a monarquia".
7. Filipe Neto, no mesmo apontamento, faz judiciosos comentários rematando que "em Inglaterra, por exemplo, as pessoas da classe mais baixa adoram a rainha". Mas por que carga de água estes jovens são monárquicos?.
Nau
domingo, 15 de abril de 2012
Nº. 155 - Esquerda, Direita
1. A chamada civilização ocidental desenvolveu um esquema de pensamento dualista empobrecedor.
2. O bem e o mal, o Céu e o Inferno, o certo e o errado estão de tal arte à flor da pele que agimos sempre nessa conformidade.
3. Porém, a natureza demonstra que nem tudo é preto ou branco, exibindo uma profusão de cores exuberantes e de aromas subtis, todos estes disponíveis aos nossos sentidos de modo gracioso.
4. Mas exercitados no referido esquema, até na política apontamos o dedo à Esquerda e à Direita, atribuindo, preconceituosamente, valores distintos, sem qualquer razão basilar.
5. A Esquerda bate o pé: "não pagamos a dívida porquanto esta foi engendrada por dirigentes irresponsáveis"; "o PIB é suficiente para satisfazer os encargos correntes do Estado"; "importante será promover o crescimento, combater o desemprego e a iminente recessão económica".
6. Por seu lado, a Direita vocifera que os compromissos são para ser cumpridos, embora pondo de lado outras obrigações, tão importantes como a dívida soberana, endividando ainda mais o Estado com novos empréstimos; hipotecando o património das gerações vindouras.
7. Os dirigentes vão encanando a perna à rã vendendo a prata; o ouro já está na calha.
Nau
2. O bem e o mal, o Céu e o Inferno, o certo e o errado estão de tal arte à flor da pele que agimos sempre nessa conformidade.
3. Porém, a natureza demonstra que nem tudo é preto ou branco, exibindo uma profusão de cores exuberantes e de aromas subtis, todos estes disponíveis aos nossos sentidos de modo gracioso.
4. Mas exercitados no referido esquema, até na política apontamos o dedo à Esquerda e à Direita, atribuindo, preconceituosamente, valores distintos, sem qualquer razão basilar.
5. A Esquerda bate o pé: "não pagamos a dívida porquanto esta foi engendrada por dirigentes irresponsáveis"; "o PIB é suficiente para satisfazer os encargos correntes do Estado"; "importante será promover o crescimento, combater o desemprego e a iminente recessão económica".
6. Por seu lado, a Direita vocifera que os compromissos são para ser cumpridos, embora pondo de lado outras obrigações, tão importantes como a dívida soberana, endividando ainda mais o Estado com novos empréstimos; hipotecando o património das gerações vindouras.
7. Os dirigentes vão encanando a perna à rã vendendo a prata; o ouro já está na calha.
Nau
sábado, 14 de abril de 2012
Nº. 154 - Cooperativismo e a Ironia do Destino
1. Fui acusado de ter sido muito brando com as aleivosidades veiculadas pelo blog "O Ouriço" e destacadas pelo "Monárquicos Portugueses Unidos", em 13 do corrente.
2. A ironia está naqueles que apelam à unidade entre os monárquicos e produzem textos agressivos, desconchavados e, sobretudo, carentes de uma informação mínima, disponível até nos sítios monárquicos da Internet.
3. Suponho que o autor seja alguém traumatizado pela reforma agrária e que, apesar de avançada idade, não tenha tido ainda tempo de se informar convenientemente ou, pelo menos, entender o que, de facto, se passou durante a gestação da 3ª República.
4. "Cooperativismo é comunismo. Cooperativismo é socialismo", são expressões de uma irresponsabilidade tal que, só pelo facto de serem admitidas no "Monárquicos Portugueses Unidos" sem qualquer nota explicativa, torna aquele espaço pouco recomendável.
5. Não conheço quem subscreveu o texto de "O Ouriço", mas este inscreve-se na vasta corte de tontinhos e/ou (pior ainda) de betinhos que apenas pretendem dar nas vistas, denotando uma impermeabilidade total ao ensino ministrado nas universidades dos nossos dias.
6. Volto a repetir: não sei, nem curo saber, quem da vasta lista de colaboradores de "O Ouriço" foi o autor de tais enormidades que apenas têm o objectivo de desacreditar o movimento monárquico, tido como o reduto de ultramontanos, marialvas e obscurantistas.
7. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mateus, V3).
Nau
Nau
2. A ironia está naqueles que apelam à unidade entre os monárquicos e produzem textos agressivos, desconchavados e, sobretudo, carentes de uma informação mínima, disponível até nos sítios monárquicos da Internet.
3. Suponho que o autor seja alguém traumatizado pela reforma agrária e que, apesar de avançada idade, não tenha tido ainda tempo de se informar convenientemente ou, pelo menos, entender o que, de facto, se passou durante a gestação da 3ª República.
4. "Cooperativismo é comunismo. Cooperativismo é socialismo", são expressões de uma irresponsabilidade tal que, só pelo facto de serem admitidas no "Monárquicos Portugueses Unidos" sem qualquer nota explicativa, torna aquele espaço pouco recomendável.
5. Não conheço quem subscreveu o texto de "O Ouriço", mas este inscreve-se na vasta corte de tontinhos e/ou (pior ainda) de betinhos que apenas pretendem dar nas vistas, denotando uma impermeabilidade total ao ensino ministrado nas universidades dos nossos dias.
6. Volto a repetir: não sei, nem curo saber, quem da vasta lista de colaboradores de "O Ouriço" foi o autor de tais enormidades que apenas têm o objectivo de desacreditar o movimento monárquico, tido como o reduto de ultramontanos, marialvas e obscurantistas.
7. Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus. (Mateus, V3).
Nau
Nau
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Nº. 152 - Cooperativismo e a Ironia do Destino
1. Ontem fomos surpreendidos por um mal intencionado apontamento de "O Ouriço" (com destaque no 'Monárquicos Portugueses Unidos') que, embora reconheça não entender o movimento cooperativo e seus fundamentos de um modo profundo e substantivo, o rotula de esquerda.
2. Sem dúvida que tem havido uma certa preocupação de colocar o cooperativismo na prateleira da esquerda, particularmente por aqueles que amesendaram nos festins da salazarquia e ainda não perdoaram ter sido aquele movimento associativo um dos baluartes na luta pelas liberdades de expressão, associação e reunião em Portugal.
3. Poucos serão os portugueses que não se aperceberam que a reforma agrária, levada a cabo após o 25A, fora orquestrada por um certo partido marxista, este apressado em transformar as Casas do Povo da 2ª República em cooperativas, para melhor arregimentação de antigos dirigentes das ditas Casas, bem como de outros oportunistas e videirinhos que, talvez por descarga de consciência, vêm agora dizer cobras e lagartos do cooperativismo.
4. Com a subtileza de um ouriço-caixeiro, o autor do referido apontamento coloca na mesma cesta a defunta reforma agrária e o evanescido movimento associativo de então, descortinando ainda alguns laivos do dito movimento nos ranchos folclóricos e nestes pelos bigodaços que, sem dúvida, são mais apanágio de monárquicos do que de comunistas lusos.
5. "Cooperativismo é a mesma coisa que comunismo. Cooperativismo é a mesma coisa que socialismo" e, inocentemente, chama "O Ouriço" a atenção para a "edificação de projectos de índole colectivo" nos EUA confundindo, sem dúvida por distração, cooperativismo com colectivismo.
6. "As cooperativas são associações de número ilimitado de membros e de capital variável, instituido para os sócios se associarem no desenvolvimento da sua indústria, do seu crédito e da sua economia doméstica". Lei Basilar, elaborada por António Corvo, em 2 de Julho de 1867 (CECIM, apontamento Nº. 109 - As Cooperativas). Naquela longíqua data procurava-se aumentar o empreendorismo e combater o desemprego. Hoje, como alternativa, temos as atoardas de "O Ouriço".
7. Os 'erinaceus europaeus' são de forma arredondada, cobertos na sua parte dorsal de espinhos; enrolam-se sobre si própios para se defenderem e alimentam-se de porcarias: lesmas, minhocas, lagartos, etc.. Ah, o ouriço tem um sentido de visão pouco desenvolvido.
Nau
2. Sem dúvida que tem havido uma certa preocupação de colocar o cooperativismo na prateleira da esquerda, particularmente por aqueles que amesendaram nos festins da salazarquia e ainda não perdoaram ter sido aquele movimento associativo um dos baluartes na luta pelas liberdades de expressão, associação e reunião em Portugal.
3. Poucos serão os portugueses que não se aperceberam que a reforma agrária, levada a cabo após o 25A, fora orquestrada por um certo partido marxista, este apressado em transformar as Casas do Povo da 2ª República em cooperativas, para melhor arregimentação de antigos dirigentes das ditas Casas, bem como de outros oportunistas e videirinhos que, talvez por descarga de consciência, vêm agora dizer cobras e lagartos do cooperativismo.
4. Com a subtileza de um ouriço-caixeiro, o autor do referido apontamento coloca na mesma cesta a defunta reforma agrária e o evanescido movimento associativo de então, descortinando ainda alguns laivos do dito movimento nos ranchos folclóricos e nestes pelos bigodaços que, sem dúvida, são mais apanágio de monárquicos do que de comunistas lusos.
5. "Cooperativismo é a mesma coisa que comunismo. Cooperativismo é a mesma coisa que socialismo" e, inocentemente, chama "O Ouriço" a atenção para a "edificação de projectos de índole colectivo" nos EUA confundindo, sem dúvida por distração, cooperativismo com colectivismo.
6. "As cooperativas são associações de número ilimitado de membros e de capital variável, instituido para os sócios se associarem no desenvolvimento da sua indústria, do seu crédito e da sua economia doméstica". Lei Basilar, elaborada por António Corvo, em 2 de Julho de 1867 (CECIM, apontamento Nº. 109 - As Cooperativas). Naquela longíqua data procurava-se aumentar o empreendorismo e combater o desemprego. Hoje, como alternativa, temos as atoardas de "O Ouriço".
7. Os 'erinaceus europaeus' são de forma arredondada, cobertos na sua parte dorsal de espinhos; enrolam-se sobre si própios para se defenderem e alimentam-se de porcarias: lesmas, minhocas, lagartos, etc.. Ah, o ouriço tem um sentido de visão pouco desenvolvido.
Nau
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Nº. 143 - Monarquia vs República
1. Monarquia significa uma só força - a força da comunidade. A Coroa (ornamento circular que começa e acaba em si) é a insígnia do Monarca, tendo este a função de realizar consensos políticos, dirimindo viciações anti-democráticas de génese e motivação partidárias.
2. A força da comunidade é a causa suficiente capaz de sustentar um grupo de seres humanos que partilham elementos em comum (espaço geográfico, idioma, tradições, valores, etc.) formando uma identidade. Logo, a força é o espírito e a comunidade o património que o mantém.
3. Como símbolo de perenidade quanto à forma circular, A Coroa cresce da base para o topo, tal como a comunidade politicamente organizada, pelo que a coroação do monarca é o ceremonial em que este recebe um património por excelência que deverá transmitir, coeso e fortalecido, ao ao seu herdeiro.
4. República, como instituição política, vai buscar as suas raízes ao trato público onde os trabalhos eram concertados (res publica), presumindo mais acção do que direcção, o que tarda a verificar-se pois na idade contemporânea ainda o dirigismo suplanta o expectável desenvolvimento cooperativo.
5. Enquanto que a Revolução Americana parte para uma república confessional, de cavalheiros industriosos, preocupados em conter o poder político e expandir a sua feição imperial para o resto do continente, a Revolução Francesa assume um cariz ateu e, nitidamente, anti-monárquico.
6. Assim a jovem República estadunidense toma como símbolo a águia real, enquanto que a República Francesa adopta o barrete frígio, usado pelos escravos libertos da Ásia Menor (Frígia), para além do peito desnudado delacroixniano em que a liberdade (1830) guiava o povo, enunciando desta arte o fim do iluminismo e o início da era romântica.
7. A ideia republicana é disseminada através da emergência do grande empresário que, através do mercado, controla a produção, assegura a distribuição do produto, reparte salário e benefícios, recebendo lucros em parçarias, com vocações oligarquicas e colonialistas, sobretudo traçando fronteiras a esmo e erradicando tradições.
Nau
2. A força da comunidade é a causa suficiente capaz de sustentar um grupo de seres humanos que partilham elementos em comum (espaço geográfico, idioma, tradições, valores, etc.) formando uma identidade. Logo, a força é o espírito e a comunidade o património que o mantém.
3. Como símbolo de perenidade quanto à forma circular, A Coroa cresce da base para o topo, tal como a comunidade politicamente organizada, pelo que a coroação do monarca é o ceremonial em que este recebe um património por excelência que deverá transmitir, coeso e fortalecido, ao ao seu herdeiro.
4. República, como instituição política, vai buscar as suas raízes ao trato público onde os trabalhos eram concertados (res publica), presumindo mais acção do que direcção, o que tarda a verificar-se pois na idade contemporânea ainda o dirigismo suplanta o expectável desenvolvimento cooperativo.
5. Enquanto que a Revolução Americana parte para uma república confessional, de cavalheiros industriosos, preocupados em conter o poder político e expandir a sua feição imperial para o resto do continente, a Revolução Francesa assume um cariz ateu e, nitidamente, anti-monárquico.
6. Assim a jovem República estadunidense toma como símbolo a águia real, enquanto que a República Francesa adopta o barrete frígio, usado pelos escravos libertos da Ásia Menor (Frígia), para além do peito desnudado delacroixniano em que a liberdade (1830) guiava o povo, enunciando desta arte o fim do iluminismo e o início da era romântica.
7. A ideia republicana é disseminada através da emergência do grande empresário que, através do mercado, controla a produção, assegura a distribuição do produto, reparte salário e benefícios, recebendo lucros em parçarias, com vocações oligarquicas e colonialistas, sobretudo traçando fronteiras a esmo e erradicando tradições.
Nau
quarta-feira, 11 de abril de 2012
Nº. 151 - M.P.U.-TV
1. Tirei-me dos meus cuidados e pressionei o botão verde do comando do MEO (kanal.meo.pt) e, após ter inserido o nº. 157015, fiquei com pronto acesso ao M.P.U.-TV.
2. A amarga experiência que tive em abrir um posto radiofónico há um par de anos deixou-me boquiaberto perante a audácia dos promotores da TV monárquica. Isto sim é obra!
3. Embora seja para esquecer, confesso a frustração pessoal e, simultaneamente, de alívio ao colocar uma pedra sobre o gorado projecto radiofónico que tanto trabalho deu.
4. Não tenho qualquer dúvida que é a boa vontade, a determinação e o suor dos elementos que formam o grupo do projecto M.P.U.-TV que permite uma tão grande variedade de temas.
5. O meu primeiro contacto com a TV monárquica foi preconceituoso; seguiu-se o espanto e alguma dúvida de continuidade. Mesmo com a parçaria brasileira, a produção de programas é onerosa e desgastante.
6. Faço por acompanhar, tanto quanto me é possível, a evolução da oferta de programas do M.P.U.-TV, mas esta penosa fase, de certo, possibilitará a formação de uma diligente equipa de trabalho.
7. Para os pioneiros da TV monárquica vai toda a minha simpatia. Bem hajam!
Nau
2. A amarga experiência que tive em abrir um posto radiofónico há um par de anos deixou-me boquiaberto perante a audácia dos promotores da TV monárquica. Isto sim é obra!
3. Embora seja para esquecer, confesso a frustração pessoal e, simultaneamente, de alívio ao colocar uma pedra sobre o gorado projecto radiofónico que tanto trabalho deu.
4. Não tenho qualquer dúvida que é a boa vontade, a determinação e o suor dos elementos que formam o grupo do projecto M.P.U.-TV que permite uma tão grande variedade de temas.
5. O meu primeiro contacto com a TV monárquica foi preconceituoso; seguiu-se o espanto e alguma dúvida de continuidade. Mesmo com a parçaria brasileira, a produção de programas é onerosa e desgastante.
6. Faço por acompanhar, tanto quanto me é possível, a evolução da oferta de programas do M.P.U.-TV, mas esta penosa fase, de certo, possibilitará a formação de uma diligente equipa de trabalho.
7. Para os pioneiros da TV monárquica vai toda a minha simpatia. Bem hajam!
Nau
terça-feira, 10 de abril de 2012
Nº. 150 - Monarquia vs República
1. Afirmar que República é sinónimo de res publica poderá ser uma insuficiência cultural. Porém, insistir pela mesma via, é uma contumélica ronhice.
2. Na mesma linha se enfatiza a República como morada da virtude, do poder democrático e da dignidade, justificando as eventuais ditaduras como uma contrariedade para lidar com situações de crise.
3. A República, mesmo controlada por uma minoria pantagruélica (oligarcas), continua a alimentar o ódio da realeza por esta, na óptica dos verdadeiros republicanos, descambar fatalmente no arbítrio do poder pessoal, esquecendo que as repúblicas sofrem de idêntica moléstia.
4. Quando se define República como uma comunidade de interesses forçoso é reconhecer a ausência de uma característica particular (repito, característica particular) muito sintomática - comunidade de interesses particulares.
5. Res publica, de facto, salienta o espírito gregário do ser humano, fundamento quer da instituição monárquica, quer da republicana; porém, na primeira, a figura do Rei obvia a sistemática viciação do jogo democrático.
6. Embora a emergência estadunidense tenha precedido a multiplicação de Estados sem Coroa, o êxito da Revolução Americana foi devido ao padrão adoptado (Carta Magna inglesa, 1215) e à preocupação de assegurar a liberdade do indivíduo contra o arbítrio do poder político, sem qualquer estigma anti-monárquico.
7. Óbvio será ter presente que não é a hereditariedade ou a eleição do Chefe de Estado que fará consolidar o espírito democrático na comunidade, mas a prática sugerida pelo movimento cooperativo, na senda da formação de cidadãos criteriosos, logicamente monárquicos.
Nau
2. Na mesma linha se enfatiza a República como morada da virtude, do poder democrático e da dignidade, justificando as eventuais ditaduras como uma contrariedade para lidar com situações de crise.
3. A República, mesmo controlada por uma minoria pantagruélica (oligarcas), continua a alimentar o ódio da realeza por esta, na óptica dos verdadeiros republicanos, descambar fatalmente no arbítrio do poder pessoal, esquecendo que as repúblicas sofrem de idêntica moléstia.
4. Quando se define República como uma comunidade de interesses forçoso é reconhecer a ausência de uma característica particular (repito, característica particular) muito sintomática - comunidade de interesses particulares.
5. Res publica, de facto, salienta o espírito gregário do ser humano, fundamento quer da instituição monárquica, quer da republicana; porém, na primeira, a figura do Rei obvia a sistemática viciação do jogo democrático.
6. Embora a emergência estadunidense tenha precedido a multiplicação de Estados sem Coroa, o êxito da Revolução Americana foi devido ao padrão adoptado (Carta Magna inglesa, 1215) e à preocupação de assegurar a liberdade do indivíduo contra o arbítrio do poder político, sem qualquer estigma anti-monárquico.
7. Óbvio será ter presente que não é a hereditariedade ou a eleição do Chefe de Estado que fará consolidar o espírito democrático na comunidade, mas a prática sugerida pelo movimento cooperativo, na senda da formação de cidadãos criteriosos, logicamente monárquicos.
Nau
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Nº. 149 - Monarquia vs República
1. No sufrágio para cada legislatura, apenas é sugerido ao eleitor colocar, no boletim de voto, uma cruz no partido da sua opção política.
2. Os potenciais delegados são escolhidos pelo directório do aparelho partidário sem curar da preferência dos eleitores os quais, a maior parte das vezes, nada sabem acerca dos candidatos.
3. Logo, em cada sufrágio, os eleitores limitam-se a votar no chefe do partido (este sempre nas luzes da ribalta) e da decisão do mesmo dependem as nomeações, logicamente efectuadas de acordo com a lealdade manifestada pelos candidatos em relação ao Chefe.
4. A democracia virtual é mantida para melhor aliviar as tensões sociais, mas definha na essência, porquanto a orientação dos negócios do Estado é insuflada pelos grupos de interesses, com ligações umbilicais partidárias.
5. Critérios de competência e mérito andam muito arredados do sector empresarial do Estado que se rege pelos resultados eleitorais e ditames partidários, justificando a sua existência apenas por existir.
6. A desinformação impera a todos os níveis e matérias, poucos se preocupando em explicar e/ou entender o que passa à sua volta, levantando problemas de lana caprina que nem para exercício mental servem.
7. Não são necessárias lucubrações constitucionalistas. Nem o bolsar de erudições livrescas. O monárquico será diferente do republicano pela necessidade de erradicar o aspecto odioso instilado pelas campanhas anti-monárquicas que prevalecem há mais de um século.
Nau
2. Os potenciais delegados são escolhidos pelo directório do aparelho partidário sem curar da preferência dos eleitores os quais, a maior parte das vezes, nada sabem acerca dos candidatos.
3. Logo, em cada sufrágio, os eleitores limitam-se a votar no chefe do partido (este sempre nas luzes da ribalta) e da decisão do mesmo dependem as nomeações, logicamente efectuadas de acordo com a lealdade manifestada pelos candidatos em relação ao Chefe.
4. A democracia virtual é mantida para melhor aliviar as tensões sociais, mas definha na essência, porquanto a orientação dos negócios do Estado é insuflada pelos grupos de interesses, com ligações umbilicais partidárias.
5. Critérios de competência e mérito andam muito arredados do sector empresarial do Estado que se rege pelos resultados eleitorais e ditames partidários, justificando a sua existência apenas por existir.
6. A desinformação impera a todos os níveis e matérias, poucos se preocupando em explicar e/ou entender o que passa à sua volta, levantando problemas de lana caprina que nem para exercício mental servem.
7. Não são necessárias lucubrações constitucionalistas. Nem o bolsar de erudições livrescas. O monárquico será diferente do republicano pela necessidade de erradicar o aspecto odioso instilado pelas campanhas anti-monárquicas que prevalecem há mais de um século.
Nau
domingo, 8 de abril de 2012
Nº. - Monarquia vs República
1. Com muito realismo, Rodrigo Moita de Deus confirma que, monárquicos e republicanos, são uma minoria - cerca de 10% em paridade.
2. Os restantes 80%, de acordo com o comentarista político numa saborosa análise social, são apenas "marimbistas", i.e., estão marimbando-se para tudo que seja politiquice, não fazendo caso das instituições vigentes.
3.Quem tenha dúvidas, deverá ler "A luta continua, o Rei para a Rua!", publicado pelo referido autor em 22 de Agosto de 2009, isto é, nas vésperas do Centenário da República.
4. Outra expresão lapidar de Rodrigo Moita de Deus arrasa os propagandistas do bacalhau a pataco: "Em Portugal não há republicanismo. Nem doutrina republicana. Nem sistema republicano. O que existe é uma longa tradição anti-monárquica".
5. O preconceito, a inveja, a indeterminação mantêm-se como predicados da gente lusa que continua à espera de D. Sebastião pois é este que a regastará das dificuldades existenciais.
6. Tecnocratas continuam a apostar na desertificação do território, procurando concentrar todo o mundo em grandes urbes onde se centralizam as decisões e equipamentos sociais, despersonalizando, sistematicamente, o cidadão tido como mera expressão numerica.
7. O espírito de iniciativa, o diálogo, os consensos são a fórmula sugerida pelo movimento cooperativista para a formação de cidadãos criteriosos, estes logicamente monárquicos.
Nau
2. Os restantes 80%, de acordo com o comentarista político numa saborosa análise social, são apenas "marimbistas", i.e., estão marimbando-se para tudo que seja politiquice, não fazendo caso das instituições vigentes.
3.Quem tenha dúvidas, deverá ler "A luta continua, o Rei para a Rua!", publicado pelo referido autor em 22 de Agosto de 2009, isto é, nas vésperas do Centenário da República.
4. Outra expresão lapidar de Rodrigo Moita de Deus arrasa os propagandistas do bacalhau a pataco: "Em Portugal não há republicanismo. Nem doutrina republicana. Nem sistema republicano. O que existe é uma longa tradição anti-monárquica".
5. O preconceito, a inveja, a indeterminação mantêm-se como predicados da gente lusa que continua à espera de D. Sebastião pois é este que a regastará das dificuldades existenciais.
6. Tecnocratas continuam a apostar na desertificação do território, procurando concentrar todo o mundo em grandes urbes onde se centralizam as decisões e equipamentos sociais, despersonalizando, sistematicamente, o cidadão tido como mera expressão numerica.
7. O espírito de iniciativa, o diálogo, os consensos são a fórmula sugerida pelo movimento cooperativista para a formação de cidadãos criteriosos, estes logicamente monárquicos.
Nau
sábado, 7 de abril de 2012
Nº. 147 - Monarquia vs República
1. O Código Civil português estabelece que são herdeiros necessários os descendentes, i.e., os filhos, os netos, os bisnetos, etc., que recolhem uma sucessão.
2. Logo, os bens unipessoais transmitidos por direito sucessório têm destinatários legítimos, cabendo a estes assumir, deliberadamente, os seus direitos e obrigações.
3. Abstruso será alguém declarar-se herdeiro de algo sem o vínculo necessário ou contestar por contestar factos e símbolos por falta de bom senso.
4. Embora a hipóteses seja materialmente aliciante, é pouco provável que alguém, sem direitos reconhecidos, se declare herdeiro de Bill Gates.
5. Muitos descendentes de agitadores políticos que arremessavam bombas durante a vigência da 1ª República, ainda hoje ostentam, arrogantemente, os nomes dos seus antepassados, revendo-se na atitude dos mesmos.
6. Negar, a uma família que serviu Portugal durante vários séculos, o direito de manter o seu estatuto e disponibilidade, não tem qualquer fundamento democrático; evidencia apenas sectarismo pouco esclarecido.
7. Ronhosamente, os alardeadores das amplas liberdades, igualdades e fraternidades - que prendiam, espancavam e eliminavam fisicamente os seus opositores durante os 100 anos da República, e até à data impunes - insistem em associar a instituição republicana à Democracia.
Nau
2. Logo, os bens unipessoais transmitidos por direito sucessório têm destinatários legítimos, cabendo a estes assumir, deliberadamente, os seus direitos e obrigações.
3. Abstruso será alguém declarar-se herdeiro de algo sem o vínculo necessário ou contestar por contestar factos e símbolos por falta de bom senso.
4. Embora a hipóteses seja materialmente aliciante, é pouco provável que alguém, sem direitos reconhecidos, se declare herdeiro de Bill Gates.
5. Muitos descendentes de agitadores políticos que arremessavam bombas durante a vigência da 1ª República, ainda hoje ostentam, arrogantemente, os nomes dos seus antepassados, revendo-se na atitude dos mesmos.
6. Negar, a uma família que serviu Portugal durante vários séculos, o direito de manter o seu estatuto e disponibilidade, não tem qualquer fundamento democrático; evidencia apenas sectarismo pouco esclarecido.
7. Ronhosamente, os alardeadores das amplas liberdades, igualdades e fraternidades - que prendiam, espancavam e eliminavam fisicamente os seus opositores durante os 100 anos da República, e até à data impunes - insistem em associar a instituição republicana à Democracia.
Nau
sexta-feira, 6 de abril de 2012
Nº. 146 - Monarquia vs República
1. Curiosa é a argumentação - quer de republicanos, quer de monárquicos - acerca do regimen preferencial.
2. Para os republicanos, todos os cidadãos são iguais perante a lei, não se jA justificando que os membros de uma determinada família possam ascender, pela via da geração, ao topo da hierarquia política, i.e., à Chefia do Estado.
3. A vantagem da República é dar voz ao povo (fundamento democrático) na escolha de alguém que vem do seu meio (que não de uma família em particular) e ascende por mérito próprio à Chefia do Estado (relevo à meritocracia).
4. Para os monárquicos a figura do Rei é o antídoto capaz de evitar ou prevenir todo o mal, por vezes enleando representação com governo.
5. A vantagem da instituição monárquica é obstar lutas partidárias no topo da hierarquia política através de alguém que, desde o seu nascimento, é preparado para o exercício de tais funções.
6. Bom é ter presente que apenas o exercício da função política distingue os cidadãos uns dos outros como, por exemplo, os magistrados, os agentes da autoridade, os Chefes de Estado, etc., sendo todos iguais perante a lei.
7. Logo, a herança é algo assumido pelo legítimo herdeiro, sejam estes bens materiais ou espirituais. Anti-democrático será eleger alguém de génese partidária em contravenção à maioria já apurada em cada legislatura.
Nau
2. Para os republicanos, todos os cidadãos são iguais perante a lei, não se jA justificando que os membros de uma determinada família possam ascender, pela via da geração, ao topo da hierarquia política, i.e., à Chefia do Estado.
3. A vantagem da República é dar voz ao povo (fundamento democrático) na escolha de alguém que vem do seu meio (que não de uma família em particular) e ascende por mérito próprio à Chefia do Estado (relevo à meritocracia).
4. Para os monárquicos a figura do Rei é o antídoto capaz de evitar ou prevenir todo o mal, por vezes enleando representação com governo.
5. A vantagem da instituição monárquica é obstar lutas partidárias no topo da hierarquia política através de alguém que, desde o seu nascimento, é preparado para o exercício de tais funções.
6. Bom é ter presente que apenas o exercício da função política distingue os cidadãos uns dos outros como, por exemplo, os magistrados, os agentes da autoridade, os Chefes de Estado, etc., sendo todos iguais perante a lei.
7. Logo, a herança é algo assumido pelo legítimo herdeiro, sejam estes bens materiais ou espirituais. Anti-democrático será eleger alguém de génese partidária em contravenção à maioria já apurada em cada legislatura.
Nau
quinta-feira, 5 de abril de 2012
Nº. 145 - O que faz correr esta gente?
1. Não há qualquer dúvida. Monárquicos e republicanos sofrem do mesmo síndroma, isto é, do síndromo das trevas do erro - não sabem o que querem.
2. O véu diáfano, que na linha do horizonte não deixa conhecer o que existe para lá do mesmo, é comum a monárquicos e republicanos.
3. Assim, perante a crise que desabou sobre a comunidade portuguesa, agravada pela conduta leviana dos dirigentes que mercadejam para os lados de S. Bento, são esgrimidas palavras em catadupa e tardam as soluçoes.
4. Na falta de coisas práticas e autóctones, o recurso é a importação de pacotes com esquemas de viabilidade discutível, mas sinal evidente que impiedosos especuladores farejam tudo que lhes permita o acesso a um lucro confortável e seguro.
5. Os políticos - aqueles que poucas hipóteses têm de alcançar as cadeiras do poder - vociferam soluções radicais, na óptica quanto pior, melhor, certos de que serão entendidos pelo segmento da população mais desesperada.
6. Os fideístas, como é habitual, aguardam um milagre e vão acautelando uma saída airosa que lhes permita salvar o património de estimação.
7. Portugal carece de dirigentes responsáveis e de qulidade, apenas suportando executivos medíocres, sôfregos de chorudas sinecuras.
Nau
2. O véu diáfano, que na linha do horizonte não deixa conhecer o que existe para lá do mesmo, é comum a monárquicos e republicanos.
3. Assim, perante a crise que desabou sobre a comunidade portuguesa, agravada pela conduta leviana dos dirigentes que mercadejam para os lados de S. Bento, são esgrimidas palavras em catadupa e tardam as soluçoes.
4. Na falta de coisas práticas e autóctones, o recurso é a importação de pacotes com esquemas de viabilidade discutível, mas sinal evidente que impiedosos especuladores farejam tudo que lhes permita o acesso a um lucro confortável e seguro.
5. Os políticos - aqueles que poucas hipóteses têm de alcançar as cadeiras do poder - vociferam soluções radicais, na óptica quanto pior, melhor, certos de que serão entendidos pelo segmento da população mais desesperada.
6. Os fideístas, como é habitual, aguardam um milagre e vão acautelando uma saída airosa que lhes permita salvar o património de estimação.
7. Portugal carece de dirigentes responsáveis e de qulidade, apenas suportando executivos medíocres, sôfregos de chorudas sinecuras.
Nau
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Nº. 144 - Doutrina Monárquica
1. Sem dúvida que a doutrina monárquica na Internet é esparsa e multiforme, i.e., cheia de peculariedades.
2. Há já algum tempo dei o meu modesto contributo doutrinário no "monarquicos.com indice", valorizado pela intervenção de Paulo Especial (iznoguud) através dos seus pertinentes comentários.
3. Achando demasiado pomposo chamar à referida intervenção doutrina monárquica, tive o cuidado de inscrever os apontamentos em causa sob o título "O que nos divide...".
4. "O que nos une engrandece; o que divide enfraquece", era este o leitmotiv porquanto, apesar dos múltiplos apelos para uma unidade de acção, o que se verifica nestes espaços é o criticar indiscriminadamente.
5. Irritante (tanto de monárquicos, como de republicanos) é a evocação de valores sublimes, esquecendo que, ao fim e ao cabo, valor é tudo aquilo que é útil para determinado fim.
6. Logo, os valores - tanto de monárquicos, como de republicanos - serão pouco diferentes e a utilidade destes para a comunidade sempre discutível, embora os adeptos dos dois campos assobiem para o lado.
7. Aqui é sugerida a formação de cidadãos criteriosos através da prática cooperativa os quais, logicamente, assumirão uma opção monárquica.
Nau
2. Há já algum tempo dei o meu modesto contributo doutrinário no "monarquicos.com indice", valorizado pela intervenção de Paulo Especial (iznoguud) através dos seus pertinentes comentários.
3. Achando demasiado pomposo chamar à referida intervenção doutrina monárquica, tive o cuidado de inscrever os apontamentos em causa sob o título "O que nos divide...".
4. "O que nos une engrandece; o que divide enfraquece", era este o leitmotiv porquanto, apesar dos múltiplos apelos para uma unidade de acção, o que se verifica nestes espaços é o criticar indiscriminadamente.
5. Irritante (tanto de monárquicos, como de republicanos) é a evocação de valores sublimes, esquecendo que, ao fim e ao cabo, valor é tudo aquilo que é útil para determinado fim.
6. Logo, os valores - tanto de monárquicos, como de republicanos - serão pouco diferentes e a utilidade destes para a comunidade sempre discutível, embora os adeptos dos dois campos assobiem para o lado.
7. Aqui é sugerida a formação de cidadãos criteriosos através da prática cooperativa os quais, logicamente, assumirão uma opção monárquica.
Nau
terça-feira, 3 de abril de 2012
Nº. 143 - Doutrina Monárquica
1. O movimento monárquico é um pêndulo desactivado, supostamente com oscilações isócronas; pleno de sorsum corda mas falho de racionalidade.
2. A maioria da população portuguesa supõe ser republicana por associar este regimen político à Liberdade, esquecendo que os 16 anos de anarquia e os 40 anos Salazarengos foram assumidamente republicanos.
3. Incompreensível é viver outros 40 anos sem questionar sequer a razão pela qual o regimen vigente impõe a eleição do Chefe de Estado e, nas referências circunstanciais, associar este à Democracia.
4. Paradoxalmente, a burguesia foi a consolidação do espírito democrático cedo tornando-se o seu algoz motivada pela obsessão do entesouramento de bens materiais que lhe reforçou o poder político.
5. Originalmente, a moeda representava o valor dos objectos permutados o que facilitava o acumular da riqueza, dispensando esta do acautelamento físico pela vigência de normas estabelecidas através da força coerciva da comunidade politicamente organizada.
6. O Estado de Direito é o recurso da burguesia possidente que, através deste, inspira legisladores e governantes, porquanto a igualdade de todos perante a lei favorece apetrechados oportunistas, prevaricadores encartados e razões musculadas.
7. A República é a opção lógica das minorias dirigistas por lhes permitir a manipulação da comunidade de acordo com os seus interesses particulares, restando o movimento cooperativo para a formação de cidadãos criteriosos, estes logicamente monárquicos.
Nau
2. A maioria da população portuguesa supõe ser republicana por associar este regimen político à Liberdade, esquecendo que os 16 anos de anarquia e os 40 anos Salazarengos foram assumidamente republicanos.
3. Incompreensível é viver outros 40 anos sem questionar sequer a razão pela qual o regimen vigente impõe a eleição do Chefe de Estado e, nas referências circunstanciais, associar este à Democracia.
4. Paradoxalmente, a burguesia foi a consolidação do espírito democrático cedo tornando-se o seu algoz motivada pela obsessão do entesouramento de bens materiais que lhe reforçou o poder político.
5. Originalmente, a moeda representava o valor dos objectos permutados o que facilitava o acumular da riqueza, dispensando esta do acautelamento físico pela vigência de normas estabelecidas através da força coerciva da comunidade politicamente organizada.
6. O Estado de Direito é o recurso da burguesia possidente que, através deste, inspira legisladores e governantes, porquanto a igualdade de todos perante a lei favorece apetrechados oportunistas, prevaricadores encartados e razões musculadas.
7. A República é a opção lógica das minorias dirigistas por lhes permitir a manipulação da comunidade de acordo com os seus interesses particulares, restando o movimento cooperativo para a formação de cidadãos criteriosos, estes logicamente monárquicos.
Nau
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Nº. 142 - Portugal só será restaurado pela Monarquia
1. Acabei de ler um apontamento que, pela sua natureza clubística, reforça a necessidade de se questionar: o que é ser monárquico?
2. "Temos de voltar para trás para o 5 de Outubro de 1910". Será que o autor inventou a Máquina do Tempo?. Será que estamos condenados a suportar de novo 100 anos de República?.
3. "...expulsar os republicanos, pois são nossos inimigos". Na política não existem inimigos mas oponentes com os quais é curial argumentar com ponderação e, pelo menos, alguma lógica. 'Expulsar!' - será a desertificação (maior de ideias) que se pretende impor?.
4. "Portugal é Monárquico por natureza". O autor fundamente a sua tese em quê? Tal não será da mesma casta de 'o meu clube é o melhor do mundo'?.
5. "Quando olhamos para as Monarquias civilizadas e prósperas do Norte da Europa...". Não será lógico questionar: serão prósperas por terem tido cidadãos criteriosos e dirigentes de qualidade?.
6. De "entre as 12 ou 13 democracias desenvolvidas do mundo, 10 são Monarquias". Sendo o número de Repúblicas existentes no mundo de longe superior ao das Monarquias significa isto que a Democracia está em regressão?.
7. Não há pachorra! O que é que o autor do referido apontamento entende por Democracia?; e por Monarquia?.
Nau
2. "Temos de voltar para trás para o 5 de Outubro de 1910". Será que o autor inventou a Máquina do Tempo?. Será que estamos condenados a suportar de novo 100 anos de República?.
3. "...expulsar os republicanos, pois são nossos inimigos". Na política não existem inimigos mas oponentes com os quais é curial argumentar com ponderação e, pelo menos, alguma lógica. 'Expulsar!' - será a desertificação (maior de ideias) que se pretende impor?.
4. "Portugal é Monárquico por natureza". O autor fundamente a sua tese em quê? Tal não será da mesma casta de 'o meu clube é o melhor do mundo'?.
5. "Quando olhamos para as Monarquias civilizadas e prósperas do Norte da Europa...". Não será lógico questionar: serão prósperas por terem tido cidadãos criteriosos e dirigentes de qualidade?.
6. De "entre as 12 ou 13 democracias desenvolvidas do mundo, 10 são Monarquias". Sendo o número de Repúblicas existentes no mundo de longe superior ao das Monarquias significa isto que a Democracia está em regressão?.
7. Não há pachorra! O que é que o autor do referido apontamento entende por Democracia?; e por Monarquia?.
Nau
Nº. 141 - A dívida Pública
1. A dívida pública consiste nas obrigações de pagamento assumidas pelo Estado, no país ou noutros países, amortizável, juntamente com os respecticos juros, dentro de prazos convencionados.
2. Uma delicada diferença entre coisas do mesmo género mas de tecnicismos próprios dá azo a habilidades financeiras que deleitam os políticos e servem apenas para confundir o comum dos mortais eleitores.
3. O Estado, ao estabelecer parçarias com consórcios privados que, em nome destes, obtêm empréstimos para financiar obras públicas, amortizáveis através de pagamentos mensais, não assume qualquer dívida pública.
4. Por outro lado, se uma administração do Estado (escola, universidade, hospital, etc.) contrair uma dívida, a mesma será registada como dívida pública, o que não aconteceria se a dívida em questão fosse assumida por uma empresa pública - repito, empresa que não administração pública.
5. Conforme acima foi sublinhado, a contabilidade criativa e a engenharia institucional têm ajudado os nossos governantes a camuflar as dívidas explícitas em implícitas, tornando a dívida real publicamente insustentável.
6. Todo o mundo tem presente que a sustentabilidade das nossas finanças públicas, além de serem gravosas para as gerações vindouras, desequilibram orçamentos e põem em risco a soberania nacional.
7.Talvez seja pedir demasiado, mas se todos (todos, sem excepções!) contribuirem para ultrapassar as dificuldades de momento... Oxalá que a memória dos políticos não se apague!.
Nau
2. Uma delicada diferença entre coisas do mesmo género mas de tecnicismos próprios dá azo a habilidades financeiras que deleitam os políticos e servem apenas para confundir o comum dos mortais eleitores.
3. O Estado, ao estabelecer parçarias com consórcios privados que, em nome destes, obtêm empréstimos para financiar obras públicas, amortizáveis através de pagamentos mensais, não assume qualquer dívida pública.
4. Por outro lado, se uma administração do Estado (escola, universidade, hospital, etc.) contrair uma dívida, a mesma será registada como dívida pública, o que não aconteceria se a dívida em questão fosse assumida por uma empresa pública - repito, empresa que não administração pública.
5. Conforme acima foi sublinhado, a contabilidade criativa e a engenharia institucional têm ajudado os nossos governantes a camuflar as dívidas explícitas em implícitas, tornando a dívida real publicamente insustentável.
6. Todo o mundo tem presente que a sustentabilidade das nossas finanças públicas, além de serem gravosas para as gerações vindouras, desequilibram orçamentos e põem em risco a soberania nacional.
7.Talvez seja pedir demasiado, mas se todos (todos, sem excepções!) contribuirem para ultrapassar as dificuldades de momento... Oxalá que a memória dos políticos não se apague!.
Nau
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