terça-feira, 31 de maio de 2016
Nº. 1657 - RAC
1. De visita a um bairro típico de Lisboa onde foram coligidos certos elementos para uma amostragem social, deparamos com agravados vícios e algumas figuras de proa, estas com uma década em decomposição.
2. As políticas administrativamente implementadas para sofrear a pobreza e precaver a exclusão social foram dolosamente orientadas para a manutenção de serviços e postos de trabalho, conservando a boçalidade original.
3. Há uns séculos atrás, o intendente Pina Manique - combatendo a mendicidade e os falsos estropiados que enxameavam às portas das igrejas com mazelas autoinfligidas para suscitar a capacidade esmoler das boas almas - fundou a Casa Pia de Lisboa.
4. A dita instituição de Pina Manique continua de pedra e cal; apenas os falsos estropiados adquiriram técnicas mais sofisticadas que vão desde o comércio e uso de drogas à extorsão de falsos atestados, permitindo estes o abuso de regalias que nem os que trabalharam duramente a vida inteira conseguem desfrutar.
5. Estes maus exemplos servem para estímulo à alta burguesia portuguesa que não dispensa, por via de estratagemas similares, de auferir elevados vencimentos pecuniários que, sem dúvida, deverão ser mantidos, revertendo o excesso de tabela moderada em tributos coercitivos.
6. Se mantendo escandalosos níveis de rendimentos não é possível estimular a formação de políticos eficazes e empresários dinâmicos, melhor será cultivar a temperança, permitindo que os actuais estimáveis dirigentes dos negócios públicos e mestres da nossa economia emigrem para os paraísos fiscais.
7. Entretanto, aguardamos que o espírito cooperativo e a actividade correspondente se espraiem o mais rápido possível.
Nau
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