terça-feira, 24 de maio de 2016
Nº. 1649 - Doutrina Cooperativista
1. O regime partidocrático, vigente em Portugal há mais de 40 anos, funciona de igual modo a um campeonato de futebol.
2. Todo o mundo fala de desporto, mas este não passa de um espectáculo em que os dirigentes dos clubes e os agentes dos jogadores cozinham fabulosos contratos que alimentam a imaginação dos carentes espectadores.
3. A corrupção grassa por tudo que é sítio: ora é o sorteio dos árbitros para os vários eventos desportivos que emperra, ora é o coração dos árbitros que, humanamente, emperra a troco de algumas luvas, fechando os olhos e dando azo a comentários palavrosos, mas sempre desportivos.
4. Os agentes dos jogadores são autênticos comerciantes de gado: pintam os muares para enganar a fogosidade do animal ou tapar alguns percalços físicos; promovem campanhas publicitárias para manter, bem alto, a cotação dos seus rapazes na bolsa, uma vez que não têm outro modo de vida.
5. Claro que a parecença entre um clube desportivo e um partido político é pura coincidência! Tanto os dirigentes partidários como os apaniguados enchem a boca com democracia, lutando sempre pela conquista do poder embora tenham presente que este é dominado pelos plutocratas, aos quais se submetem por interesses óbvios, meramente particulares.
6. Os sócios e simpatizantes de tais clubes partidários e facções desportivas lá vão a votos sabendo antecipadamente que - há mais de 40 anos! - os jogos estão viciados e o espectáculo continua sem apelo nem agravo.
7. Paulatinamente procuramos fomentar o robustecimento das células cooperativas, funcionando estas para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, através de um autofinanciamento e uma autogestão verdadeiramente responsáveis e democráticos, almejando pelo regresso do rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
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