segunda-feira, 23 de maio de 2016
Nº. 1648 - Portal Comunalista
1. Sem dúvida que há muitos monárquicos que, politicamente, evoluíram bastante. Deixaram de equiparar a figura do soberano à do rei Artur, presumindo serem eles os cavaleiros amesendados à Távola Redonda.
2. Porém, incapazes de se alargarem no campo doutrinário, exigem que o soberano, vitalício e hereditário, seja o super-homem que, à semelhança da figura mítica estadunidense, ande a salvar donzelas em perigo, livrando o Planeta Azul de execrandos malfeitores.
3. Também os fideístas, sobrepondo simplesmente a fé à razão, aguardam que um deus ex-machina desça dos céus pondo cobro à corrupção latente, ao pantagruelismo dos plutocratas, às manobras dos chicos-espertos que arranjam sempre maneira de ludibriar o maralhal em benefício próprio.
4. O despertar da comunidade lusa levará algum tempo, mas é certo, uma vez que não é um Dom Sebastião a romper o nevoeiro que se aguarda - apenas bom senso que capacitará a maioria a combater a impante mentalidade burguesa.
5. Claro que os republicanos são os abencerragens do Estado de direito que protege os interesses da burguesia; são os nacionalistas que, defendendo um território mítico, mostram-se adversos à convivência com pessoas progressistas; em suma: cultivam a apropriação em detrimento da natural cooperação.
6. Bom é não esquecer que o regime económico que aposta na grande produção e no financiamento ao consumo beneficiando aqueles que vivem do rendimento do capital, explorando o trabalho alheio, é de raiz inegavelmente republicana.
7. Nós somos cooperativistas monárquico-comunalistas e estamos abertos ao diálogo com pessoas de mente aberta.
Nau
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