segunda-feira, 2 de maio de 2016

Nº. 1628 - Doutrina Cooperativista


1. Um trabalhador rural que há muito tempo já obtivera a sua reforma lembrava a luta que empreendera como activista denodado, beneficiando parceiros mas sofrendo na pele os desaires da sua voluntariedade.

2. Muitos foram aqueles que da sua linha de confronto se afastaram tirando proveito das compensações que lhe foram oferecidas, quer por reformas antecipadas, quer por indemnizações discutíveis mas compostas por recato.

3. O trabalho rural é distinto do trabalho empresarial, bem como da função docente ou da actividade criativa, mesmo quando de preponderância intelectual, deixando no ar a questão - o que é afinal o trabalho?.

4. Recentemente assistimos ao varejamento de um extenso olival efectuado por equipas dispondo de varais com pontas vibratórias accionadas por motores eléctricos independentes, desportivamente transportados ao ombro, apoiados por equipamento vário - colecta, ensacamento e transporte.

5. Logo, o futuro será cada vez mais mecanizado e a automatização dos sistemas produtivos limitarão o trabalho humano à selecção de programas e ao accionamento de comandos por botoneiras, a curto prazo substituíveis por sofisticados autómatos.

6. Será o fim dos demagogos e dos chefes dos sindicatos dos trabalhadores que, de acordo com os frescos relatos, ao atingirem o grau académico máximo, renegam as antigas funções, passando a professores universitários jubilados.

7. Apenas no cooperativismo não são praticadas discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, sendo a produção, o consumo, o financiamento e a gestão controladas pelos membros da respectiva célula e pela articulação das diversas células.

Nau

Nenhum comentário:

Postar um comentário