quarta-feira, 18 de maio de 2016
Nº. 1643 - RAC
1. O conjunto de ideias e princípios professados pelos liberais - liberdade política, civil, económica, religiosa, etc. - não passa de receita burguesa, escudada pelo ardiloso Estado de direito.
2. Porém, o substantivo reino continua intrinsecamente ligado ao soberano vitalício e hereditário de uma comunidade, embora esta seja formada por pessoas de variados credos e diferentes opções políticas, mas tradições comuns.
3. Claro que na vetusta e sólida ideia de reino, as comunas geriam autonomicamente os seus interesses, sendo a figura do rei ponto de junção de todas as comunidades afins.
4. Logo, a grande burguesia tomou consciência da sua real importância económica, aliando-se à figura do rei, ultrapassando em poder efectivo a nobreza que, entretanto, perdera a sua função castrense.
5. Também a classe erudita maioritariamente conventual foi contestada pela burguesia, procurando esta impor inflexível vassalagem a todo o mundo através do seu poder económico; prometendo abastança segura para todos e garantindo o financiamento ao consumo.
6. O tranca-portas da grande burguesia foi o Estado de direito com o qual se asseverava a comunidade como nação, i.e., terra onde se nasceu, politicamente organizada com leis próprias, adequadas aos plutocratas.
7. Uma vez que os dirigentes políticos passam a depender do poder económico, os plutocratas bafejam os soberanos a prazo, bem como os nacionalismos espúrios, a fim de arregimentar o maralhal nos partidos da sua opção.
Nau
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