sexta-feira, 20 de maio de 2016

Nº. 1645 - Luta Popular


1. Num recente apontamento sublinhei que as ideias liberais não passam de mera receita burguesa, tendo por livro sagrado o Estado de direito e o Capital como Ente Supremo.

2. Embora os socialistas preconizem um sistema político-económico em que a produção e o consenso dos bens essenciais são controlados pelo Estado, este é subserviente à minoria burguesa que o domina.

3. Teoricamente defendendo o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, os socialistas começam por impor um sistema administrativo em que os assuntos são tratados por meros escriturários, sendo estes controlados por vários altos funcionários numa hermética subordinação gradativa de poderes.

4. O mando socialista tanto poderá ser conseguido por sufrágio universal e progressiva burocratização dos serviços administrativos, como por um acto de força pelo qual o governo em funções é derrubado e substituído, revolucionariamente, por outro afecto à doutrina socialista.

5. Claro que o socialismo defendido pela via parlamentar ou gizado pelo esquema piramidal - assembleias múltiplas em que os delegados destas participarão em outras assembleias mais restritas até ao vértice comum - é essencialmente centralizador e burguesóide.

6. Logo, tanto os liberais como os socialistas defendem que as comunidades deverão ser guiadas por "minorias esclarecidas", obviamente cultivadas no seio dos seus partidos e apoiados por apaniguados, bem como por simpatizantes de mentalidade simplesmente clubista.

7. Aqui defendemos o diálogo e o consenso possível nas células cooperativas onde não existem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, como é o apanágio do CMC.

Nau

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