terça-feira, 31 de maio de 2016
Nº. 1657 - RAC
1. De visita a um bairro típico de Lisboa onde foram coligidos certos elementos para uma amostragem social, deparamos com agravados vícios e algumas figuras de proa, estas com uma década em decomposição.
2. As políticas administrativamente implementadas para sofrear a pobreza e precaver a exclusão social foram dolosamente orientadas para a manutenção de serviços e postos de trabalho, conservando a boçalidade original.
3. Há uns séculos atrás, o intendente Pina Manique - combatendo a mendicidade e os falsos estropiados que enxameavam às portas das igrejas com mazelas autoinfligidas para suscitar a capacidade esmoler das boas almas - fundou a Casa Pia de Lisboa.
4. A dita instituição de Pina Manique continua de pedra e cal; apenas os falsos estropiados adquiriram técnicas mais sofisticadas que vão desde o comércio e uso de drogas à extorsão de falsos atestados, permitindo estes o abuso de regalias que nem os que trabalharam duramente a vida inteira conseguem desfrutar.
5. Estes maus exemplos servem para estímulo à alta burguesia portuguesa que não dispensa, por via de estratagemas similares, de auferir elevados vencimentos pecuniários que, sem dúvida, deverão ser mantidos, revertendo o excesso de tabela moderada em tributos coercitivos.
6. Se mantendo escandalosos níveis de rendimentos não é possível estimular a formação de políticos eficazes e empresários dinâmicos, melhor será cultivar a temperança, permitindo que os actuais estimáveis dirigentes dos negócios públicos e mestres da nossa economia emigrem para os paraísos fiscais.
7. Entretanto, aguardamos que o espírito cooperativo e a actividade correspondente se espraiem o mais rápido possível.
Nau
Nº. 1656 - Doutrina Cooperativista
1. Opondo a cooperação e o apoio mútuo ao sentimento que nos leva a imitar, igualar ou suplantar o próximo, o associativismo preconiza a união de pessoas com fins e interesses comuns.
2. Porém, a doutrina cooperativista suplanta todos os modelos e critérios de associação uma vez que se fundamenta no princípio verdadeiramente democrático da autogestão (gerência pelos sócios eleitos) e autofinanciamento - despesas das actividades e investimentos a partir dos seus próprios réditos.
3. À semelhança das associações desportivas e/ou culturais, os sócios das unidades cooperativas estão obrigados por compromisso ao pagamento regular de quotas com as quais contribuem para as actividades económicas da mesma.
4. O conceito social do cooperativismo baseia-se na relação entre as pessoas e as coisas que lhe são moral, bem como materialmente, úteis, tendo por objectivo a satisfação económica, cultural e política dos seus membros na comunidade em que estes se encontram integrados.
5. A actividade cooperativista (que voltamos a sublinhar como autogestionária e autofinanceira) será o escudo eficaz para dirimir os ímpetos avassaladores do capitalismo - tanto o plutocrático como o do centralismo estatal e burocratizante.
6. Como incentivo à prática democrática fundamentada no princípio de que toda autoridade emana do povo e se materializa na participação deste na gestão administrativa da comunidade, o cooperativismo é o modelo a seguir para a reforma da impante mentalidade burguesa.
7. Como é evidente, a figura do rei é o símbolo do povo devido ao facto do soberano, hereditário e vitalício, obviar disputas partidárias no topo da Grande Comunidade das comunidades.
Nau
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Nº. 1655 - Portal Comunalista
1. Há um visitante brasileiro que, regularmente, visita este espaço para ler o comentário que subscreveu acerca da nobreza.
2. Como é óbvio, o tema nobreza é de um anacronismo confrangedor, apenas aceitável como narração de factos, segundo uma ordem cronológica e indicando as circunstâncias que as determinaram.
3. Parados no tempo por incompreensão ou vacuidade congénita, muitos são aqueles (sem rei e sem norte) que vivem porque a vida dura, recusando participar em qualquer actividade por mera inaptidão.
4. Distinguindo pronta e facilmente os desafios que se apresentam a cada geração, melhor será debater as opções possíveis, para melhor entendimento das causas do presente e rumo a tomar.
5. Olhando ao nosso redor, há sempre pessoas cujas capacidades intelectuais e de trabalho são evidentes, possibilitando a realização de diálogos e consensos acerca de interesses comuns, com as quais poderemos ensaiar células cooperativas.
6. As boas aptidões de alguns serão suficientes para dinamizar outras unidades cooperativas que, em rede (uniões, federações e confederações) poderão satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados.
7. Sem dúvida que a reforma da mentalidade burguesa (viciada na usura capitalista) só poderá ser levada a cabo pelo esforço de cada um de nós, pela via da autogestão, autofinanciamento e francos diálogos.
Nau
sábado, 28 de maio de 2016
Nº. 1654 - Psyche
1. A actividade física do cérebro gera os novos pensamentos, emoções, desejos e reacções.
2. Claro está que são os neurónios e a glia do cérebro que, estimulando a comunicação entre as células, geram os necessários impulsos eléctricos.
3. Logo, os nossos pensamentos e opções são o resultado das leis físicas e químicas, além dos indispensáveis impulsos eléctricos, relativando a independência da razão individual.
4. Um corpo saudável é susceptível de manter as faculdades intelectuais e morais em bom estado, pelo que os exercícios de yoga sugeridos neste espaço são prática desejável.
5. Da postura de rã (joelhos juntos e pés afastados um do outro cerca de 45 cm, tronco horizontal, mãos espalmadas paralelas ao chão) procure sentar-se, lentamente, apoiando as mãos sobre os joelhos - tronco vertical.
6. Continuando a respirar normalmente, coloque o cotovelo, um de cada vez, sobre o cobertor previamente colocado atrás de si, deslizando as mãos ao longo do corpo, uma após a outra.
7. Baixe as costas, depois a nuca sobre o cobertor e, caso as coxas fiquem demasiado elevadas, afaste os joelhos, mantendo a postura cerca de 5 minutos; finalmente rode o corpo para um dos lados, erguendo o tronco, a fim de se levantar.
Nau
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Nº. 1653 - Fim de Semana 22
1. A falta de sono poderá provocar sérios desequilíbrios emocionais e problemas crónicos, sobretudo elevado risco de défice cognitivo.
2. Contudo, a insónia de certos monárquicos resulta da pouca segurança nas opções assumidas, isto é, nenhum aprofundamento das respectivas bases.
3. A corrupção grassa por tudo que é sítio, ora mascarada de democracia, ora de desporto, arrastando governantes, políticos e apaniguados, além de espectadores oportunistas.
4. Monárquico e cooperativista será fasquia alta; manter uma actividade regular naquela linha ultrapassa as melhores expectativas. Porém, a prática da autogestão e do autofinanciamento é algo a cultivar.
5. A comunidade deverá ser gerida pelo conjunto de pessoas que vive e trabalha para o bem-estar comum, ciente de que as riquezas por si geradas não precisam de exógenos administradores.
6. O "século irritado e truculento" que Antero de Quental tão bem perspectivou não esclarecia o pensamento na exaltação das palavras, apenas ofuscando as eventuais soluções.
7. A multiplicação das células cooperativas, no nosso entender, são a receita ideal para sustar os ímpetos capitalistas dos plutocratas - tanto pela via liberal, como pela socialista.
Nau
Nº. 1652 - Luta Popular
1. Tanto as doutrinas liberais como as socialistas redundam em lutas entre minorias que procuram alcançar as cadeiras do poder.
2. O maralhal é simples espectador, participando nos actos eleitorais por mero clubismo ou espírito de apostador inveterado, sem objectivos definidos.
3. Sempre que o facciosismo ultrapassa a razão, as ditas minorias transformam-se em grupos de iluminados, certos de resolverem os seus problemas através do exercício do poder sobre os outros.
4. Popular será a designção ronhosamente piedosa sugerindo ser do agrado do povo; que tem afecto ou merece as simpatias do povo - a parte numerosa e mais carenciada da comunidade.
5. Discordamos de todo o tipo de ditaduras, particularmente aquelas impostas em nome do povo, dado que somos pela cooperação e o consenso - solidariedade e voluntariedade.
6. A multiplicação das células cooperativas, no nosso entender, são a receita ideal para sustar os ímpetos capitalistas, tanto dos plutocratas como dos centralismos burocráticos socialistas.
7. Somos cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
quarta-feira, 25 de maio de 2016
Nº. 1651 - Prelo Real
Tese...
Já não sei o que vale a nova ideia,
Quando a vejo nas ruas desgrenhada,
Torva no aspecto, à luz da barricada,
Como bacante após lúbrica ceia!
Sanguinolento o olhar lhe incendeia;
Respira fumo e fogo embriagada:
A deusa de alma vasta e sossegada
Ei-la presa das fúrias de Medeia!
Um século irritado e truculento
Chama à epilepsia pensamento,
Verbo ao estampido de pelouro e obus
Mas a ideia é num mundo inalterável,
Num cristalino céu, que vive estável...
Tu, pensamento, não és fogo, és luz!
Antero de Quental
Nº 1650 - RAC
1. Monárquico e cooperativista será fasquia alta; manter uma actividade regular naquela linha ultrapassa as melhores expectativas.
2. Porém, da diáspora portuguesa, longe do rectângulo ibérico onde o adiar das decisões se cultiva, o emigrado não precisa de se limitar a ser o depositante para o continuado desvairo partidocrático republicano.
3. Atento às experiências cooperativistas das comunidades onde se encontra a labutar, o emigrado poderá estabelecer pontes com as unidades similares do seu torrão natal, consolidando laços de solidariedade.
4. Padrões de alto nível são possíveis de se estabelecer na óptica cooperativista, uma vez que esta tem por fundamento a satisfação das necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados e correlatos.
5. Só a prática da autogestão e do autofinanciamento poderá sustar a exploração dos plutocratas que, de modo deliberado, pretendem viver do trabalho alheio, auferindo o que há de melhor neste mundo e esportulando vitualhas aos seus apaniguados.
6. A comunidade deverá ser gerida pelo conjunto de pessoas que vive e trabalha para o bem-estar comum, ciente de que as riquezas por si geradas não precisam de exógenos administradores.
7. Logo, a figura do rei, como repetidamente temos sublinhado, serve para obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
terça-feira, 24 de maio de 2016
Nº. 1649 - Doutrina Cooperativista
1. O regime partidocrático, vigente em Portugal há mais de 40 anos, funciona de igual modo a um campeonato de futebol.
2. Todo o mundo fala de desporto, mas este não passa de um espectáculo em que os dirigentes dos clubes e os agentes dos jogadores cozinham fabulosos contratos que alimentam a imaginação dos carentes espectadores.
3. A corrupção grassa por tudo que é sítio: ora é o sorteio dos árbitros para os vários eventos desportivos que emperra, ora é o coração dos árbitros que, humanamente, emperra a troco de algumas luvas, fechando os olhos e dando azo a comentários palavrosos, mas sempre desportivos.
4. Os agentes dos jogadores são autênticos comerciantes de gado: pintam os muares para enganar a fogosidade do animal ou tapar alguns percalços físicos; promovem campanhas publicitárias para manter, bem alto, a cotação dos seus rapazes na bolsa, uma vez que não têm outro modo de vida.
5. Claro que a parecença entre um clube desportivo e um partido político é pura coincidência! Tanto os dirigentes partidários como os apaniguados enchem a boca com democracia, lutando sempre pela conquista do poder embora tenham presente que este é dominado pelos plutocratas, aos quais se submetem por interesses óbvios, meramente particulares.
6. Os sócios e simpatizantes de tais clubes partidários e facções desportivas lá vão a votos sabendo antecipadamente que - há mais de 40 anos! - os jogos estão viciados e o espectáculo continua sem apelo nem agravo.
7. Paulatinamente procuramos fomentar o robustecimento das células cooperativas, funcionando estas para satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais dos seus associados, através de um autofinanciamento e uma autogestão verdadeiramente responsáveis e democráticos, almejando pelo regresso do rei por este obviar disputas partidárias no topo da comunidade.
Nau
segunda-feira, 23 de maio de 2016
Nº. 1648 - Portal Comunalista
1. Sem dúvida que há muitos monárquicos que, politicamente, evoluíram bastante. Deixaram de equiparar a figura do soberano à do rei Artur, presumindo serem eles os cavaleiros amesendados à Távola Redonda.
2. Porém, incapazes de se alargarem no campo doutrinário, exigem que o soberano, vitalício e hereditário, seja o super-homem que, à semelhança da figura mítica estadunidense, ande a salvar donzelas em perigo, livrando o Planeta Azul de execrandos malfeitores.
3. Também os fideístas, sobrepondo simplesmente a fé à razão, aguardam que um deus ex-machina desça dos céus pondo cobro à corrupção latente, ao pantagruelismo dos plutocratas, às manobras dos chicos-espertos que arranjam sempre maneira de ludibriar o maralhal em benefício próprio.
4. O despertar da comunidade lusa levará algum tempo, mas é certo, uma vez que não é um Dom Sebastião a romper o nevoeiro que se aguarda - apenas bom senso que capacitará a maioria a combater a impante mentalidade burguesa.
5. Claro que os republicanos são os abencerragens do Estado de direito que protege os interesses da burguesia; são os nacionalistas que, defendendo um território mítico, mostram-se adversos à convivência com pessoas progressistas; em suma: cultivam a apropriação em detrimento da natural cooperação.
6. Bom é não esquecer que o regime económico que aposta na grande produção e no financiamento ao consumo beneficiando aqueles que vivem do rendimento do capital, explorando o trabalho alheio, é de raiz inegavelmente republicana.
7. Nós somos cooperativistas monárquico-comunalistas e estamos abertos ao diálogo com pessoas de mente aberta.
Nau
domingo, 22 de maio de 2016
Nº. 1647 - Psyche
1. A falta de sono poderá provocar desequilíbrios emocionais, problemas inflamatórios e reacções intracelulares destrutivas.
2. Elevado número de pessoas sofre de insónias, estimulando o apetite nuns; problemas crónicos noutros, sobretudo, risco de défice cognitivo.
3. Tão cedo quanto possível, comece uma actividade física aerobiótica, procurando descontrair o corpo e a mente optando pelo yoga, tal como foi anteriormente sugerido.
4. Descalço, munido de vestuário que não restrinja os movimentos, num chão atapetado ou coberto com uma manta - ambiente arejado, aquecido moderadamente - ensaie os seus primeiros movimentos.
5. a postura de rã não oferece qualquer dificuldade: ajoelhe-se no chão e apoie-se sobre as mãos espalmadas, mantendo os joelhos juntos e os pés afastados um do outro cerca de 45 cm, com os dedos virados ligeiramente para dentro - tronco horizontal.
6. Sem grande esforço, sente-se sobre o cobertor e/ou almofada que previamente colocou atrás de si, fazendo deslizar as mãos espalmadas até aos joelhos, sem esforço para este e para as suas canelas. Baixe o queixo e os olhos, olhando em frente e para o chão, alternadamente - tronco vertical.
7. Mantenha os ombros em baixo e a coluna direita repetindo este exercício entre 10 a 15 minutos,
Nau
sábado, 21 de maio de 2016
Nº. 1646 - Fim de Semana 21
1. Sendo impossível definir qualquer ser humano como 100% macho ou fêmea, a maioria dos indivíduos é heterossexual.
2. Embora o impulso e/ou os fracassos sexuais sejam tema aflorados nos meios de comunicação social - sobretudo nas telas novelas - volta não volta o assunto é aqui sugerido para novo comentário.
3. Claro que o peculato dos governantes; a corrupção dos políticos; a carência que flagela a maioria da população e outros temas fracturantes, dão pano para mangas, mas são convenientemente abafados.
4. Nos finais do século XIX, muitos foram os pioneiros cooperativistas que, à semelhança do alemão Friedrich Wilhelm Raiffeisen, avançaram com propostas inovadoras para conter os assaltos dos capitalistas, sendo hoje votados ao esquecimento.
5. Uma vez que os dirigentes políticos dependem - por razões que a própria razão desconhece - do poder económico dos plutocratas, estes bafejam os soberanos a prazo, bem como os nacionalismos espúrios, a fim de arregimentar o maralhal nos partidos da sua afeição.
6. A problemática sexual, a partir da década de 50 do século transacto, tem sido objecto de análise constante nos meios de comunicação social e o culto do sexo que sucedeu à repressão do mesmo, até na poesia de Al Berto é exaltada.
7. Tanto os liberais como os socialistas defendem que as comunidades sejam administradas por "minorias esclarecidas", obviamente cultivadas no seio dos seus partidos e apoiadas por apaniguados, bem como por simpatizantes de mentalidade simplesmente clubista.
Nau
sexta-feira, 20 de maio de 2016
Nº. 1645 - Luta Popular
1. Num recente apontamento sublinhei que as ideias liberais não passam de mera receita burguesa, tendo por livro sagrado o Estado de direito e o Capital como Ente Supremo.
2. Embora os socialistas preconizem um sistema político-económico em que a produção e o consenso dos bens essenciais são controlados pelo Estado, este é subserviente à minoria burguesa que o domina.
3. Teoricamente defendendo o predomínio da sociedade sobre o indivíduo, os socialistas começam por impor um sistema administrativo em que os assuntos são tratados por meros escriturários, sendo estes controlados por vários altos funcionários numa hermética subordinação gradativa de poderes.
4. O mando socialista tanto poderá ser conseguido por sufrágio universal e progressiva burocratização dos serviços administrativos, como por um acto de força pelo qual o governo em funções é derrubado e substituído, revolucionariamente, por outro afecto à doutrina socialista.
5. Claro que o socialismo defendido pela via parlamentar ou gizado pelo esquema piramidal - assembleias múltiplas em que os delegados destas participarão em outras assembleias mais restritas até ao vértice comum - é essencialmente centralizador e burguesóide.
6. Logo, tanto os liberais como os socialistas defendem que as comunidades deverão ser guiadas por "minorias esclarecidas", obviamente cultivadas no seio dos seus partidos e apoiados por apaniguados, bem como por simpatizantes de mentalidade simplesmente clubista.
7. Aqui defendemos o diálogo e o consenso possível nas células cooperativas onde não existem discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, como é o apanágio do CMC.
Nau
quinta-feira, 19 de maio de 2016
Nº. 1644 - Prelo Real
Foram Breves e Medonhas as Noites
de Amor
foram breves e medonhas as noites de amor
e regressar do âmago delas esfiapava-lhe o corpo
habitado ainda por flutuantes mãos
estava nu
sem água e sem luz que lhe mostrasse como era
ou como poderia construir a perfeição
os dias foram-se sumindo cor de chumbo
na procura incessante doutra amizade
que lhe prolongasse a vida
e uma vez acordou
caminhou lentamente por cima da idade
tão longe quanto pôde
onde era possível inventar outra infância
que não lhe ferisse o coração
Al Berto
in "O Medo"
quarta-feira, 18 de maio de 2016
Nº. 1643 - RAC
1. O conjunto de ideias e princípios professados pelos liberais - liberdade política, civil, económica, religiosa, etc. - não passa de receita burguesa, escudada pelo ardiloso Estado de direito.
2. Porém, o substantivo reino continua intrinsecamente ligado ao soberano vitalício e hereditário de uma comunidade, embora esta seja formada por pessoas de variados credos e diferentes opções políticas, mas tradições comuns.
3. Claro que na vetusta e sólida ideia de reino, as comunas geriam autonomicamente os seus interesses, sendo a figura do rei ponto de junção de todas as comunidades afins.
4. Logo, a grande burguesia tomou consciência da sua real importância económica, aliando-se à figura do rei, ultrapassando em poder efectivo a nobreza que, entretanto, perdera a sua função castrense.
5. Também a classe erudita maioritariamente conventual foi contestada pela burguesia, procurando esta impor inflexível vassalagem a todo o mundo através do seu poder económico; prometendo abastança segura para todos e garantindo o financiamento ao consumo.
6. O tranca-portas da grande burguesia foi o Estado de direito com o qual se asseverava a comunidade como nação, i.e., terra onde se nasceu, politicamente organizada com leis próprias, adequadas aos plutocratas.
7. Uma vez que os dirigentes políticos passam a depender do poder económico, os plutocratas bafejam os soberanos a prazo, bem como os nacionalismos espúrios, a fim de arregimentar o maralhal nos partidos da sua opção.
Nau
terça-feira, 17 de maio de 2016
Nº. 1642 - Doutrina Cooperativista
1. O pioneirismo cooperativista alemão tem como figura de proa Friedrich Wilhelm Raiffeisen
2. Aos 28 anos de idade, Raiffeisen foi nomeado presidente da comuna de Weyerbusch/ Wasterwald que, entre 1846 e 1848, atravessava uma grave crise económica.
3. Sendo presidente numa zona rural carenciada, Raiffeisen promoveu a fundação de uma associação para abastecimento de cereais e pão através de uma padaria comunitária - "Verein für Selbstbeschffung von Brot und Früchten".
4. Mais tarde, já como presidente da comuna de Flammersfeld (1848 a 1852), Raiffeisen criou uma nova associação de solidariedade social destinada a ajudar os pequenos agricultores na aquisição de gado e alfaias para as suas actividades rurais.
5. A "Flammersfeld Aid Society for Impecunious Farmers", foi a primeira associação de crédito alemã, de responsabilidade ilimitada, gerida pelos seus membros.
6. Na qualidade de presidente da comuna de Heddersdorf, cidade industrial, Raiffeisen fundou uma nova associação, denominada "Heddesdorf Darlenkassen Verein" que, recentemente (Dezembro de 2011), contava com 50 mil clientes, 20 mil associados, 19 balcões de atendimento, administrando 650 milhões de Euros.
7. Os princípios Raiffeisen, posteriormente implementados em França, no Canadá e no Brasil, como banco cooperativo - Raiffeisenbank - continuam vigorosos e em plena actividade nos dias de hoje na Alemanha, Luxemburgo, Suiça e Áustria.
Nau
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Nº. 1641 - Portal Comunlista
1. Somos cooperativistas - incentivamos o diálogo. Porém, os visitantes preferem o respaldo das suas poltronas.
2. Muito se murmura acerca do peculato dos governantes; da corrupção dos políticos; do endeusamento do capital.
3. Os plutocratas fomentam tanto a grande produção, como o consumo, tirando largos proventos de ambos investimentos.
4. Claro que os lucros destas operações são escamoteadas, com a conivência do poder político, beneficiando este de tais manobras.
5. Bancos, empresários, industriais, etc., na dependência dos detentores do capital, pagam os impostos que sustentam a administração pública.
6. Do erário, por razões de solidariedade social, saem os subsídios vários na óptica dos trabalhadores/consumidores serem mantidos como clientes e futuros pensionistas do Estado.
7. Pano para mangas tem aqui para largos debates; basta arregaçar as ditas mangas e falar de sua justiça.
Nau
domingo, 15 de maio de 2016
Nº. 1640 - Psyche
1. A orientação sexual é naturalmente instintiva, podendo ser, de modo vicioso, desnaturada por predadores ou actos irreflectidos.
2. Embora sendo impossível definir qualquer ser humano como 100% macho ou fêmea, a maioria dos indivíduos é heterossexual.
3. A consciência do sexo é tida no mudar das primeiras fraldas, tendo o bebé do sexo masculino erecções casuais.
4. Também os bebés do sexo feminino sentem prazer em levar as mãos ao seu sexo, sendo tal óbvio cerca dos 2 ou 3 anos.
5. A maturidade sexual inicia-se por volta dos 13 anos nos rapazes, concentrando estes a atenção nos seus órgãos genitais.
6. Normalmente as raparigas começam a encarar o sexo próprio mais cedo, sobretudo em termos românticos ou maternais.
7. Muitos adolescentes sentem-se atraídos por pessoas do mesmo sexo por razões inopinadas, embora a tendência se confirme maioritariamente heterosexual.
Nau
sábado, 14 de maio de 2016
Nº. 1639 - Fim de Semana 20
1. Alcibíades, famoso cabo-de-guerra ateniense, foi amante de Sócrates. Alexandre, o Grande, teve as suas inclinações pouco convencionais. A virilidade é uma opção, nunca um padrão rígido.
2. Mesmo com o portal escancarado, ninguém se afoita a botar palavra neste espaço de preocupação eclética - pugnando por uma Economia Social com bom critério - distraídos por ocorrências várias que não rumos.
3. Repetimos obstinadamente os fundamentos da doutrina cooperativa, mas a maioria dos visitantes receia comprometer-se, esperando que algo aconteça; reservando as lamentações para mais tarde.
4. O conjunto de seres do género humano que serve de base à constituição das categorias sistemáticas - família, classe, jerarquia, etc. - ora tem a mesma origem, ora opções afins.
5. Porém, temos a percepção de que somos semelhantes - criativos quando pretendemos subir na consideração dos outros; resignados quando nos acomodamos facilmente - subsistindo sempre por inércia ou desistência.
6. David Mourão-Ferreira não foi um excêntrico; apenas um imoderado - atinando como poeta e como homem do seu tempo - esbanjando sensibilidades a esmo.
7. O cooperativismo é a única via para a reforma da impante mentalidade burguesa, sobretudo a de inspiração republicana e capitalista.
Nau
sexta-feira, 13 de maio de 2016
Nº. 1638 - Luta Popular
1. Cruzar os braços, mostrando indiferença para tudo que o rodeia; deixar correr o marfim, sem se preocupar com a borrasca que se advinha; fazer ouvidos de mercador... Velhas expressões que evidenciam puro desalento, na expectativa de uma longa espera por Godot.
2. A luta, pelo contrário, evidencia determinação, belicosidade, isto é, inclinação a refregar, sem apelo e sem agravo, por um objectivo que se pretende seja do agrado de muitos que não a fome de imortalidade que se manifesta na intervenção dos visitantes do espaço internáutico.
3. Também aqui se pretende que os objectivos sejam claros - a doutrina cooperativista a tal obriga - embora se mantenha o anonimato dado que as ideias vêm de muitas fontes, o escrevinhador seja sempre o mesmo, mas transcrito por boas vontades, de acordo com os humores e as disponibilidades do momento..
4. Que a rapaziada do território mais ocidental do continente europeu e respectivas ilhas adjacentes não se queira comprometer com a doutrina cooperativista é natural, uma vez que a grande burguesia é o sustentáculo da República - obra sua - embora se fale muito da clientela com elevado desvelo por esta consumir desregradamente justificando a produção em séries alargadas.
5. Porém, os falantes portugueses espalhados pelo Planeta Azul, suponho não estarem sujeitos a regras tão mesquinhas podendo, livremente, expor as suas experiências pessoais que servirão de matéria para salutar discussões, como exemplo daquilo que deverá ser feito e, sobretudo, para o que devemos evitar e/ou debater para melhor esclarecimento.
6. Mesmo nas comunidades onde a pressão política de minorias partidárias são obviamente intoleráveis, será possível fomentar o espírito cooperativista, uma vez que a respectiva doutrina não cultiva qualquer tipo de discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas.
7. O cooperativismo é a única via para a reforma da impante mentalidade burguesa, sobretudo a de inspiração republicana e capitalista.
Nau
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Nº. 1637 - Prelo Real
Silêncio
Já o silêncio não é de oiro: é de cristal;
redoma de cristal este silêncio imposto.
Que lívido museu! Velado, sepulcral.
Ai de quem se atrever a mostrar bem o rosto!
Um hálito de medo embaciando o vidrado
dá-nos um estranho ar de fantasmas ou fetos.
Na silente armadura, e sobre si fechado,
ninguém sonha sequer sonhos completos.
Tão mal consegue o luar insinuar-se em nós
que a própria voz do mar segue o risco de um disco...
Não cessa de tocar; não cessa a sua voz.
Mas já ninguém pretende exp'rimentar-lhe o risco!
David Mourão-Ferreira
in "Tempestade de Verão"
Já o silêncio não é de oiro: é de cristal;
redoma de cristal este silêncio imposto.
Que lívido museu! Velado, sepulcral.
Ai de quem se atrever a mostrar bem o rosto!
Um hálito de medo embaciando o vidrado
dá-nos um estranho ar de fantasmas ou fetos.
Na silente armadura, e sobre si fechado,
ninguém sonha sequer sonhos completos.
Tão mal consegue o luar insinuar-se em nós
que a própria voz do mar segue o risco de um disco...
Não cessa de tocar; não cessa a sua voz.
Mas já ninguém pretende exp'rimentar-lhe o risco!
David Mourão-Ferreira
in "Tempestade de Verão"
quarta-feira, 11 de maio de 2016
Nº. 1636 - RAC
1. O grupo de pessoas com atributos semelhantes resulta do meio social em que vive; do desenvolvimento intelectual atingido; dos recursos materiais a que tem acesso.
2. Embora o comportamento individual seja variável devido a estruturas físicas específicas e capacidades próprias, as opções definem o homem, independentemente da classe social da sua proveniência.
3. Logo, o conjunto de seres do género humano que serve de base à constituição das categorias sistemáticas - família, classe, jerarquia, etc. - ora tem a mesma origem, ora opções afins.
4. O espírito de pertença vem do juízo que se faz das raízes próprias - as inatas, mais as adquiridas - que acalentam a tendência natural de comunidade.
5. Temos a percepção de que somos semelhantes - criativos quando pretendemos subir na consideração dos outros; resignados ao nos acomodarmos facilmente - subsistindo sempre por inércia ou desistência.
6. A burguesia, mormente a classe média, cultiva a ascensão ao poder pela via plutocrática e/ou partidocrática, firmada no republicanismo a que deu origem e alento.
7. Fazer parte de uma comunidade é coisa intuitiva, mas reformá-la no sentido de a tornar mais sã e justa só é possível através da cooperação deliberada, tal como é defendido pelo CMC.
Nau
terça-feira, 10 de maio de 2016
Nº. 1635 - Doutrina Cooperativista
1. Adesão livre.
2. Gestão democrática.
3. Reembolsos proporcionais às operações efectuadas.
4. Juro limitado ao capital investido.
5. Neutralidade política e religiosa.
6. Pagamento a pronto.
7. Formação contínua e preocupações sociais.
Nau
segunda-feira, 9 de maio de 2016
Nº. 1634 - Portal Comunalista
1. Mesmo com o portal escancarado, ninguém se afoita a botar palavra receando a infecção pelo vírus cooperativista.
2. Só um esforçado brasileiro, em corajosa peregrinação, vem a este espaço amiudadamente tentando decorar o comentário que alguém lhe ditou há um par de anos.
3. De Cabo Verde, nem os descendentes da minha querida amiga, Joana Tavares Furtado, avozinha dos meus primeiros passos, arranjam pachorra para, da Praia-a-Baixo, dar notícias dos seus.
4. Do poeta são-tomense (com o qual me cruzei recentemente, num aeroporto europeu) não há novas, nem mandados, até dos versos prometidos que teria muito gosto de incluir num próximo Prelo Real.
5. Para Angola vai o meu abraço de solidariedade e promessa de dar o devido relevo a qualquer tipo de mensagem que nos queiram facultar.
6. Moçambique - onde o diálogo parece de surdos - espero uma palavra amiga de ambos os contendores, uma vez que a cooperação é a única via para uma Economia Social.
7. Para o amigo Katchi, de Goa, vai um grande abraço - extensível a Macau e a Dili timorense - almejando por notícias, mesmo que limitadas a este espaço.
Nau
domingo, 8 de maio de 2016
Nº. 1633 - Psyche
1. O oficial, ao receber a saudação regulamentar do praça à entrada da sua unidade militar reparou na falta de aprumo deste e, ao chamar a atenção para esse facto, deu azo a um complicado processo disciplinar.
2. Para alguns oficiais, o assunto não deveria ter passado de uma eventual chamada de atenção; para outros a divulgação do caso envolvia situações escabrosas que, na devida contenção ou simples admoestação ganhou volume tal que os quadros superiores prefeririam desconhecer.
3. Certo é que os atidos à disciplina militar; as equipas de mal-dizer e a maioria inopinável, vogavam todos à mercê do "diz-se, diz-se" por falta de assunto ou mero prazer em alimentar questões para passar o tempo, desopilando o fígado com hipotéticos mexericos de caserna.
4. A questão residia no facto do oficial ter dado nota da excitação sexual do praça quando este, no exercício das suas funções castrenses, não acatando as ordens superiores para tomar a postura adequada; para outros insinuava-se existir um relacionamento pouco claro entre os dois homens.
5. Os grandes males (ou pelo menos os mais delicados) socorrem-se de um conjunto de processos para obter um certo resultado, aventando-se a hipótese do praça em causa estar sob o efeito de terapêuticas sexualmente excitantes, ideia que os quadros superiores se apressaram a corroborar, encerrando de imediato o caso.
6. Porém, a má-língua não desarmou prosseguindo nas insinuações de amantes desavindos; na tese dos indivíduos que experimentam declínios cíclicos de desejo sexual ganharem azedumes em relação àqueles que não enfrentavam tais inibições; no ataque soez que dói mais ao questionar a masculinidade de alguém
7. Poucos se esqueceram que Alcibíades, famoso cabo-de-guerra ateniense, foi amante de Sócrates. Também Alexandre, o Grande, teve as suas inclinações não muito convencionais.
Nau
sexta-feira, 6 de maio de 2016
Nº. 1632 - Fim de Semana 19
1. Tradição e religião são coisas distintas - unindo a primeira; discriminando a segunda - como asserção indiscutível.
2. Durante 10 longos dias nos foi vedado o acesso a este espaço, com a violação do correio electrónico e bloqueio de equipamentos. Tal coisa cheira a obra de fideístas, dado que para essa gente - tanto à direita como à esquerda - a fé é anteposta à razão. Porém aqui continuamos, paulatinamente, a ser cooperativistas monárquico-comunalistas.
3. O futuro será cada vez mais mecanizado e a automatização dos sistemas produtivos limitarão o trabalho humano à selecção de programas e ao accionamento de comandos por botoneiras, sendo a curto prazo os operadores substituídos por sofisticados autómatos.
4. Apenas no cooperativismo não são praticadas discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, sendo a produção, o consumo, o financiamento e a gestão controladas pelos membros da respectiva célula e pela articulação das várias células.
5. O cooperativismo é um sistema associativo, com base nas células cooperativas, destinado a combater o capitalismo, libertando os associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas, tornando possível a consolidação de uma eficiente Economia Social.
6. "Quase um Poema de Amor" foi a presença inefável de Miguel Torga rebuscado por nós (que já nos vamos sentindo velhos) após uma semana de trabalhos penosos que, esperamos, não se voltem a repetir.
7. Sendo agradável ao ouvido, aliás, baralhando a realidade pessoal com a realidade objectiva, a luta popular é desejo singular de esperança universal.
Nau
quinta-feira, 5 de maio de 2016
Nº. 1631 - Luta Popular
1. A luta popular é mito deliberado porquanto tal expressão carece de um mais vasto entendimento.
2. Popular, no sentido usado no espaço CECIM, diz respeito ao povo, este tido como o conjunto de habitantes de uma delimitada região geográfica.
3. Ora a maioria da população não luta - luta física ou intelectual orientada - batendo-se contra alguém ou alguma coisa, de modo explícito.
4. A maioria da população não luta, no sentido acima mencionado, limitando-se a labutar, dado que a minoria ociosa adora a exploração do trabalho alheio.
5. Logo, a repetição fastidiosa de uma coisa inteiramente super-realista, pretendendo a troca da lida pela contenda é mito, para não dizer pura manha estulta.
6. Sendo agradável ao ouvido, aliás, baralhando a realidade pessoal com a realidade objectiva, a luta popular é desejo singular de esperança universalista.
7. Melhor será continuar a batermos-nos pelo cooperativismo, sem segundas intenções.
Nau
quarta-feira, 4 de maio de 2016
Nº. 1630 - Prelo Real
Quase um Poema de Amor
De amor
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
Miguel Torga
in "Diário V"
Nº. 1629 - RAC
1. Volto a repetir. Não basta ser membro de uma cooperativa; o que importa é praticar actos cooperativos.
2. Por outro lado, a cooperação não se limita a uma responsabilidade recíproca, assentando em critérios de justiça e rectidão.
3. Claro que a justiça fundamenta-se na virtude moral, inspirada no respeito pelo direito de outrem, pressupondo diálogos e consensos.
4. Sublinho o diálogo e o consenso porquanto a cooperação resulta da faculdade de cada pessoa deliberadamente poder dispor de si.
5. De facto, a liberdade significa livre determinação pessoal, subentendendo-se o respeito devido pela liberdade do próximo.
6.Logo, o cooperativismo é um sistema associativo, com base nas células cooperativas, destinado a combater o capitalismo.
7. Assim, libertando os associados dos encargos respeitantes a lucros dos intermediários ou dos capitalistas, será possível consolidar uma eficiente Economia Social.
Nau
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Nº. 1628 - Doutrina Cooperativista
1. Um trabalhador rural que há muito tempo já obtivera a sua reforma lembrava a luta que empreendera como activista denodado, beneficiando parceiros mas sofrendo na pele os desaires da sua voluntariedade.
2. Muitos foram aqueles que da sua linha de confronto se afastaram tirando proveito das compensações que lhe foram oferecidas, quer por reformas antecipadas, quer por indemnizações discutíveis mas compostas por recato.
3. O trabalho rural é distinto do trabalho empresarial, bem como da função docente ou da actividade criativa, mesmo quando de preponderância intelectual, deixando no ar a questão - o que é afinal o trabalho?.
4. Recentemente assistimos ao varejamento de um extenso olival efectuado por equipas dispondo de varais com pontas vibratórias accionadas por motores eléctricos independentes, desportivamente transportados ao ombro, apoiados por equipamento vário - colecta, ensacamento e transporte.
5. Logo, o futuro será cada vez mais mecanizado e a automatização dos sistemas produtivos limitarão o trabalho humano à selecção de programas e ao accionamento de comandos por botoneiras, a curto prazo substituíveis por sofisticados autómatos.
6. Será o fim dos demagogos e dos chefes dos sindicatos dos trabalhadores que, de acordo com os frescos relatos, ao atingirem o grau académico máximo, renegam as antigas funções, passando a professores universitários jubilados.
7. Apenas no cooperativismo não são praticadas discriminações sociais, étnicas, políticas ou religiosas, sendo a produção, o consumo, o financiamento e a gestão controladas pelos membros da respectiva célula e pela articulação das diversas células.
Nau
Nº. 1627 - Portal Comunalista
1. Durante 10 longos dias nos foi vedado o acesso a este espaço, com a violação do correio electrónico e bloqueio de equipamento.
2. O plano das operações foi meticulosamente gizado aproveitando a deslocação de colaboradores nossos bem como a limpeza dos aprestos e os preparos necessários para a realização destes trabalhos..
3. Mudámos de operadores e reparámos aquilo que poderia ser recuperado, incentivando os plumitivos a sofrer tratos de polé a fim de manter uma produção normal de textos.
4. Pouco importa quem foram os autores de tamanha malfeitoria, apenas lamentando os contratempos causados e o pouco tempo de lazer que temos gasto para o arranque desta máquina.
5. Monárquicos puros não seriam porquanto esses andam tão entretidos com as questões dinásticas e os problemas de lana-caprina que não terão tempo nem para se levantarem da poltrona onde se encontram refestelados.
6. Os republicanos apenas curam de consolidar os tachos que angariaram para si e para os seus, confiantes que a maioria se contenta com a "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" berrada aos quatro ventos, sem atingir o âmago da questão.
7. A coisa cheira a fideísmo puro, dado que essa gente antepõe a fé à razão - tanto à direita, como à esquerda - porém aqui continuamos paulatinamente a ser cooperativistas monárquico-comunalistas.
Nau
domingo, 1 de maio de 2016
Nº. 1626 - Psyche
1. A transmissão, oral ou escrita, de factos, lendas, dogmas etc., de geração em geração, é o timbre de uma vetusta comunidade.
2. Claro que os factos históricos, à semelhança das lendas nem sempre correspondem a acontecimentos verosímeis, mas consolidam os laços sociais, impressionando como exacta cor local.
3. O dogma que serve de fundamento de uma doutrina religiosa torna-se indiscutível pela lábia sacerdotal, dispensando qualquer tipo de provas com base em afirmações autoritárias.
4. Por vezes as metáforas proferidas sentenciosamente baralham os mais inquisitivos, desconfiando estes da maçã como fruto seguro, por esta ter dado origem à expulsão do Paraíso.
5. De facto, a saliência da cartilagem tiróide na parte anterior do pescoço dos homens, designada por maçã-de-adão, é prova evidente para o perigo que estes correm ao comer tal fruto.
6. Na Idade Média portuguesa, muitos eram aqueles que chamavam pêros às maçãs, mesmo quando estas nem a forma de pêra se aproximavam.
7. Tradição e religião são coisas distintas - unindo a primeira; discriminando a segundo como asserção indiscutível.
Nau
Assinar:
Comentários (Atom)