segunda-feira, 27 de julho de 2015
Nº. 1348 - Doutrina Cooperativista
1. Muitos são os monólogos que tenho tido neste espaço acerca da doutrina cooperativista, para lá dos diálogos que cultivo a respeito do mesmo assunto, sempre que para tal o ensejo se apresente.
2. Uns mostram-se mais interessados do que outros acerca da ideia da cooperação, mas poucos são aqueles que tomam a iniciativa de gizar um projecto dentro do referido esquema, alegando ser coisa muito complicada ou não ter capital, nem vagar para investir no assunto.
3. Certo é o lazer, como folga do trabalho, não ser coisa fácil e o capital investido - tanto em bens materiais, como em coisas para recreação - exigir tempo, mais que não seja para ida ao futebol, previamente assegurando o pagamento de quotas ao clube preferido.
4. Ora o cooperativismo tem por objecto promover o desenvolvimento económico e o bem-estar dos associados, mediante a participação activa exigida por uma autogestão responsável em que os valores da ajuda mútua, da igualdade, da equidade e da solidariedade estão sempre presentes.
5. Porém, a maioria das pessoas simplesmente almeja por uma ocupação remunerada, poucas responsabilidades, e, sempre que têm acesso a funções directivas, é dura para com os fracos e complacente para com os fortes.
6. O chefe é uma figura indispensável - embora criticado in absentia - sempre que as coisas não correm de feição aos subordinados, porquanto ninguém quer arcar com qualquer tipo de responsabilidades, aliás, ser minimamente responsabilizável.
7. No entanto, os co-proprietários da unidade cooperativa, tendo apenas um voto (independentemente da quota e/ou investimentos realizados) não poderão alienar o dito nas funções deliberativas.
Nau
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