segunda-feira, 6 de julho de 2015
Nº. 1327 - Doutrina Cooperativista
1. Os cidadãos mais atentos aos problemas da política à portuguesa têm por hábito questionar a validade da mudança do regimen vigente.
2. Aqueles que nutrem uma simpatia clubística por figuras do tablado nacional não têm qualquer dúvida: basta fechar o punho, seguir as setas ou empunhar os símbolos convencionais do trabalho para ser mantido o statu quo.
3. O cepticismo da maioria advém da experiência adquirida, visto que o tripudiar dos chefes das várias facções partidárias apenas servir para dar largas a fome de poder destes e ocorrer às necessidades dos seus apaniguados.
4. Claro que os republicanos, fieis ao fundamento da burguesia liberal e ao Estado de Direito que eficazmente protege os interesses dos plutocratas, apostam no voto anódino e irresponsável, razão da sua existência.
5. Da mesma cepa burguesa, mas procurando escapar aos jogos partidocráticos, a classe republicana dirigente, através de delegados eleitos num sistema piramidal, mantém-se incólume nas cadeiras do poder.
6. Procurando alcançar a estabilidade dos Reis absolutos das Monarquias Tradicionais, os soberanos a prazo, na versão presidencialista, arrogam-se o direito de demitir os ministros caídos em desgraça, com o suporte do parlamento que, normalmente, lhe é afecto.
7.Logo, a diferença entre Monarquia parlamentar e República parlamentar resume-se à vitaliciedade ou transitoriedade do soberano, em que o primeiro sobreleva o segundo; tanto a partidocracia como a ditadura em nome do povo são eufemismos viciosos; a reforma da mentalidade burguesa republicana só é possível através do CMC.
Nau
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