quinta-feira, 23 de julho de 2015
Nº. 1344 - Luta Popular
1. A luta popular aqui sugerida não vai no sentido de provocações estéreis, de rixas velhacazes, mas tão-somente do debate de ideias.
2. Excluída a forma de governo em que o poder se afirma como autoridade absoluta e feição plutocrata, teremos executivos resultantes de votações anódinas e base parlamentar - versão partidocrática - ou de assembleias múltiplas e estrutura piramidal do centralismo republicano.
3. Tanto os governos autoritários, como os de origem parlamentar são meras caixas de ressonância do grande capital que extravasa fronteiras; o centralismo republicano, apartidário, de assembleias múltiplas e estrutura piramidal, tem por vértice um consílio deliberativo, suposto controlar o capitalismo do Estado.
4. Nas votações anódinas, o eleitor é impelido a delegar o seu poder de decisão a alienatários irresponsabilizáveis, mormente representantes de facções políticas e/ou demagogos que, excitando as paixões populares acerca de problemas que os ditos demagogos se propõem resolver, apenas buscam cair nas boas graças destes para alcançar as cadeiras do poder.
5. Claro que ninguém melhor do que o próprio saberá defender o que mais lhe interessa, embora a capacidade de uma ponderada decisão seja variável de indivíduo para indivíduo, pelo que o diálogo e concerto entre pessoas com idênticos problemas será a forma mais racional para se obter consensos.
6. Nós, os cooperativistas, procuramos satisfazer as necessidades económicas, sociais e culturais próprias dentro da associação em que activamente participamos, tendo por suporte os pecúlios e quotizações por nós realizadas; exercitando a autogestão e o espírito de independência.
7 O nosso poder de decisão é discutível, jamais alienável; o concerto entre as unidades cooperativas em uniões, federações e confederações são o escudos eficaz contra os capitalismos plutocratas ou dos apaniguados do centralismo republicano.
Nau
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