sexta-feira, 17 de julho de 2015
Nº. 1338 - Fim de Semana 29
1. Numa sociedade condicionada por um consumo e uma produção em velocidade de cruzeiro, a economia não tem por base as necessidades humanas - sociais, culturais, existenciais - gerando focos de criminalidade, o recurso a drogas e ao terrorismo.
2. As opções políticas, alegadamente justificadas por fundamentos racionais, pouco diferem das clubísticas. Por outro lado, o acto de cooperar, actuar ao mesmo tempo e para o mesmo fim necessita de pontes de passagem para se alcançar algum entendimento.
3. Dado que os bens essenciais são escassos e os desejos dos homens ilimitados, uma minoria preocupa-se em entesourar recursos; largo número de apaniguados dos plutocratas vivem à sombra destes, enquanto milhões de pessoas passam por grandes privações.
4. Logo, quem por iniciativa própria não fala da sua cooperativa neste espaço por receio de contaminações perniciosas, manifesta uma atitude contrária ao espírito cooperativo que é, totalmente, adverso a qualquer tipo de discriminação social, racial, política ou religiosa.
5. A representação gráfica de quaisquer sons articulados que designamos por palavra exprimem o discurso, isto é, a exposição de ideias. São as ideias - mera representação mental - que dão consistência aos projectos que orientam a vida: nascer, crescer, morrer.
6. Os republicanos têm uma ideia sui generis acerca da coisa pública e do supra-sumo Estado de Direito, ambos os conceitos permanecendo algures nos finais do séc.XVIII, mascarados com socialismos de aggiornamenti de mera inspiração da classe burguesa plutocrata.
7. Por outro lado, os monárquicos avançam um pouco mais, defendendo a Monarquia Parlamentar de raiz partidocrática e desequilíbrios orçamentais incontornáveis do séc.XIX, apoiados num fideísmo que há muito tempo já deixou de ser fundamento do Reino de Portugal.
Nau
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