terça-feira, 21 de julho de 2015

Nº. 1342 - RAC


1. Na Antiguidade, o poder de se fazer obedecer provinha dos deuses e era consagrado pelos sacerdotes.

2. Cansados da intervenção medianeira, os deuses tornaram-se chefes das facções políticas, obedecendo apenas ao poder do grande capital.

3. Porém, o dinheiro não tem cara, escondendo-se atrás dos tecnocratas que se põem a jeito, na versão moderna de demagogos.

4. A legitimidade dos tecnocratas é consagrada pelo voto anódino e a salvaguarda do grande capital reside no Estado de Direito.

5. De mãos dadas - a produção, o consumo e a usura - são o poder invisível, embora ao serviço dos plutocratas.

6. Sem a intervenção de deuses e sem o amparo de sacerdotes, os cooperativistas juntam os seus magros pecúlios e vão fazendo pela vida, procurando apenas satisfazer as suas necessidades económicas, sociais e culturais.

7. Claro que o tecnocratas têm sempre razão, mas nós, os cooperativistas, a falar cá nos entendemos.

Nau

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